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domingo, 27 de dezembro de 2015
É TÃO LINDO
Lembrei dessa música hoje e deu vontade de compartilhar... é uma forma linda de dizer que, embora sejamos diferentes, nossa essência é a mesma, somos feitos do mesmo material, vimos da mesma fonte, somos todos luz...
Uma forma tão simples e tão sublime de nos fazer próximos mesmo quando não nos compreendemos por atitudes e formas de viver diferentes. E daí?
É tão lindo... o amor é algo que temos, todos nós, dentro deste ser. E é isso, é essa a coisa que nos aproxima, que nos leva à unidade, à fonte de tudo. Amor. Como mamãe já gosta de repetir: "quem ama ao feio, bonito lhe parece". Gozado, mas é verdade. Por isso, o amor é a solução, é a cura, é a forma de unificar, de tornar o mundo e tudo o que nele há, realmente bonito. Quanto mais amor emanamos, mais beleza trazemos para nós, para todos os que nos rodeiam, para o planeta. Seremos cada vez mais amigos... todos nós!
E para deixar o registro da música, da minha infância, que me trouxe a este momento, a essa declaração de amor ao amor:
"Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
-Parece meio estranho, heim!
-Rum!
Também um bico de pato
E um jeitão de sabiá...
Quando existe amor
Somos grandes companheiros
Os três mosqueteiros
Como eu vi no filme...
Não precisa mudar
É tão lindo!
Deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu!
Nós e você!
Vocês e eu!
E é tão lindo!..."
Uma forma tão simples e tão sublime de nos fazer próximos mesmo quando não nos compreendemos por atitudes e formas de viver diferentes. E daí?
É tão lindo... o amor é algo que temos, todos nós, dentro deste ser. E é isso, é essa a coisa que nos aproxima, que nos leva à unidade, à fonte de tudo. Amor. Como mamãe já gosta de repetir: "quem ama ao feio, bonito lhe parece". Gozado, mas é verdade. Por isso, o amor é a solução, é a cura, é a forma de unificar, de tornar o mundo e tudo o que nele há, realmente bonito. Quanto mais amor emanamos, mais beleza trazemos para nós, para todos os que nos rodeiam, para o planeta. Seremos cada vez mais amigos... todos nós!
E para deixar o registro da música, da minha infância, que me trouxe a este momento, a essa declaração de amor ao amor:
"Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
-Parece meio estranho, heim!
-Rum!
Também um bico de pato
E um jeitão de sabiá...
Mas se é amigo
Não precisa mudar
É tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro, adoro
Difícil é a gente explicar
Que é tão lindo...
Não precisa mudar
É tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro, adoro
Difícil é a gente explicar
Que é tão lindo...
Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
-E orelhas de camelo, né tio?
-É!
Mas se é amigo de fato
A gente deixa como ele está...
Nariz de tamanduá
-E orelhas de camelo, né tio?
-É!
Mas se é amigo de fato
A gente deixa como ele está...
É tão lindo!
Não precisa mudar
É tão lindo!
É tão bom se gostar
E eu adoro!
É claro!
Bom mesmo é a gente encontrar
Um bom amigo...
São os sonhos verdadeirosNão precisa mudar
É tão lindo!
É tão bom se gostar
E eu adoro!
É claro!
Bom mesmo é a gente encontrar
Um bom amigo...
Quando existe amor
Somos grandes companheiros
Os três mosqueteiros
Como eu vi no filme...
É tão lindo!
Não precisa mudar
É tão lindo!
Deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu!
Nós e você!
Vocês e eu!
E é tão lindo!...
É tão lindo!Não precisa mudar
É tão lindo!
Deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu!
Nós e você!
Vocês e eu!
E é tão lindo!...
Não precisa mudar
É tão lindo!
Deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu!
Nós e você!
Vocês e eu!
E é tão lindo!..."
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
PONTO DE SEGUIMENTO
Uma vontade imensa de dizer algo que nem eu mesma sei o que é...
Não paro de perceber o quão importante é nosso aprendizado no planeta. As situações mais corriqueiras ou mesmo as inexperadas, sempre têm algo a nos indicar. Setas aparecem no horizonte, dentro do peito, quando fechamos os olhos para ver o que há...
Às vezes me acho tão certa de tudo, tão segura da verdade, e logo vem uma seta mostrando a realidade: "não é nada disso". Parece que basta a certeza aparecer para imediatamente deixar de ter sentido. Ensinar, mostrar o caminho... será? A maior razão de se saber professor é a vontade de aprender. Não sei porque disse isso, mas sinto.
