E como tudo o que é redondo, o mundo fecha mais um ciclo... é a conclusão de mais uma etapa, linha de chegada numa jornada e reinício de outra. A vida não pára. O fato de que somos energia se revela e projeta cada vez mais. As civilizações da antiguidade já voavam e conheciam a alma humana como ninguém, mas a história nos mostra que a Idade Média veio em seguida... Agora estamos retornando à luz. Uma era de trevas se mostrou como que algo necessário para o homem ter vontade de acender a chama novamente. Isso é o fim do mundo. É o fim de um ciclo de corrida para o enriquecimento material a qualquer custo, esquecendo quem somos; é a tecnologia, antes uma mera devastadora das riquezas naturais, e agora um elo, uma ponte, demonstrando o quão interligados somos...
Os maias já vislumbravam tudo isso. Quem está conectado com o Todo enxerga além das demarcações de tempo e espaço. Entende a vida como uma fonte de luz, um feixe de energia, uma ponte para si mesma. E, por viverem em perspectiva, deixaram-nos um sinal em profecias. Como tudo o que nos foi deixado pela sabedoria dos povos antigos, as profecias também ficaram sob a guarda da Igreja, a rainha da “Idade das Trevas” – quem inutilizou os escritos que nos indicavam os caminhos, deturpou outros, e escondeu tantos quantos se fizeram necessários para manter o seu poderio com a roupagem de única representante do divino na terra e conhecedora dos destinos da humanidade. Eis porque tanta fantasia e terror criadas em cima das revelações proféticas, porque o medo sempre foi a maior arma de controle e manipulação já criada.
Assim, o que se chama de “Fim do Mundo” não é, necessariamente a destruição do planeta ou dos povos que nele habitam, mas o final de uma etapa de vida. Vibrações de medo transmudam para vibrações de harmonia e esperança. As pessoas buscam a paz, o amor, a saúde, o crescimento espiritual, como única saída para um mundo que conheceu o ápice do desenvolvimento tecnológico-científico e já entendeu que de nada vale o TER se não houver PAZ no coração. É a conscientização natural, demonstrando que o mais importante já nos pertence, é parte integrante do indivíduo, é o que somos enquanto espírito, enquanto energia, enquanto fonte de luz. Hoje, os nossos desejos se materializam instantaneamente. Tempo é relativo sem a necessidade de Einstein fazer demonstrações neste sentido. A vida já revela naturalmente.
Esse é o momento. CONSCIÊNCIA é a palavra. FIM DO MUNDO é a boa nova. Sem medos, sem ameaças, estamos prontos para transmudar, para transpor mais uma etapa. Parabéns a todos nós por estarmos aqui, no planeta, experienciando mais uma fase. Parabéns a vida, à colcha de retalhos da qual somos peça integrante. E vamos encarar cada dia como o último, para que nada fique para amanhã, para que a felicidade não seja uma promessa, e sim uma realidade.
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
"CAFÉ COM AMOR"
Ontem assisti a um filme muito interessante: “Café com amor”. Enredo suave, com ares de comédia romântica, abrindo as portas do espectador para ouvir sua mensagem, numa abordagem simples e muito inteligente, instigando o que há por trás de nossa “realidade”. Quem já viu “Matrix”, ou o seriado “Touch” vai entender um pouco do que digo. Sabe a ideia de que a realidade não é o que vivemos? De que estamos diante do “Maya”, de pura ilusão, acreditando piamente que somos essa personagem que acorda todos os dias para estudar, trabalhar, lutar, viver? Há algo maior por trás, nas entrelinhas, nas estrelas, noutros planetas, em outros planos, outras dimensões? Pois então: de uma forma suave, a estória transforma uma garota de doze anos em programadora de um sistema em que todos somos avatares e, com livre arbítrio, criamos a realidade em que vivemos. Como uma infinidade de grãos de areia que, ao se juntarem formam um todo sólido, em que cada partícula é essencial para a formação da estrutura. E mais: a atitude de um tem influência no funcionamento do todo.
A personagem do filme que dá a própria vida para salvar a garota com quem sequer mantinha relação, com quem não possuía qualquer vínculo, foi desligada do programa, tornando-se independente do jogo, somente por ter demonstrado não depender dele. Algo que acredito tenha sido firmado pelos iluminados da história, como Buda, Jesus, Maomé, Lao Tsé, e tantos outros. É o “estar no mundo e não fazer parte dele”, como já disse o velho Osho. Bem, é certo que isso é verdade, somos muito mais do que vemos e sentimos. E lembrando outra passagem desta mesma figura: “não se apegue, mas crie limo”. Esse limo é delicioso e quanto mais mergulho no prazer de viver, mais livre me sinto.
