segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

VALEU 2012!

2012. Ano Novo. Novo de descobertas, de experiências... Um novo olhar. Mesmas pessoas queridas. FAMÍLIA gostosa que consegue se revelar crescendo a cada dia. Crescendo em amor, em compreensão, em aceitação. Conquistam de mim: AMOR E ADMIRAÇÃO! “AMIGOS DE INFÂNCIA”, aqueles que fazem parte da vida como eternas testemunhas de tudo o que vivi, sejam sorrisos ou lágrimas, sejam verdades ou mentiras. Tudo. O velho COMPANHEIRO, roupagem diferente, ações imprevisíveis, costumes antigos... Amor juvenil e amadurecido ao mesmo tempo. Laço firme e sem nós, entendendo que é o sentimento a razão maior... FILHO. Pequeno grande homem crescendo dia após dia. Aconselhando e ensinando como quem entende os sinais da vida. AMOR. AMOR. AMOR. AMO VOCÊS. Obrigada por existirem. NOVOS AMIGOS queridos. Escola de arte, de vida. Palcos e saltos. Aprendizado. Descobertas e encantamento. Com vocês tenho me redescoberto. Repaginado. Reconhecido. Obrigada amores. NOVA LAIR. Mesma pessoa. Um novo olhar. Prazer em conhecer outras facetas, outras possibilidades, visão de mundo sem vendas, MEU OLHAR. O gosto pela artista, a brincadeira de dizer nas letras o que vem da alma... As viagens de "Lua, a garota sol", Luana, Clarinha, Alice, Luciana, Chiquinha, anônimas, calmas, nervosas, confiantes, ciumentas, pacientes, inquietas, confiáveis, imprevisíveis... Todas Lair. Realismo ficcional ou ficção realista. Tanto faz. O que importa mesmo é o que faz feliz. Maravilhoso fazer novas descobertas em alguém que pensava já conhecer, e a cada dia que convivo mais, percebo que não tenho a noção de quem é. “Caixinha de surpresas”. Gosto de tudo o que vejo, ainda que não compreenda. O céu não é o limite. E há? Admiro essas asas libertas, capazes de voar alto, ainda que caminhe com os pés no chão. Cabeça tonta e tão acesa, num pensar tão ligeiro que nem dá para traduzir... Eu. Vocês. Nós. Risos escancarados, lágrimas emocionadas, alguns sustos decepcionados, presentes inesperados... Braços abertos, dedos grudados, abraços apertados, pés levantados, e uma criatividade fervilhante para fazer viver todo o ser. Grata vida. Grata noite, bem vindo dia. Presentes, presentes, presentes. Pessoas que somos, lindas, indo e vindo. Seguindo. Portas, janelas, coração. Abertos e despertos. Receptivos e ativos. Prontos para viver. Sempre. Obrigada 2012!!!!!
2013. Bem vindo! Ano Novo. E como todos os dias: aventuras e rotinas, mas sem repetições. Sempre novo. Com olhar brilhante, sorriso radiante, coração vibrante. Alma. Sempre vida. Sempre aprendendo. Sempre feliz. E lembrando que sempre não é todo dia.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A ORIGEM DOS GUARDIÕES

Levamos o pequeno para assistir ao filme “A origem dos guardiões”. Que lindo seria se a estória tivesse apenas o condão de incentivar a fantasia, o sonho, a magia que somente uma alma de criança, com toda a sua pureza, consegue deixar acontecer...
Reconheço que teve pontos positivos, demonstrou o quanto os adultos estão se afastando do “real” sentido do Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Fadinha do Dente, sonhos... Os pais estão muito mais preocupados em terem o dinheiro para a compra dos presentes e dos ovinhos do que em acompanharem o crescimento de seus filhotes. As festas que, antes, simbolizavam a reunião familiar, as brincadeiras em casa, as “estorinhas” – contadas ao pé da cama para fazer os pequenos dormirem – a brincadeira de esconder os dentinhos e colocar a moedinha para encher o porquinho, viraram grandes eventos comerciais – e, para que os pais consigam adquirir todos os produtos, têm que ganhar mais dinheiro, dedicar-se mais e mais aos empregos e menos e menos, ao mais simples: à vida familiar.
Tiro o chapéu para estas dicas, também para o momento em que demonstra que a luz do mundo nasce das crianças, das pessoas, do ambiente de amor e diversão, e que para tudo se tornar realidade, basta acreditar. Mas o autor não conseguiu alcançar a linguagem infantil. O olhar da criança não atentou para todos esses fatos. Isso tudo se destinou aos pais... Para elas ficou o grande pecado do filme: insistir na fracassada ideia de que precisamos de super-heróis. Primeiro, porque leva as crianças a idealizarem uma perfeição que não existe – todos somos perfeitos exatamente porque possuímos uma infinidade de caracteres únicos, considerados “imperfeições”, que nos torna divinamente humanos. Depois, porque para existirem os heróis, é criada a figura do vilão. Aff! Aí foi a catástrofe do filme. No momento em que o mundo passa por uma transformação energética, em que as vibrações de medo são substituídas por vibrações de harmonia e esperança, inventaram de ressuscitar o “bicho papão” – que acaba vencido pelos heróis, mas com uma condição: “somente se as crianças acreditarem nos guardiões para guardá-los do vilão”... essa estória de conseguir fé ao custo do medo é medieval e não cabe mais em nossa história, já chega! Muita coisa fofa no filme, mas as sombras dos pesadelos do bicho papão, que não eram mais estimulados, foram trazidos à tona, em formato amedrontador, como são os filmes de terror para uma gama de adultos. Isso é covarde. Cheguei a uma conclusão: não posso mais permitir a entrada de um filme infantil em meu lar sem que eu o assista, sozinha, antes. Algo está assustando os mega empreendedores para que se utilizem de artifícios assim. Provavelmente está por vir uma onda de positividade a se alastrar no Universo... é “o fim do mundo”. Sem a fé dos “pequenos cristais”, o mercado avassalador do consumismo não tem vez. Então, na forma de luz, começaram a disseminar escuridão. Estou farta. Suporto muita coisa desse mundo louco de adultos burros. Mas não aguento que se utilizem da pureza das crianças para manipulações. É hora de deixarmos as farsas de lado e verificarmos o que de fato a nós importa. E isso é urgente. Sejamos crianças. Agora!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