Quanto mais abertos a aprender, mais o compartilhar salta para fora, como uma águia pronta para voar alto e vislumbrar o mais que puder alcançar. Sem pressa. Acabei de constatar que não tenho pressa mais alguma, todo o instante é importante, todo o momento é fundamental para o seguinte. Isso é o que importa. A calma que sinto às vezes me assusta. Penso que devo bradar, devo impor respeito. Mas, em seguida, basta parar para sentir e percebo que não tenho vontade de impor nada, mais nada, quero apenas sorrir. Quero apenas manter a sensação de peito preenchido, de satisfação plena, de "tá tudo bem". Gosto disso. Gosto da minha companhia. Gosto de amar. Gosto do amor. Ponto.
Se encontrar algum sentido aqui, bem vindo...
Não paro de perceber o quão importante é nosso aprendizado no planeta. As situações mais corriqueiras ou mesmo as inexperadas, sempre têm algo a nos indicar. Setas aparecem no horizonte, dentro do peito, quando fechamos os olhos para ver o que há...
Às vezes me acho tão certa de tudo, tão segura da verdade, e logo vem uma seta mostrando a realidade: "não é nada disso". Parece que basta a certeza aparecer para imediatamente deixar de ter sentido. Ensinar, mostrar o caminho... será? A maior razão de se saber professor é a vontade de aprender. Não sei porque disse isso, mas sinto.
Quanto mais abertos a aprender, mais o compartilhar salta para fora, como uma águia pronta para voar alto e vislumbrar o mais que puder alcançar. Sem pressa. Acabei de constatar que não tenho pressa mais alguma, todo o instante é importante, todo o momento é fundamental para o seguinte. Isso é o que importa. A calma que sinto às vezes me assusta. Penso que devo bradar, devo impor respeito. Mas, em seguida, basta parar para sentir e percebo que não tenho vontade de impor nada, mais nada, quero apenas sorrir. Quero apenas manter a sensação de peito preenchido, de satisfação plena, de "tá tudo bem". Gosto disso. Gosto da minha companhia. Gosto de amar. Gosto do amor. Ponto.
Se encontrar algum sentido aqui, bem vindo...
sábado, 12 de dezembro de 2015
domingo, 6 de dezembro de 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
O VERBO É A VERDADE
Hoje eu passei por aqui pra deixar o registro de alguém. Um menino de alma pura, um garoto que completou 87 anos este mês. Ele é pai, avô e bisavô, e declara o amor por sua parceira - também garota de 75 anos - todos os dias. Ela, é mãe de todos, no mais sublime e verdadeiro sentido que essa palavra pode ter...
Esses meus dois amigos, são pessoas especiais, compartilham amor. Vivem para o amor. Todos aqueles que cruzam seu caminho recebem um pouco dessa semente, ainda que não percebam. E não vivem só de palavras, suas vidas são a prova do que partilham.
O menino é poeta. Seus livros retratam sua poesia, sejam de trovas ou de sonetos, ou mesmo de prosas esotéricas...
Hoje estive com eles, fui amá-los e recebi um banho de amor... O poeta estava lá, em meio aos seus livros e, dentre os muitos escritos - porque sua brincadeira de dizer verdades é incessante - um, voou para minhas mãos, e trago para compartilhar com vocês:
"CONHECE-TE A TI MESMO
Não se deve mentir ao mentiroso
nem o mal se fazer ao malfeitor.
O mundo é nossa Escola - e venturoso
é ser alguém seu próprio professor
De corpo esbelto ou feio e até formoso
que importa a casca se há no interior
um fruto sazonado e delicioso
centelha do Divino Salvador!...
Penetra o próprio ser homem de Deus
Fortalece a virtude a qualquer preço
Serás muito feliz! Os dias teus
consagra ao bem; ao próximo conduz
o pensamento bom, o teu apreço
serás abençoado por Jesus!".
Samuel Nogueira Filho
Tanto há nessas palavras... a alma falou, gritou o amor para o mundo.
Esses garotos permitiram minha vinda ao planeta. Conheci-os primeiro como pai e mãe, Samuel e Maria Luiza. Hoje tenho a honra de chamá-los de amigos, de abraça-los como irmãos. Eu só tenho a agradecer. Todo o tempo, a cada dia. Amor. Esse é o verbo.
Esses meus dois amigos, são pessoas especiais, compartilham amor. Vivem para o amor. Todos aqueles que cruzam seu caminho recebem um pouco dessa semente, ainda que não percebam. E não vivem só de palavras, suas vidas são a prova do que partilham.
O menino é poeta. Seus livros retratam sua poesia, sejam de trovas ou de sonetos, ou mesmo de prosas esotéricas...