A personagem do filme que dá a própria vida para salvar a garota com quem sequer mantinha relação, com quem não possuía qualquer vínculo, foi desligada do programa, tornando-se independente do jogo, somente por ter demonstrado não depender dele. Algo que acredito tenha sido firmado pelos iluminados da história, como Buda, Jesus, Maomé, Lao Tsé, e tantos outros. É o “estar no mundo e não fazer parte dele”, como já disse o velho Osho. Bem, é certo que isso é verdade, somos muito mais do que vemos e sentimos. E lembrando outra passagem desta mesma figura: “não se apegue, mas crie limo”. Esse limo é delicioso e quanto mais mergulho no prazer de viver, mais livre me sinto.
sábado, 3 de novembro de 2012
"CASA DE BONECAS", de HERIK IBSEN
Mexeu comigo. Li envolvida com a estória, com uma gana de conhecer a fundo as possibilidades de Nora. Uma mulher tratada como objeto, como retardada, como um bibelô inútil, incapaz de pensar por si mesma, como alguém que precisa de um homem para lhe dizer o que fazer. Tão inteligente. Inteligente ao ponto de buscar em si um potencial de boneca, e conseguir representar um papel tão convincente a si mesma, que ela própria acreditava ser frágil e dependente, de um “grande homem” que a protegeria acima de qualquer coisa. Era de esperar que o amigo Hank fosse servir de substituto, de “amor verdadeiro” a substituir o fracasso do marido cheio moralismo e “honra”...
Mas Ibsen me surpreendeu. Conseguiu oferecer mais do que supunha. Como homem, ele viu mais do que a época permitia. “Por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher”. Uma máxima que, certamente, vem daí, da visão de quem não temia a opinião comum, a aceitação social, o costume permissível... É de tirar o chapéu. Ele não temeu mostrar a mulher como ser humano capaz e de tamanha sensibilidade e astúcia que conseguia contornar e compor as situações a que estava destinada com proeza, com uma sagacidade incrível. Derrubou estereótipos. Será? Já me senti Nora. E eu sou do século XX. Sei o que é fingir estupidez para deixar o homem parecer mais esperto. E era daquela forma mesmo: inocentemente. Era um acreditar que certamente ele sabia mais, ainda que não conseguisse compreender certas atitudes...
Ainda hoje, século XXI, as mulheres temem demonstrar quão inteligentes são para não amedrontar os parceiros ou as promessas de parceria... e as que se revelam, realmente, intimidam. Ganhar mais, ter iniciativa, a resistência física e emocional, de certa forma tem de ser algo disfarçado, porque não se pode revelar a fragilidade do macho.
Ibsen, em pleno século XIX, teve a coragem de gritar tal falseta, e não sei, mas desconfio que havia alguma mulher por perto, alguma Nora, confiante e corajosa, ao ponto de enfrentar o preconceito e a retaliação social, servindo de alerta para o outro lado da moeda, o que indica a grandiosidade do potencial feminino, a inspirá-lo. A grandiosidade da força feminina é tanta que a história demonstra a insistência em enfraquecê-la, em fazer uma lavagem cerebral constante no sentido de fazê-la acreditar que é menos do que é. Não há homem capaz de reduzir uma mulher. Somente ela pode fazê-lo. E nesse sentido caminhou a história, sempre. Fazendo a mulher traçar como rota, como destino, um homem. Essa é a única forma de detê-la. E chamamos isso de romantismo.
Amar é libertador. Mulheres do século XXI: sejam. Se o homem É, ele se apaixonará perdidamente por você. O que você não pode é se diminuir para torná-lo maior, porque isso é impossível. Você é que estará se escondendo de si mesma.