FIM DO MUNDO

E como tudo o que é redondo, o mundo fecha mais um ciclo... é a conclusão de mais uma etapa, linha de chegada numa jornada e reinício de outra. A vida não pára. O fato de que somos energia se revela e projeta cada vez mais. As civilizações da antiguidade já voavam e conheciam a alma humana como ninguém, mas a história nos mostra que a Idade Média veio em seguida... Agora estamos retornando à luz. Uma era de trevas se mostrou como que algo necessário para o homem ter vontade de acender a chama novamente. Isso é o fim do mundo. É o fim de um ciclo de corrida para o enriquecimento material a qualquer custo, esquecendo quem somos; é a tecnologia, antes uma mera devastadora das riquezas naturais, e agora um elo, uma ponte, demonstrando o quão interligados somos...
Os maias já vislumbravam tudo isso. Quem está conectado com o Todo enxerga além das demarcações de tempo e espaço. Entende a vida como uma fonte de luz, um feixe de energia, uma ponte para si mesma. E, por viverem em perspectiva, deixaram-nos um sinal em profecias. Como tudo o que nos foi deixado pela sabedoria dos povos antigos, as profecias também ficaram sob a guarda da Igreja, a rainha da “Idade das Trevas” – quem inutilizou os escritos que nos indicavam os caminhos, deturpou outros, e escondeu tantos quantos se fizeram necessários para manter o seu poderio com a roupagem de única representante do divino na terra e conhecedora dos destinos da humanidade. Eis porque tanta fantasia e terror criadas em cima das revelações proféticas, porque o medo sempre foi a maior arma de controle e manipulação já criada.
Assim, o que se chama de “Fim do Mundo” não é, necessariamente a destruição do planeta ou dos povos que nele habitam, mas o final de uma etapa de vida. Vibrações de medo transmudam para vibrações de harmonia e esperança. As pessoas buscam a paz, o amor, a saúde, o crescimento espiritual, como única saída para um mundo que conheceu o ápice do desenvolvimento tecnológico-científico e já entendeu que de nada vale o TER se não houver PAZ no coração. É a conscientização natural, demonstrando que o mais importante já nos pertence, é parte integrante do indivíduo, é o que somos enquanto espírito, enquanto energia, enquanto fonte de luz. Hoje, os nossos desejos se materializam instantaneamente. Tempo é relativo sem a necessidade de Einstein fazer demonstrações neste sentido. A vida já revela naturalmente.
Esse é o momento. CONSCIÊNCIA é a palavra. FIM DO MUNDO é a boa nova. Sem medos, sem ameaças, estamos prontos para transmudar, para transpor mais uma etapa. Parabéns a todos nós por estarmos aqui, no planeta, experienciando mais uma fase. Parabéns a vida, à colcha de retalhos da qual somos peça integrante. E vamos encarar cada dia como o último, para que nada fique para amanhã, para que a felicidade não seja uma promessa, e sim uma realidade.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

"CAFÉ COM AMOR"

Ontem assisti a um filme muito interessante: “Café com amor”. Enredo suave, com ares de comédia romântica, abrindo as portas do espectador para ouvir sua mensagem, numa abordagem simples e muito inteligente, instigando o que há por trás de nossa “realidade”. Quem já viu “Matrix”, ou o seriado “Touch” vai entender um pouco do que digo. Sabe a ideia de que a realidade não é o que vivemos? De que estamos diante do “Maya”, de pura ilusão, acreditando piamente que somos essa personagem que acorda todos os dias para estudar, trabalhar, lutar, viver? Há algo maior por trás, nas entrelinhas, nas estrelas, noutros planetas, em outros planos, outras dimensões? Pois então: de uma forma suave, a estória transforma uma garota de doze anos em programadora de um sistema em que todos somos avatares e, com livre arbítrio, criamos a realidade em que vivemos. Como uma infinidade de grãos de areia que, ao se juntarem formam um todo sólido, em que cada partícula é essencial para a formação da estrutura. E mais: a atitude de um tem influência no funcionamento do todo.
A personagem do filme que dá a própria vida para salvar a garota com quem sequer mantinha relação, com quem não possuía qualquer vínculo, foi desligada do programa, tornando-se independente do jogo, somente por ter demonstrado não depender dele. Algo que acredito tenha sido firmado pelos iluminados da história, como Buda, Jesus, Maomé, Lao Tsé, e tantos outros. É o “estar no mundo e não fazer parte dele”, como já disse o velho Osho. Bem, é certo que isso é verdade, somos muito mais do que vemos e sentimos. E lembrando outra passagem desta mesma figura: “não se apegue, mas crie limo”. Esse limo é delicioso e quanto mais mergulho no prazer de viver, mais livre me sinto.