Hoje estive com eles, fui amá-los e recebi um banho de amor... O poeta estava lá, em meio aos seus livros e, dentre os muitos escritos - porque sua brincadeira de dizer verdades é incessante - um, voou para minhas mãos, e trago para compartilhar com vocês:
"CONHECE-TE A TI MESMO
Não se deve mentir ao mentiroso
nem o mal se fazer ao malfeitor.
O mundo é nossa Escola - e venturoso
é ser alguém seu próprio professor
De corpo esbelto ou feio e até formoso
que importa a casca se há no interior
um fruto sazonado e delicioso
centelha do Divino Salvador!...
Penetra o próprio ser homem de Deus
Fortalece a virtude a qualquer preço
Serás muito feliz! Os dias teus
consagra ao bem; ao próximo conduz
o pensamento bom, o teu apreço
serás abençoado por Jesus!".
Samuel Nogueira Filho
Tanto há nessas palavras... a alma falou, gritou o amor para o mundo.
Esses garotos permitiram minha vinda ao planeta. Conheci-os primeiro como pai e mãe, Samuel e Maria Luiza. Hoje tenho a honra de chamá-los de amigos, de abraça-los como irmãos. Eu só tenho a agradecer. Todo o tempo, a cada dia. Amor. Esse é o verbo.
domingo, 15 de novembro de 2015
INSTRUMENTOS DA PAZ
"Força da paz, cresça sempre, sempre mais. Que venha a paz e acabem as fronteiras, nós somos um."
Esse é o mantra que venho repetindo diariamente, há alguns meses. Senti a vontade de entoar essa vibração e percebi a força imensa que traz. Alquimia pura, a paz, sua vibração, transforma os ambientes e modifica qualquer baixa frequência. O mesmo posso dizer do amor...
Felicidade encheu meu coração na manhã de ontem quando recebi - pelo whatsapp - um vídeo das milhares de crianças Tailandesas reunidas para cantar pela paz mundial. Os pequenos repetiam o refrão em quase todas as línguas mundiais, demonstrando a importância da união, e de que não existem fronteiras para o amor. Mas, fiquei impressionada ao saber que os veículos de comunicação não divulgaram o acontecimento, não transmitiram, como fazem com os jogos de futebol e os eventos catastróficos...
É aí que nós entramos. É aí que se mostra a importância da gotinha de água derramada por cada um de nós, como aquele beija flor que tenta, gota a gota, apagar o incêndio da floresta, lembram? Vamos levar nossas gotinhas de amor e paz para cada lugar, para cada pessoa que cruze o nosso caminho. Essa vibração é a mais forte que existe. O bem é a maior força da vida. Hoje entendo perfeitamente o que quis dizer Francisco de Assis, em sua oração - que decorei quando menina, mas considerava símbolo de sacrifício - hoje entendo que se tratava de alguém iluminado, voltado a espalhar a positividade no mundo, e a importância mágica de suas palavras.
É a transformação interior, individual, que traz a transformação coletiva. A beleza de cada árvore compõe a beleza da floresta. A paz interior é a gotinha que fará chover na floresta, que inundará o mundo de paz. Vamos, beija flores, vamos cuidar de nós mesmos para que possamos cuidar de tudo ao redor...
Vale a pena compartilhar com vocês o que Francisco sentiu, é verdadeiramente transformador:
"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado,
compreender, que ser compreendido,
amar, que ser amado,
pois é dando, que se recebe,
é perdoando, que se é perdoado,
e é morrendo, que se vive,
para a vida eterna."
E, para isso, não é preciso sacrifício algum, ao contrário, não existem mais sacrifícios. O amor é tão grande, a vontade de transmitir o bem que inunda a alma, a satisfação em tocar cada lindo coração é tão incrível... Vamos ser quem somos, e vamos dar aquilo que queremos receber ao invés de esperar. Vamos nos transformar ao invés de reclamar pelas mudanças dos outros. Vamos viver intensamente cada momento, dando à nossas vidas a importância real que tem, olhando para o que importa, seguindo nossos corações. O crescimento vem, a luz salta aos olhos, a paz inunda, o amor transborda. Muita magia, muita vida. LUZ, AMOR, PAZ.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
E AQUI, A LUZ SE FAZ COLORIDA
Que delícia!!