Mas Ibsen me surpreendeu. Conseguiu oferecer mais do que supunha. Como homem, ele viu mais do que a época permitia. “Por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher”. Uma máxima que, certamente, vem daí, da visão de quem não temia a opinião comum, a aceitação social, o costume permissível... É de tirar o chapéu. Ele não temeu mostrar a mulher como ser humano capaz e de tamanha sensibilidade e astúcia que conseguia contornar e compor as situações a que estava destinada com proeza, com uma sagacidade incrível. Derrubou estereótipos. Será? Já me senti Nora. E eu sou do século XX. Sei o que é fingir estupidez para deixar o homem parecer mais esperto. E era daquela forma mesmo: inocentemente. Era um acreditar que certamente ele sabia mais, ainda que não conseguisse compreender certas atitudes...
Ainda hoje, século XXI, as mulheres temem demonstrar quão inteligentes são para não amedrontar os parceiros ou as promessas de parceria... e as que se revelam, realmente, intimidam. Ganhar mais, ter iniciativa, a resistência física e emocional, de certa forma tem de ser algo disfarçado, porque não se pode revelar a fragilidade do macho.
Ibsen, em pleno século XIX, teve a coragem de gritar tal falseta, e não sei, mas desconfio que havia alguma mulher por perto, alguma Nora, confiante e corajosa, ao ponto de enfrentar o preconceito e a retaliação social, servindo de alerta para o outro lado da moeda, o que indica a grandiosidade do potencial feminino, a inspirá-lo. A grandiosidade da força feminina é tanta que a história demonstra a insistência em enfraquecê-la, em fazer uma lavagem cerebral constante no sentido de fazê-la acreditar que é menos do que é. Não há homem capaz de reduzir uma mulher. Somente ela pode fazê-lo. E nesse sentido caminhou a história, sempre. Fazendo a mulher traçar como rota, como destino, um homem. Essa é a única forma de detê-la. E chamamos isso de romantismo.
Amar é libertador. Mulheres do século XXI: sejam. Se o homem É, ele se apaixonará perdidamente por você. O que você não pode é se diminuir para torná-lo maior, porque isso é impossível. Você é que estará se escondendo de si mesma.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
LEITURA PÚBLICA BIBLIOTECA CENTRAL
11 de Outubro de 2012: Aniversário de um ano da estréia de "LUA, A GAROTA SOL" no teatro. E lá estava eu, pela primeira vez, num evento deste livro de "cara limpa", de Lair, sem interpretar LUANA. Foi um momento ímpar, porque já sentia a necessidade de me apresentar sem a personagem, de me mostrar inteira, e a oportunidade, naturalmente surgiu. A proposta era, exatamente, apresentar a escritora e seu texto ao público. E lá estava eu. Na platéia, os amigos. Na mesa e na plateia, peças integrantes de um contexto de amor pela arte. Esse foi o contexto em que me vi inserida como parte de mim. O sonho virou realidade. Estou eu, literalmente, com todas as forças de minha alma, BRINCANDO DE ARTE E VIDA. Brincando de dizer verdades, brincando de ser feliz, brincando de viver. "E, como sou feliz, quero ver feliz quem andar comigo... vem"!
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
"MERITOCRACIA"
É... "MERITOCRACIA". Seria o mesmo que difundir a máxima: "À César o que é de César". Mas, não costumamos ver isso na prática, o mais comum é adotar-se o conhecido "QI - Quem Indica" e priorizar quem dá mais "audiência". Exigir "cumprimento de horário" e não se importar com qualidade, aptidão e produção. Premiar por estar em alta na mídia ao invés de prestigiar o indivíduo pelo respectivo talento.
SETE DE SETEMBRO. Dia de que mesmo? Será que a TV mais assistida tocou no assunto? Independência... Brasil de cores, Brasil de culturas, Brasil de riquezas. Brasil de Pessoas. Enquanto o olhar não tiver foco no indivíduo, nunca haverá a independência real. Melhor mesmo é não esperarmos pelo olhar do outro, comecemos a olhar para nós mesmos, e adotar a postura de "SE RESPEITAR NA SUA FORÇA E FÉ E SE OLHAR BEM FUNDO ATÉ O DEDÃO DO PÉ". É o começo. O resto... é consequência. Não é?