sábado, 3 de novembro de 2012

"CASA DE BONECAS", de HERIK IBSEN

Mexeu comigo. Li envolvida com a estória, com uma gana de conhecer a fundo as possibilidades de Nora. Uma mulher tratada como objeto, como retardada, como um bibelô inútil, incapaz de pensar por si mesma, como alguém que precisa de um homem para lhe dizer o que fazer. Tão inteligente. Inteligente ao ponto de buscar em si um potencial de boneca, e conseguir representar um papel tão convincente a si mesma, que ela própria acreditava ser frágil e dependente, de um “grande homem” que a protegeria acima de qualquer coisa. Era de esperar que o amigo Hank fosse servir de substituto, de “amor verdadeiro” a substituir o fracasso do marido cheio moralismo e “honra”...
Mas Ibsen me surpreendeu. Conseguiu oferecer mais do que supunha. Como homem, ele viu mais do que a época permitia. “Por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher”. Uma máxima que, certamente, vem daí, da visão de quem não temia a opinião comum, a aceitação social, o costume permissível... É de tirar o chapéu. Ele não temeu mostrar a mulher como ser humano capaz e de tamanha sensibilidade e astúcia que conseguia contornar e compor as situações a que estava destinada com proeza, com uma sagacidade incrível. Derrubou estereótipos. Será? Já me senti Nora. E eu sou do século XX. Sei o que é fingir estupidez para deixar o homem parecer mais esperto. E era daquela forma mesmo: inocentemente. Era um acreditar que certamente ele sabia mais, ainda que não conseguisse compreender certas atitudes...
Ainda hoje, século XXI, as mulheres temem demonstrar quão inteligentes são para não amedrontar os parceiros ou as promessas de parceria... e as que se revelam, realmente, intimidam. Ganhar mais, ter iniciativa, a resistência física e emocional, de certa forma tem de ser algo disfarçado, porque não se pode revelar a fragilidade do macho.
Ibsen, em pleno século XIX, teve a coragem de gritar tal falseta, e não sei, mas desconfio que havia alguma mulher por perto, alguma Nora, confiante e corajosa, ao ponto de enfrentar o preconceito e a retaliação social, servindo de alerta para o outro lado da moeda, o que indica a grandiosidade do potencial feminino, a inspirá-lo. A grandiosidade da força feminina é tanta que a história demonstra a insistência em enfraquecê-la, em fazer uma lavagem cerebral constante no sentido de fazê-la acreditar que é menos do que é. Não há homem capaz de reduzir uma mulher. Somente ela pode fazê-lo. E nesse sentido caminhou a história, sempre. Fazendo a mulher traçar como rota, como destino, um homem. Essa é a única forma de detê-la. E chamamos isso de romantismo.
Amar é libertador. Mulheres do século XXI: sejam. Se o homem É, ele se apaixonará perdidamente por você. O que você não pode é se diminuir para torná-lo maior, porque isso é impossível. Você é que estará se escondendo de si mesma.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

LEITURA PÚBLICA BIBLIOTECA CENTRAL

11 de Outubro de 2012: Aniversário de um ano da estréia de "LUA, A GAROTA SOL" no teatro. E lá estava eu, pela primeira vez, num evento deste livro de "cara limpa", de Lair, sem interpretar LUANA. Foi um momento ímpar, porque já sentia a necessidade de me apresentar sem a personagem, de me mostrar inteira, e a oportunidade, naturalmente surgiu. A proposta era, exatamente, apresentar a escritora e seu texto ao público. E lá estava eu. Na platéia, os amigos. Na mesa e na plateia, peças integrantes de um contexto de amor pela arte. Esse foi o contexto em que me vi inserida como parte de mim. O sonho virou realidade. Estou eu, literalmente, com todas as forças de minha alma, BRINCANDO DE ARTE E VIDA. Brincando de dizer verdades, brincando de ser feliz, brincando de viver. "E, como sou feliz, quero ver feliz quem andar comigo... vem"!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

"MERITOCRACIA"

É... "MERITOCRACIA". Seria o mesmo que difundir a máxima: "À César o que é de César". Mas, não costumamos ver isso na prática, o mais comum é adotar-se o conhecido "QI - Quem Indica" e priorizar quem dá mais "audiência". Exigir "cumprimento de horário" e não se importar com qualidade, aptidão e produção. Premiar por estar em alta na mídia ao invés de prestigiar o indivíduo pelo respectivo talento.
SETE DE SETEMBRO. Dia de que mesmo? Será que a TV mais assistida tocou no assunto? Independência... Brasil de cores, Brasil de culturas, Brasil de riquezas. Brasil de Pessoas. Enquanto o olhar não tiver foco no indivíduo, nunca haverá a independência real. Melhor mesmo é não esperarmos pelo olhar do outro, comecemos a olhar para nós mesmos, e adotar a postura de "SE RESPEITAR NA SUA FORÇA E FÉ E SE OLHAR BEM FUNDO ATÉ O DEDÃO DO PÉ". É o começo. O resto... é consequência. Não é?