Hoje tive a honra de participar de uma sessão de fotos em homenagem à cultura negra. As colegas permitiram, carinhosamente, que eu fosse trajada com o turbante e fotografada para a ocasião. Foi emocionante. A emoção veio do amor, o amor às pessoas. Não se tratava ali, para mim, de uma questão de cor; se tratava de uma questão de amor. Um jeito de dizer "eu me amo, eu me acolho", ainda que o mundo afora insista em enxergar cores e fazer separações. A emoção veio por me saber gente, me saber integrada, parte de uma beleza tão sublime e tão rica que é a vida. A consciência de me saber energia dissolvida no Todo, como todo mundo o é, e, ao mesmo tempo,única, como todo mundo é... Então, é emocionante ver tanta gente linda, tanta diversidade, brilhando ao meu redor... E não estou falando de cores. Não estou, de forma alguma, falando de raças, falando de credos, não estou falando de nada que separe. Refiro-me ao que une, ao que integra, à diversidade de seres que tornam real um Universo perfeito e harmonioso,a inúmeros sorrisos lindos, vibrando por posar para uma foto que representa aceitação. Gosto disso. Gosto de ver os sorrisos lindos nos rostos, os olhos brilhando, o gosto de se saber importante.
Espero que o auto amor ultrapasse a visão da cor, que possa ser um sentir a alma, porque esse amor é contagioso, e transborda, fazendo com que tenhamos a vontade de amar o outro também; de tal maneira que eu não te olhe mais criando separações, divisões. De tal forma que nossa felicidade independa da aceitação do outro, ao contrário, que nos acolhamos tanto, que a vontade de acolher o outro termina por ser uma consequência natural...
Obrigada queridos. Obrigada por existirem no mundo, pessoas. E, por favor, sejam vocês mesmos, lindos e perfeitos como são, verdadeiros consigo mesmos, amando-se de dentro pra fora, independente das cores, das diferenças aparentes, porque de onde viemos não há forma, apenas luz. E é aqui, no mundo onde o sol aquece e ilumina que criamos as cores, não para separar, mas para colorir, alegrar, diversificar, e tornar essa existência ilusória algo mais divertido, e para que o nosso aprendizado fique mais fácil.
Hoje tive a honra de participar de uma sessão de fotos em homenagem à cultura negra. As colegas permitiram, carinhosamente, que eu fosse trajada com o turbante e fotografada para a ocasião. Foi emocionante. A emoção veio do amor, o amor às pessoas. Não se tratava ali, para mim, de uma questão de cor; se tratava de uma questão de amor. Um jeito de dizer "eu me amo, eu me acolho", ainda que o mundo afora insista em enxergar cores e fazer separações. A emoção veio por me saber gente, me saber integrada, parte de uma beleza tão sublime e tão rica que é a vida. A consciência de me saber energia dissolvida no Todo, como todo mundo o é, e, ao mesmo tempo,única, como todo mundo é... Então, é emocionante ver tanta gente linda, tanta diversidade, brilhando ao meu redor... E não estou falando de cores. Não estou, de forma alguma, falando de raças, falando de credos, não estou falando de nada que separe. Refiro-me ao que une, ao que integra, à diversidade de seres que tornam real um Universo perfeito e harmonioso,a inúmeros sorrisos lindos, vibrando por posar para uma foto que representa aceitação. Gosto disso. Gosto de ver os sorrisos lindos nos rostos, os olhos brilhando, o gosto de se saber importante.
Espero que o auto amor ultrapasse a visão da cor, que possa ser um sentir a alma, porque esse amor é contagioso, e transborda, fazendo com que tenhamos a vontade de amar o outro também; de tal maneira que eu não te olhe mais criando separações, divisões. De tal forma que nossa felicidade independa da aceitação do outro, ao contrário, que nos acolhamos tanto, que a vontade de acolher o outro termina por ser uma consequência natural...
Obrigada queridos. Obrigada por existirem no mundo, pessoas. E, por favor, sejam vocês mesmos, lindos e perfeitos como são, verdadeiros consigo mesmos, amando-se de dentro pra fora, independente das cores, das diferenças aparentes, porque de onde viemos não há forma, apenas luz. E é aqui, no mundo onde o sol aquece e ilumina que criamos as cores, não para separar, mas para colorir, alegrar, diversificar, e tornar essa existência ilusória algo mais divertido, e para que o nosso aprendizado fique mais fácil.
domingo, 8 de novembro de 2015
SOMOS O QUE SOMOS
Certa feita ouvi uma música muito legal. Falava de tudo, no sentido da harmonia das crenças. A associação das energias aos elementos da natureza, algo que os índios já faziam, os negros africanos, povos que viviam em comunhão com a mãe terra e ainda não haviam sido "domesticados" pelo cristianismo. A música tinha uma força gigante, porque clamava pelos elementos e uma energia incrível emana dos elementos:
Eu Sou a força, a força das pedras para me firmar.