SETE DE SETEMBRO. Dia de que mesmo? Será que a TV mais assistida tocou no assunto? Independência... Brasil de cores, Brasil de culturas, Brasil de riquezas. Brasil de Pessoas. Enquanto o olhar não tiver foco no indivíduo, nunca haverá a independência real. Melhor mesmo é não esperarmos pelo olhar do outro, comecemos a olhar para nós mesmos, e adotar a postura de "SE RESPEITAR NA SUA FORÇA E FÉ E SE OLHAR BEM FUNDO ATÉ O DEDÃO DO PÉ". É o começo. O resto... é consequência. Não é?
domingo, 2 de setembro de 2012
ANALFABETISMO FUNCIONAL
Assisti a um vídeo da entrevista de uma educadora que falava a respeito de “ANALFABETISMO FUNCIONAL”, ou seja, sobre o fato de que alfabetizar não se resume a conhecer as letras e formar frases ou saber fazer cálculos matemáticos, mas saber ler a vida, o mundo ao redor. E não é que é verdade mesmo?
A preocupação hoje é em alfabetizar em larga escala jovens e adultos, em proporcionar cotas para inclusão de estudantes no cerne das universidades do país, em modificar o português, mas o que não vemos é um verdadeiro entendimento do que seja compreender o mundo ao redor. De que adianta saber ler um texto, mas não assimilar o sentido dele, ou sequer aproveitar algo para a sua vida, para o seu crescimento pessoal? De que vale a literatura se não há uma interação, uma troca, uma curiosidade em se inteirar do conteúdo lido, um aprendizado... A teoria é muito importante, os versos, os tratados, as normatizações, os códigos linguísticos, mas de que valem se não há a prática? Os códigos linguísticos existem tão somente para facilitar a comunicação, mas se não há a aproximação das pessoas, de que vale a linguagem?
A alfabetização deve ser funcional, prática, efetiva. Interpretação textual é importante para o aprendizado na vivência. Mas é deixar-se envolver com a situação, com o momento vivido, o sentir, o absorver, o assimilar, a entrega, que é imprescindível para a interpretação do contexto vivido, ainda que as palavras não tenham sido literalmente expressadas. E ainda digo mais: há muitos eruditos analfabetos funcionais. Leitura e escrita são apenas canais, pontes – se nós não as atravessarmos para um viver prático, para uma sinergia, não haverá sentido algum nisso.
A preocupação hoje é em alfabetizar em larga escala jovens e adultos, em proporcionar cotas para inclusão de estudantes no cerne das universidades do país, em modificar o português, mas o que não vemos é um verdadeiro entendimento do que seja compreender o mundo ao redor. De que adianta saber ler um texto, mas não assimilar o sentido dele, ou sequer aproveitar algo para a sua vida, para o seu crescimento pessoal? De que vale a literatura se não há uma interação, uma troca, uma curiosidade em se inteirar do conteúdo lido, um aprendizado... A teoria é muito importante, os versos, os tratados, as normatizações, os códigos linguísticos, mas de que valem se não há a prática? Os códigos linguísticos existem tão somente para facilitar a comunicação, mas se não há a aproximação das pessoas, de que vale a linguagem?
A alfabetização deve ser funcional, prática, efetiva. Interpretação textual é importante para o aprendizado na vivência. Mas é deixar-se envolver com a situação, com o momento vivido, o sentir, o absorver, o assimilar, a entrega, que é imprescindível para a interpretação do contexto vivido, ainda que as palavras não tenham sido literalmente expressadas. E ainda digo mais: há muitos eruditos analfabetos funcionais. Leitura e escrita são apenas canais, pontes – se nós não as atravessarmos para um viver prático, para uma sinergia, não haverá sentido algum nisso.
domingo, 26 de agosto de 2012
O PODER DAS ESCOLHAS
Ontem assisti ao filme "Advogado do Diabo", com Al Pacino e Keanu Reeves (1997), mais do que atual, numa abordagem inteligente sobre a dicotomia Deus e Diabo, rituais e crenças - provavelmente para atrair e entreter o público - persuadindo-nos, simplesmente, a enxergar o fato de que nós somos os autores, diretores e protagonistas da história de nossas vidas. Fazemos escolhas diárias, e temos a oportunidade de recomeçar a todo o instante. Terminamos por perceber que a vida toca a música que dançamos, e a nós cabe escolher a dança que nos faz feliz. Quanto menos culpamos os outros e quanto mais seguimos nosso coração, mais dançamos no ritmo da felicidade. Se observarmos as crianças, veremos como as coisas são simples... Passos atentos e a sensação de que não há aonde ir, sempre vivendo, amando e aprendendo. E para qualquer pergunta "Eu fico com a pureza da resposta das crianças: é a vida, é bonita e é bonita!" beijooooooooo
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