domingo, 2 de setembro de 2012

ANALFABETISMO FUNCIONAL

Assisti a um vídeo da entrevista de uma educadora que falava a respeito de “ANALFABETISMO FUNCIONAL”, ou seja, sobre o fato de que alfabetizar não se resume a conhecer as letras e formar frases ou saber fazer cálculos matemáticos, mas saber ler a vida, o mundo ao redor. E não é que é verdade mesmo?
A preocupação hoje é em alfabetizar em larga escala jovens e adultos, em proporcionar cotas para inclusão de estudantes no cerne das universidades do país, em modificar o português, mas o que não vemos é um verdadeiro entendimento do que seja compreender o mundo ao redor. De que adianta saber ler um texto, mas não assimilar o sentido dele, ou sequer aproveitar algo para a sua vida, para o seu crescimento pessoal? De que vale a literatura se não há uma interação, uma troca, uma curiosidade em se inteirar do conteúdo lido, um aprendizado... A teoria é muito importante, os versos, os tratados, as normatizações, os códigos linguísticos, mas de que valem se não há a prática? Os códigos linguísticos existem tão somente para facilitar a comunicação, mas se não há a aproximação das pessoas, de que vale a linguagem?
A alfabetização deve ser funcional, prática, efetiva. Interpretação textual é importante para o aprendizado na vivência. Mas é deixar-se envolver com a situação, com o momento vivido, o sentir, o absorver, o assimilar, a entrega, que é imprescindível para a interpretação do contexto vivido, ainda que as palavras não tenham sido literalmente expressadas. E ainda digo mais: há muitos eruditos analfabetos funcionais. Leitura e escrita são apenas canais, pontes – se nós não as atravessarmos para um viver prático, para uma sinergia, não haverá sentido algum nisso.

domingo, 26 de agosto de 2012

O PODER DAS ESCOLHAS

Ontem assisti ao filme "Advogado do Diabo", com Al Pacino e Keanu Reeves (1997), mais do que atual, numa abordagem inteligente sobre a dicotomia Deus e Diabo, rituais e crenças - provavelmente para atrair e entreter o público - persuadindo-nos, simplesmente, a enxergar o fato de que nós somos os autores, diretores e protagonistas da história de nossas vidas. Fazemos escolhas diárias, e temos a oportunidade de recomeçar a todo o instante. Terminamos por perceber que a vida toca a música que dançamos, e a nós cabe escolher a dança que nos faz feliz. Quanto menos culpamos os outros e quanto mais seguimos nosso coração, mais dançamos no ritmo da felicidade. Se observarmos as crianças, veremos como as coisas são simples... Passos atentos e a sensação de que não há aonde ir, sempre vivendo, amando e aprendendo. E para qualquer pergunta "Eu fico com a pureza da resposta das crianças: é a vida, é bonita e é bonita!" beijooooooooo

sábado, 21 de julho de 2012

UM GRITO DE LIBERDADE

É incrível a vida. Quanto mais nos libertamos das amarras que nós mesmos criamos no decorrer da jornada, mais deixamos a Alma fluir e o sentido de liberdade começa a ser entendido.
Todas as experiências são o meio de colocar-nos diante de nós, e a oportunidade de conhecermos do que somos capazes. Uma força brota do interior de nosso ser e assume a liderança, guia o caminhar de momento a momento, sempre a postos para oferecer-nos a auto-preservação e nos fazer compreender que temos tudo dentro de nós, na perfeição divina que, incontestavelmente, integramos.
É um voar para dentro de si com a liberdade e a força de uma águia, a astúcia, a vivacidade, o estado de alerta relaxado, vivenciando o instante, pronta para avançar rumo ao céu azul, infinito.
A águia sabe o momento de renovar-se. Não foge das mudanças. Entende o movimento da vida como um ser a ela integrado, com a sabedoria de quem comunga com a existência sem questionamentos.
No instante em que percebe o sinal da transformação, arranca pedaço a pedaço e prepara-se para renascer. Entende que não há morte, apenas a mutação da vida.
A águia vive, aproximadamente, setenta anos. Na metade de sua existência seu bico fica enfraquecido, suas unhas também, e as pernas tornam-se pesadas pela sujeira do decorrer da vida, dificultando-lhe o vôo.
Para sobreviver, ela deverá escolher: deixar as coisas como estão e morrer, ou desafiar a dor da mudança. Normalmente, o instinto de sobrevivência fala mais alto. Ela voa até uma fenda do penhasco, fazendo o ninho onde possa se abrigar dos predadores e inicia um verdadeiro ritual de renascimento.
A águia bate o bico nas pedras até arrancá-lo e passa a esperar que nasça o novo. Arranca, com o novo bico, as unhas, uma a uma. E, quando as novas unhas surgem, arranca as penas do corpo. Renovada, retoma o vôo livre da vida.
O homem assistiu à auto-renovação da águia com o olhar focado na dor. Mas sua entrega é tão total que jamais saberemos se há espaço para sofrimento. Se há, a certeza do benefício da atitude é tamanha que ela não foge a dor. Enfrenta-a.
Os homens acostumaram-se tanto à sobrevida que levam, estão tão viciados nesse modo de vida estagnado, repetitivo, robotizado, que não escutam os sinais. Ignoram a necessidade natural de mudança, se agarram ao já conquistado, ainda que as penas estejam endurecidas, o bico gasto, e as pernas sujas dificultando o seu vôo. O medo da dor é maior do que o próprio desejo de viver. Matam-se ainda que seu corpo esteja vivo. Esquecem-se de que a Alma é tudo o que realmente possuem e que esta implora para ser ouvida e vivida.
Quando vivemos entregues ao curso da vida, não mais encaramos os desafios com sangue e dor. A certeza do crescimento, do amadurecimento, traz uma gratidão tão imensa que o que poderia ser negativo transforma-se num simples momento, que passará. É somente mais uma pena arrancada, porque a mudança se faz necessária.
O vôo da águia é maior, mais intenso, abrangente, celebrativo, leve e feliz, após o seu renascimento. É um vôo de liberdade!
Há uma águia dentro de mim. Todos os meus passos seguem no sentido de deixá-la viver, de soltá-la para os vôos nos ares da vida. Há uma águia dentro de você.
Nesse vôo há um grito, um grito de vida, para anunciar que a sabedoria se encontra em cada um de nós, que o novo sempre está presente e a nós resta aceitar o movimento da vida e arrancar o velho para receber e celebrar o novo que nos é ofertado pela existência.
Nesse momento, grito. Grito alto, um grito que salta de minha Alma, um grito que anuncia que é possível, que Ser é o único sentido de tudo, um grito de felicidade, de descoberta, de reencontro. Um grito de gratidão. Um grito de liberdade.

