quarta-feira, 22 de julho de 2015

O DOM DE PENSAR

Em um dos livros mais antigos e curiosos da humanidade, a Bíblia, encontramos em Jeremias 33, 6: “vou pensar-lhes as feridas e curá-las, e proporcionar-lhes abundância de felicidade e segurança”.
O sentido de pensar se assemelhava a “tratar, cuidar”, ou será que se quis dizer que com a força do pensamento iriam ser curadas as feridas? Se acolhermos também a interpretação de que, etimologicamente, pensar teve o significado de tratar, cuidar, a visão de pensamento se alarga ainda mais.
É certo que o pensamento é divino, é universal, é mágico. É o causador de toda a realidade em que vivemos. O “Penso, logo existo” de Descartes, teria um condão mais esclarecedor e preciso: Penso, logo materializo. O pensamento é criador, é uma força inexplicável que atrai tudo aquilo em que focamos; que traz à realidade tudo aquilo em que acreditamos. A importância de direcionarmos os pensamentos é gigantesca. Trata-se de uma força cósmica, transcendental, energética, fluídica, magnética... não faltarão adjetivos, porque a prática, o dia-a-dia, é a prova mais cabal da força poderosa do pensamento.
Não somente o ato de pensar, mas o ato de acreditar no que se está pensando. O ato de focar no pensamento, de vibrar nele, isto é mágico, isto é realizador, isto atrai exatamente o que se está pensando. A atenção é fundamental. Pensei algo negativo, mas vi o pensamento, ele não me interessa; deixo que passe, não me pertence, não é meu. De fato há o “pensamento coletivo”, uma vibração emanada da crença coletiva, e como algo fluídico, se não nos atentarmos, podemos pensar ser nosso algo que é de outrem.
Daí a importância de pensar positivamente. Daí a importância de não divulgar o negativo, de não compartilhar o negativo. Eis o papel tão importante da imprensa, papel continuamente desvirtuado ao se importar somente em noticiar e espalhar o pesado, o feio, a mentira...
O que espalhamos, o que divulgamos, é matéria prima formadora do pensamento coletivo. Uma força tão poderosa não deve ser utilizada para materializar o mal. É importante e indispensável que tomemos consciência do nosso papel de criadores da realidade que aí está. Que tomemos consciência do papel de criadores da nossa realidade. Nossa vida está como pensamos, como vibramos, como acreditamos.
O chato é a insistência em acreditar no menos, aceitar o menos, em limitar-nos nossa humanidade. Li de um escritor muito querido, Leo Buscaglia, quando ainda menina: “somos muito menos do que somos”. O céu, definitivamente, não é o limite.
O sentimento que me veio neste momento foi exatamente com relação a essa visão do pensamento como algo curativo, transformador na própria etimologia da palavra. Nossa alma tão ilimitada, tão infinita, se encontra nos limites de um corpo físico. Um templo, uma capa, um invólucro. Mas fomos presenteados com o dom de pensar. O pensamento nos traz a infinitude, o ilimitado, o transcendental. Liga-nos diretamente ao cosmos, ao exotérico, ao invisível. Seria uma forma da vida de proporcionar uma estadia no corpo matéria, concomitantemente com a vivência no corpo astral? Um presentão. Isto, de forma tão sutil e tão eficaz, através do dom de pensar. Pensem nisso.

Um comentário:

  1. Penso exatamente assim. Não devemos nos limitar nem acreditar e aceitar o menos. Sonhe grabde e terá grandes conquistas. Quem acredita sempre alcança.
    Não só a palavra mas o pensamento também tem poder.
    Beijos!
    Thyci.

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