Ontem assisti a um filme muito interessante: “Café com amor”. Enredo suave, com ares de comédia romântica, abrindo as portas do espectador para ouvir sua mensagem, numa abordagem simples e muito inteligente, instigando o que há por trás de nossa “realidade”. Quem já viu “Matrix”, ou o seriado “Touch” vai entender um pouco do que digo. Sabe a ideia de que a realidade não é o que vivemos? De que estamos diante do “Maya”, de pura ilusão, acreditando piamente que somos essa personagem que acorda todos os dias para estudar, trabalhar, lutar, viver? Há algo maior por trás, nas entrelinhas, nas estrelas, noutros planetas, em outros planos, outras dimensões? Pois então: de uma forma suave, a estória transforma uma garota de doze anos em programadora de um sistema em que todos somos avatares e, com livre arbítrio, criamos a realidade em que vivemos. Como uma infinidade de grãos de areia que, ao se juntarem formam um todo sólido, em que cada partícula é essencial para a formação da estrutura. E mais: a atitude de um tem influência no funcionamento do todo.
A personagem do filme que dá a própria vida para salvar a garota com quem sequer mantinha relação, com quem não possuía qualquer vínculo, foi desligada do programa, tornando-se independente do jogo, somente por ter demonstrado não depender dele. Algo que acredito tenha sido firmado pelos iluminados da história, como Buda, Jesus, Maomé, Lao Tsé, e tantos outros. É o “estar no mundo e não fazer parte dele”, como já disse o velho Osho. Bem, é certo que isso é verdade, somos muito mais do que vemos e sentimos. E lembrando outra passagem desta mesma figura: “não se apegue, mas crie limo”. Esse limo é delicioso e quanto mais mergulho no prazer de viver, mais livre me sinto.
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