sábado, 7 de julho de 2012

NA TELA DA VIDA

Puxa... o medo é um troço estranho... geralmente adoramos as coisas que temíamos antes de conhecer ou experimentar, não é?
As crianças têm mais facilidade em aprender as coisas porque são destemidas - pelo menos até o adulto interferir... É verdade que o medo é necessário para a auto-preservação,senão a vontade de voar não seria impedida pela altura do edifício... Mas até que ponto viveremos de fato, se insistirmos em ficar escondidos atrás de tantos medos?
Para mim, o querer se conhecer, a vontade de enxergar os reais desejos, os reais sentimentos, nos conduzem a nós mesmos. E muita coisa se revela. Ainda que não seja dito, ou mesmo demonstrado, mas a consciência já é libertadora. Diante das decobertas, é muito, muito importante assumirmos para nós mesmos e, quando for o momento, expormos para o mundo. Não importa o tamanho desse "mundo", nem o tamanho da descoberta, mas o tamanho da vontade de celebrar a libertação. Cada um sabe a hora - mas aja com verdade - não adie, ultrapasse o medo, lance para fora o que estava escondido.
SER livre é uma questão de alma, é a sensação de paz, de amor pela vida, e a cada pedaço vislumbrado, a cada esconderijo arejado, o interior fica tão grato, tão limpo... isso é liberdade. E a gente não deixa de viver, ao contrário, se mistura com tudo, literalmente. E cada pessoinha é tão única, tão fôfa, tão especial...
Quanto mais eu vivo, quanto mais experiencio e descubro coisas antes inexploradas em mim, mais encantada fico com tudo. Tenho hoje a certeza de que vejo a beleza, não ligo para rótulos e me contradigo o tempo todo porque sou viva. Assusta ainda quando sou alertada para maldades que não enxergo... as pessoas são realmente muito criativas. Acredito na pureza, a verdade existe; apenas não é única, sempre dependerá do ângulo de visão de quem a defende.
Nem sei porque estou dizendo tanta coisa agora... a verdade é que estou sentindo bastante... a intensidade de meus momentos me causa isso... são desabafos contemplativos. Ou constatações de sentimentos?
Serão diversas as formas de dizer a mesma coisa, a depender de quem diga, a depender do momento, a depender... Viu? Não há certeza alguma. Não há regra para nada. Ou há regras demais para tudo. Que abuso...
Sinta, inspire, curta, partilhe, ame, faça, viva você. Se reinvente quando quiser. A tela está em branco todos os dias. Pinte cada momento como desejar. Sem rótulos, sem regras, cuidando apenas de respeitar quem você é agora.

