Levamos o pequeno para assistir ao filme “A origem dos guardiões”. Que lindo seria se a estória tivesse apenas o condão de incentivar a fantasia, o sonho, a magia que somente uma alma de criança, com toda a sua pureza, consegue deixar acontecer...
Reconheço que teve pontos positivos, demonstrou o quanto os adultos estão se afastando do “real” sentido do Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Fadinha do Dente, sonhos... Os pais estão muito mais preocupados em terem o dinheiro para a compra dos presentes e dos ovinhos do que em acompanharem o crescimento de seus filhotes. As festas que, antes, simbolizavam a reunião familiar, as brincadeiras em casa, as “estorinhas” – contadas ao pé da cama para fazer os pequenos dormirem – a brincadeira de esconder os dentinhos e colocar a moedinha para encher o porquinho, viraram grandes eventos comerciais – e, para que os pais consigam adquirir todos os produtos, têm que ganhar mais dinheiro, dedicar-se mais e mais aos empregos e menos e menos, ao mais simples: à vida familiar.
Tiro o chapéu para estas dicas, também para o momento em que demonstra que a luz do mundo nasce das crianças, das pessoas, do ambiente de amor e diversão, e que para tudo se tornar realidade, basta acreditar. Mas o autor não conseguiu alcançar a linguagem infantil. O olhar da criança não atentou para todos esses fatos. Isso tudo se destinou aos pais... Para elas ficou o grande pecado do filme: insistir na fracassada ideia de que precisamos de super-heróis. Primeiro, porque leva as crianças a idealizarem uma perfeição que não existe – todos somos perfeitos exatamente porque possuímos uma infinidade de caracteres únicos, considerados “imperfeições”, que nos torna divinamente humanos. Depois, porque para existirem os heróis, é criada a figura do vilão. Aff! Aí foi a catástrofe do filme. No momento em que o mundo passa por uma transformação energética, em que as vibrações de medo são substituídas por vibrações de harmonia e esperança, inventaram de ressuscitar o “bicho papão” – que acaba vencido pelos heróis, mas com uma condição: “somente se as crianças acreditarem nos guardiões para guardá-los do vilão”... essa estória de conseguir fé ao custo do medo é medieval e não cabe mais em nossa história, já chega! Muita coisa fofa no filme, mas as sombras dos pesadelos do bicho papão, que não eram mais estimulados, foram trazidos à tona, em formato amedrontador, como são os filmes de terror para uma gama de adultos. Isso é covarde. Cheguei a uma conclusão: não posso mais permitir a entrada de um filme infantil em meu lar sem que eu o assista, sozinha, antes. Algo está assustando os mega empreendedores para que se utilizem de artifícios assim. Provavelmente está por vir uma onda de positividade a se alastrar no Universo... é “o fim do mundo”. Sem a fé dos “pequenos cristais”, o mercado avassalador do consumismo não tem vez. Então, na forma de luz, começaram a disseminar escuridão. Estou farta. Suporto muita coisa desse mundo louco de adultos burros. Mas não aguento que se utilizem da pureza das crianças para manipulações. É hora de deixarmos as farsas de lado e verificarmos o que de fato a nós importa. E isso é urgente. Sejamos crianças. Agora!
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Muito boa a resenha, entendi perfeitamente o que você quis dizer, as crianças que acreditam em Papai Noel, Fada do Dente e etc. acabam acreditando no Bicho Papão também, para eles não é uma lenda ou uma estória, o filme associou personagens do imaginário infantil que eles acreditam que existem com o Bicho Papão, então como afirmar que ele é apenas um ser da mitologia infantil, que é irreal, sem desacreditar os outros personagens aos olhos das crianças?Rosana Paulo.
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