Olá. Voltei. E agora parece que é para ficar.
Cheguei à conclusão que não dá pra fugir da gente. Não dá pra tentar se adequar a um contexto que não condiz com nosso ser. Tinha a informação, mas agora experimentei. É fato. Sou louca? Não sei. Se ser inadequada for loucura, eu sou. Se não pertencer a lugar algum for sinal de insanidade, eu sou.
Essa busca frenética por não buscar nada é doentia. Melhor parar e entrar. Não tem como sair mais. Não tem como fingir. Não tem como tentar assumir uma personagem "consciente" para integrar o contexto mundo. Não farei mais distinções. O mundo é espiritual. O espírito é mundano. É tudo uma coisa só. É tudo um universo do qual sou parte integrante e indissociável. Tentei. Entendo que o tempo todo quis me situar em algum lugar. Quis descobrir onde me enquadrar. Não posso, não consigo. Não mais. A única certeza de que dispunha agora não passa de passado. Tudo passa. Meu ser é a única coisa que fica. Eu sou a única que não pode se apartar de mim mesma. Eu sou a prova cabal de que somente o ser permanece. A capa muda. O envólucro sofre mudanças, sente mudanças, festeja mudanças. O ser se mostra certo do que quer, certo que é, e não está nem aí para os planos e vontades de uma personagem que acredita e insiste em se fazer real. A vida vem de lá e garante: não é. Danem-se os planos. Esqueça dos sonhos. Entre. Entre. Não precisa bater a porta. Mas entre. Mergulhe nessa zona sem chão, sem paredes, sem teto, sem lógicas... Entre no lugar tão claro, tão perto, tão em si mesmo, que é o último onde resolvemos penetrar. Dá medo, mas pessoa: feche os olhos. Através dessa aparente escuridão a luz se mostra. Já não sei mais como entrar. Talvez nunca tenha aprendido. Entrei porque entrei. Entrei porque o caminho de casa a gente diz que o carro já sabe, mas não que eu tivesse seguido um manual, olhado um roteiro, ou tivesse instalado um GPS...
Entrar. Preciso. É minha única saída.
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