domingo, 1 de julho de 2012

UMA QUESTÃO DE MEMÓRIA

Alguém perguntou a diferença entre decorar e memorizar... a primeira coisa que me veio foi: é uma questão de compreender, assimilar, o que se está querendo registrar na mente. DECORAR implica em repetir como um papagaio o faria, enquanto MEMORIZAR sugere o entendimento da situação e, exatamente por isso, acontece o registro na memória. Então, foi uma chuva de "entendimentos" a respeito, aquela análise de como funciona essa história para mim...
Quando tenho interesse em algum assunto, assimilo com mais facilidade e de pronto vem o registro na memória. Ainda que eu não utilize a informação com frequência, basta acessar o assunto na cabeça que vem... por outro lado, se a coisa é chata, enfadonha, ou simplesmente não desperta o meu interesse no momento,posso até repetir até "decorar", por necessidade, mas minha mente não registra. Mas a coisa não para por aí não...
E o fato de que esquecemos as coisas acontecidas na infância antes de aprendermos a falar? Sinal de que a memória tem relação com a linguagem. A linguagem facilita a compreensão das coisas, daí a memorização... e também há a relação com os sentimentos, o registro emocional, pois, ainda que não saibamos do que as pessoas estão falando, registramos o carinho, o beijo, o beliscão...
É lindo. Vivemos em uma máquina perfeita, em uma casa corpórea que funciona com todo o equipamento necessário à uma existência plena, organismos microscópicos que compõem órgãos, que exercem funções fundamentais. Sem contar com a torre de comando, o cérebro, dirigente de toda a estrutura. E é nele que estão os neurônios materializadores daquilo em que focamos... Vale a pena entrarmos mais nessa seara. No próximo encontro. Se houver interesse, vocês se lembrarão disto. É uma questão de memória.

domingo, 17 de junho de 2012

"TER UM FILHO, ESCREVER UM LIVRO, PLANTAR UMA ÁRVORE"

Hoje entendi o que significa, para mim, o dito popular de que todos na vida devem “ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore”...

Ao ter meu filho, Juan, entendi o que é amar incondicionalmente. Descobri o verdadeiro amor, o que minha mãe afirmava sentir e eu não acreditava. Aquela felicidade contagiante apenas em ver o outro feliz, a satisfação em admirar aquele sorriso lindo no rosto, a conquista dos sonhos, a descoberta do novo... Compreender o que ele quer ainda que não tenha dito, saber o que fazer mesmo sem ter idéia alguma de como... A aceitação. Admirar os gestos, os dons. Ajudar o guri na lição mesmo jamais tendo gostado de estudar. Reclamar mesmo quando quer abraçar, por saber ser a melhor opção... Não curtir futebol, mas assistir à empolgante partida, em que o filhote virou o craque do time porque fez um gol...
É isso. É o amor. Mãe é um bicho esquisito. É massa. O filho... vira também um espelho. Somos todos espelhos, mas o amor pelo pequeno faz a gente se interessar mais em ver. Passei a me enxergar melhor. A ver minha beleza, minha inteligência, minha ternura e até “aqueles tantos vacilos”, através dele. Aprendi a ser mais compreensiva comigo. Virei mulher.

A vontade de compartilhar é grande. A cada descoberta há o querer ver “todo mundo” feliz também. A gente quer dizer o que fazer para dar tudo certo e também o que não fazer, para que não haja sofrimento. Só que não dá pra ser assim. Cada experiência é única, não dá pra sair dizendo o que fazer e o que evitar. Dá pra dizer: viva! Viva intensamente e seja feliz. Faça o que te faz bem. Siga o teu coração. E, no máximo, dizer “como foi pra mim”... Então, por que não contar por escrito? E daí o livro.
E a árvore? Até hoje eu não tinha ideia do sentido de “plantar uma árvore”, embora jamais tivesse parado para tentar entender realmente. E hoje...

Uma árvore é um símbolo muito forte da natureza. Tem suas raízes firmes e fortes fincadas no solo e todo o seu caule em direção ao céu infinito. Equilíbrio. Sua copa voltada para cima, e os ramos indicando as infinitas possibilidades. Ela filtra o ar, dá frutos, acolhe e alimenta. É símbolo de vida. Produz vida.

A eternidade. Embora sejamos únicos, há em nosso filho algo de nós. Seja em termos de genética, seja nas imitações naturais de convivência, olhando o filho vemos algo dos pais. Com o livro, deixamos registrado aquilo que quisemos dizer. Certo ou errado, momentâneo ou duradouro, ficção ou realidade, no livro ficou o que escrevi. Eu. Plantando a árvore eu compartilho minha energia, uma espécie de “reflorestamento”. Em algum momento eu irei embora, partirei dessa para outra existência, dimensão, planeta, vida... Não importa. Haverá uma transformação. Isso. Transformação. No planeta deixarei um símbolo. Outro símbolo. Minha árvore. Renascimento.

Você não tem que ter um filho, escrever um livro ou plantar uma árvore para ter realmente vivido. Certamente não é isso. Essa foi a experiência de alguém. É a minha, porque Ju é um divisor de águas em minha vida. O fato é que em tudo o que fazemos deixamos um pouco de nós. Em todo relacionamento na vida há um compartilhamento de exemplos, ações, palavras, gestos, experiências, de vida, de energia. Somos energia. Estamos nas pessoas, nas árvores, nos livros, nos bichos, em tudo. Somos muito mais do que pensamos ser. E é isso o mais importante: SER. Daqui vem tudo o mais, felicidade, amor, vida. VIVA. SEJA. FELICIDADE É CONSEQUÊNCIA.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nas palavras de Gonzaguinha


"Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida"



