Criança é sempre criança... não importa se elas são arrumadinhas cheirando a shopping, se estão assustadas olhando o palhaço ou se amam esse mestre do riso. Se são peraltas, esportistas, travessas, ou se mostram acanhadas,tímidas, com medo de saltar em uma bike. Se têm família ou são desamparadas, se têm escola ou sequer sabem ler. Se moram em aldeias, em palácios, ou na rua... se são saltitantes e saudáveis, ou se não entendem porquê estão num hospital... São sempre crianças. O olhar falante, questionador, o sorriso verdadeiro, sincero, o brilho natural de quem simplesmente é um ser cheio de vida, uma alma pulsante, que emana tão somente amor...
A gente acredita que elas precisam de amor, que temos de doar, fornecer, ensinar... eu tenho visto que não. Elas são o amor. Elas exalam amor. Elas amam. Encoste numa criança e agradeça: ela te preenche, ela ensina o que de fato importa na vida, ela pede que você inspire o amor e, num só fôlego,deixe esse hálito difundir no ambiente. Inspire a criança. Compreenda que ela é a verdade estampada em sua frente e aprenda. Tente crescer olhando uma criança vivendo. Ela sorri mesmo quando acha que quer chorar. Ela enxerga as cores ainda que no escuro. A doença do corpo não a impede de sonhar e tornar real a natureza da alma. E ela não faz isso porque é o certo, porque ensinaram assim. Simplesmente faz. Simplesmente age. Simplesmente é, sente e vive. Não interfira na felicidade, aceite. Agradeça aos deuses porque a criança existe e, quem sabe, você pode se lembrar, e virar uma... de novo.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
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