É o que sinto. Me vi nas palavras de Gonzaguinha. O ouvi hoje e sua fala me pareceu tão presente em mim, que resolvi dizer através dele. EU APENAS QUERO QUE VOCÊS SAIBAM O QUANTO É IMPORTANTE SER FELIZ. SER A GENTE MESMO, SER... É PERFEITO!! Beijão

sexta-feira, 20 de abril de 2012

CRIANÇA É TUDO

Criança é sempre criança... não importa se elas são arrumadinhas cheirando a shopping, se estão assustadas olhando o palhaço ou se amam esse mestre do riso. Se são peraltas, esportistas, travessas, ou se mostram acanhadas,tímidas, com medo de saltar em uma bike. Se têm família ou são desamparadas, se têm escola ou sequer sabem ler. Se moram em aldeias, em palácios, ou na rua... se são saltitantes e saudáveis, ou se não entendem porquê estão num hospital... São sempre crianças. O olhar falante, questionador, o sorriso verdadeiro, sincero, o brilho natural de quem simplesmente é um ser cheio de vida, uma alma pulsante, que emana tão somente amor...
A gente acredita que elas precisam de amor, que temos de doar, fornecer, ensinar... eu tenho visto que não. Elas são o amor. Elas exalam amor. Elas amam. Encoste numa criança e agradeça: ela te preenche, ela ensina o que de fato importa na vida, ela pede que você inspire o amor e, num só fôlego,deixe esse hálito difundir no ambiente. Inspire a criança. Compreenda que ela é a verdade estampada em sua frente e aprenda. Tente crescer olhando uma criança vivendo. Ela sorri mesmo quando acha que quer chorar. Ela enxerga as cores ainda que no escuro. A doença do corpo não a impede de sonhar e tornar real a natureza da alma. E ela não faz isso porque é o certo, porque ensinaram assim. Simplesmente faz. Simplesmente age. Simplesmente é, sente e vive. Não interfira na felicidade, aceite. Agradeça aos deuses porque a criança existe e, quem sabe, você pode se lembrar, e virar uma... de novo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

E O QUE É POESIA?

O nascer do sol, o brilho da lua, o meu respirar... cada ato, o momento, o presente, a vida...
Afinal, o que é poesia?
O olhar curioso do menino
o sorriso da garota que experimentou seu primeiro beijo
a mãe que recebe o filho do ventre para o seio...
o dom da vida
as pétalas de uma flor
a descoberta do amor.
Posso escrever, posso rimar,
posso dizer o que sentir, posso falar
mas a poesia sempre estará no ar.
O próprio silêncio tem a doçura e encanto para expressar.
Em dia de homenagem ao poeta, ao amor,
te entrego minha alma, ao dispor
pra você, minha vida,
a verdadeira poesia
o maestro,
a música,
eu mesma vivendo, curtindo
minha,
seja em verso
ou em prosa,
seja à noite
ou no dia,
seja a sós
ou em companhia.
Viva. Coração batendo, peito pulsando.
Gritando ou em silêncio total.
Ouvindo os pássaros
ou somente sentindo o astral.
E o que é a poesia?
Seja, sinta, viva cada sinal.

terça-feira, 13 de março de 2012

SIMPLES ASSIM

Eu só sei que quero viver e ser feliz. Viver por viver, simples assim. Melhor não entender, melhor sentir. Às vezes coloco palavras nos sentimentos, senão não estaria aqui... mas não exprime o real, não diz exatamente o que quero dizer. Será que quero dizer? Creio que sinto e basta, mas tem momentos que inunda, tanto, tanto, tanto, que transbordo. Por vezes danço, alguns momentos canto, pinto uma tela, olho a lua da janela, mas há instantes que falar a alguém, falar ao espelho, falar aos ventos, falar... falar o que nem sei dizer... explicar? Parece loucura e deve ser. É uma sensação, o peito preenchido, a respiração ofegante sem levantar do sofá: e dizer, ou tentar dizer, é o melhor que consigo fazer. Amo ser. Amo viver. Amo. Simples assim.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Palhaço e... qual a graça?

Estivemos falando dos palhaços. Já há até filme no ar...
Faz graça, pinta e borda
diverte o povo, ora, quem não gosta?
Cara pintada, salto sapeca
arlequim, pierrot, saltimbanco,
o bobo da corte...
quem se importa?
o que há por traz daquela fantasia?
Pessoa, gente, artista
mágico, poeta, acrobata, malabarista
Homem.
Feliz, será que ele é?
Ele é gente. Ponto.
Faz-me rir, faz você chorar de tanto se divertir.
Ele é livre pra fazer o que quer?
Segue o rumo que melhor lhe aprouver?
O que transborda é positivo,
sinal de que tem essa luz em si:
que mal há no teu sorriso?
O teu palhaço vive assim: você ri...
será que ele chora?
De bobo não precisa ter caracter
pode você simplesmente soltar a voz
da boca ou do gesto
compartilhar o bem que há em si
mas por que não cuidar do resto?
Podes me fazer sorrir
mas o teu próprio sorriso é honesto?
Para um pouco, sai do ritmo
sente tua vida
e dá jeito nisso.
Se queres chorar, chora.
Se o que desejas é rir, só se for agora.
Mas mergulha, faça com gosto,
de verdade, sinta o teu corpo.
Põe a alma pra gritar
cantar
falar
dançar
vibrar
faz teu corpo sorrir
e começa a admitir:
não há graça em apenas fazer graça.
Seja o teu palhaço
seja o artista de sua vida
de verdade, vista a camisa.
O palhaço e...
você.
Juntos.
No mesmo show
no mesmo tom
no mesmo riso.
Até teu choro vai ficar mais bonito.
Qual a graça?
Não sei. Sua vida é você?
Se for, parabéns,
de bobo da corte, te coroo Rei.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ESFORÇO PARA SER FELIZ?

Hoje ouvi dizer que para ser feliz é preciso esforço
Que na infância se é muito feliz e na fase adulta isto não é de bom gosto.
É certo que a criança é a base da felicidade
e a infância demonstra essa verdade.
Mas por que o adulto afasta de si esse posto?
Não encara a felicidade com naturalidade?
Não investe no prazer de viver com o sorriso no rosto?
Vamos lembrar que temos a criança em nós
Essa é a base de tudo.
Para ser feliz não é preciso esforço
Felicidade é amar e respirar um novo dia
É a alma da vida
É sentir a energia
A brincadeira preferida.
Esforço a gente faz pra brigar
Pra encarar o que não se quer.
Felicidade vem de graça
Peito aberto, bicho livre.
A arte de ser feliz
Não se aprende na escola
É uma escolha de vida
É um adulto sapeca
Uma criança enxerida
Brincadeira de roda
Cantando, dançando, celebrando a vida
Ser feliz é assumir quem somos
Vivendo o hoje como o último dia
Não precisa de farra,
não tem que ter bebida e algazarra
Basta sentir o coração bater no peito
O filho dormir no leito
A lua brilhar na noite
O sol aquecer o dia
A mágica nascer nos olhos
E a música brotar do silêncio
no intervalo da cantoria.
Obrigada vida!
Isto sim é alegria.
Felicidade é a escolha
que fazemos dia após dia.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"LUA, A GAROTA SOL" BRINCANDO NO DIA DO AMIGO

EM 18 de Abril de 2012, estaremos comemorando o DIA INTERNACIONAL DO AMIGO. Luana e D.Lua, amigas inseparáveis, estarão contando estórias e brincando com os amiguinhos.

Local: LIVRARIA CULTURA DO SALVADOR SHOPPING
Quando: 18 de Abril de 2012, a partir das 16 horas.
Participantes: Lair Cohim e Rosana Paulo do Grupo Brincando de Arte e Vida

Para os pais, teremos a palestra "Pai amigo educa com amor", com a Dra. Kleyde Lopes, no mesmo horário.

Após os eventos, às 17:30 horas, a escritora Lair Cohim estará autografando o livro "LUA, A GAROTA SOL".

domingo, 29 de janeiro de 2012

LUA, A GAROTA SOL o livro que virou espetáculo

http://youtu.be/obB2qQTllPY  

http://youtu.be/cufzqQxXxjE


                                  LUA, A GAROTA SOL

Espetáculo baseado no Livro de Lair Cohim, "LUA, A GAROTA SOL", lançado na X Bienal do Livro da Bahia, já fazendo referência aos outros livros da coleção Brincando de Arte e Vida da mesma autora (no prelo). Adaptação Taiane Assis e Lair Cohim. Direção Taiane Assis. Elenco: Lair Cohim, Rosana Paulo, Mirian Sampaio, Jorgito Guimarães, Fábio Shiva, Vanessa Cardoso e Ricardo Andrade.
 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cada dia é único e especial. A novidade se faz presente mesmo quando achamos estar fazendo algo repetido. E, para mim, não existe repetição. Eu mesma me vejo inédita a cada dia.
"Lua, a garota Sol" tem se mostrado assim, como algo vivo, que segue sempre mostrando um novo encanto, uma nova fase, uma nova história. Que as crianças continuem sempre a mostrar ao mundo o sentido da vida: uma eterna brincadeira de ser feliz.
Obrigada pequenos. Obrigada filhote. Obrigada adultos de alma nobre, que permitem que sua criança interior brilhe.
Um beijo no coração.

sábado, 21 de janeiro de 2012

'Não sabia que sabia o que sabia'

Lua amiga sonha com o mundo inteiro
Amor verdadeiro
Imagina vida
Repleta de poesia

Começa sua busca
Ontem a lembrança
Hoje a esperança
 Inserida num futuro
Mais de brilho que inseguro

(1989)


No mundo da lua. Desde garota sempre fui encantada pelos mistérios...
Acreditava ser uma extraterrestre em visita ao planeta, e ficava curiosa para descobrir a razão de estar por aqui. Meio penetra no mundo, horas me sentindo pequena e insignificante, horas com uma pretensão tão imensa ao ponto de tornar o planeta uma minúscula bola de gude plástica. Entusiasmada pela ilusão da lua romântica, adoradora da lua e do sol.
Cresci, mas nunca deixei a criança partir. Se eu venho de outros mundos ou se apenas crio ficções, não importa mais. Hoje quero dizer o que as crianças sabem e nós adultos insistimos em esquecer: a vida está em tudo ao redor, e a realidade está muito além do que pensamos ver nesse exato momento.
Esse é o fundamento deste projeto. Brincando de arte e vida é uma coleção de livros infantis trazendo o espetáculo-arte para os pequenos, para que eles saibam que a verdade está com eles, e que os adultos é que precisam aprender a ser.
Está tudo dentro de nós. Só não temos consciência disto... não é mesmo? kkkkkk

Autoconhecimento: a chave da saúde

02/02/22. Esse foi o dia do lançamento do meu novo livro "Autoconhecimento: a chave da saúde", uma chave que abre todas as portas ...