Eu Sou a terra para me enraizar.
Eu Sou o vento para me elevar.
Eu Sou o fogo para me purificar.
Eu Sou a água para me lavar.
Eu Sou o sol, a lua, as estrelas, o Universo, para me iluminar.
Eu Sou Buda, Krishna, Cristo, Eu Sou a força de todos os Orixás.
É uma comunhão plena, a harmonização, a união, a unificação. Uma lindíssima demonstração de que somos Tudo em Tudo, e é uma coisa só. Para onde quer que olhemos, estaremos lá. Seja diante do espelho, seja na pessoa ao lado, seja no sol brilhando no céu azul, seja na imensidão do oceano... não há porque separar, não há porque dividir, não há porque estabelecer fronteiras. Estamos todos conectados. Imaginem uma colcha de retalhos, um quebra cabeças gigante, e lá estaremos. Peças individuais indispensáveis para a construção de algo maior...
Vamos quebrar barreiras e abraçar o amor. Independente de crenças. Por favor, seres energia. Vamos vibrar a paz, vamos vibrar o amor, vamos vibrar luz. Acenda a sua e ilumine a janela ao lado. Ainda que o vizinho prefira o escuro, você poderá ser um incentivo para que ele conheça a chama, saiba que está em nós e basta acessá-la. Lembrando que Jesus não inventou o cristianismo, tampouco Buda inventou o Budismo. Sua religião era o amor. Essa é a língua universal.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
ECOAR DA PAZ
É tão importante a qualidade da nossa vibração... a energia que emanamos, aquilo que ofertamos às pessoas ao nosso redor... não falo somente do contato pessoal, mas de tudo o que compartilhamos, seja mentalmente, seja verbalmente, seja na linguagem escrita...
Hoje dispomos de um veículo interessantíssimo de comunicação, este aqui, a internet. É uma forma fácil, simples, acessível, de mantermos contato com o mundo afora. Com o mundo mesmo, porque não existem fronteiras, raros são os locais onde não há tal acesso. Maior então a nossa responsabilidade. O que lançamos na web se espalha de forma incontrolável e não há como voltar atrás. Tudo o que registramos nesse veículo de comunicação virtual, ecoa e se dissemina indiscriminadamente, sem a garantia de um direcionamento específico. É bom que lembremos que somente deverá vir para este canal aquilo que queremos que seja visto, caso contrário, melhor não publicar.
Sempre estamos falando no desejo de um mundo melhor, mais bonito, mais justo, mais próspero, mais amoroso, mais feliz. E o que fazemos para ter este mundo? Que tipo de palavra escrita ou falada ando compartilhando por aí? Que tipo de ação, de gesto, de atitude, venho trazendo à minha prática diária? Gosto muito de uma frase de Gandhi: "seja a transformação que quer ver no mundo". Não é só uma frase bonita, uma boa postagem para as redes sociais ou para o whatswapp. Não. É uma grande verdade, uma observação inteligente. De que adianta reclamar da violência se eu não agir na paz? De que adianta reclamar da impaciência ou desatenção alheias se eu não agir com compreensão e procurar desenvolver essa ciência da paz... Reclamar e querer que o outro faça é desgastante, baixa a energia e torna você refém da vontade alheia. Mas, se você se focar em suas atitudes e procurar reformá-las segundo o que acredita ser melhor, traz o poder da transformação para si e a mágica se faz.
Vamos fazer de nossas vidas um exercício diário, vamos exercitar o músculo da consciência, o da paz, o do amor, o da compreensão, procurando dizer apenas o que contribui para elevar a energia do ambiente em que estamos, procurando agir sempre positivamente, a fim de produzir o melhor que possamos. O que não for bom, escrevemos num papel e rasgamos, esmurramos no travesseiro, soltamos num grito ao vento, jogamos fora, no lixo, não na internet. Vamos escrever - principalmente no eco da web - apenas o que possa acrescentar, o que possa transmitir coisas boas, as coisas que desejamos para o nosso mundo melhor.
O mundo é feito de pessoas, de natureza, de vida. Quanto mais as pessoas entenderem que fazem parte dessa natureza, dessa vida, mais harmonioso será o mundo. Todos somos energia cósmica. E é a nossa energia que será irradiada a cada ação boba que tenhamos. E energia de mesma qualidade retornará para nós. Pense nisso. Tenho certeza de que você perceberá que amar é muito mais fácil e, com certeza, muito melhor.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
O PODER DO AMOR
Olá meus queridos!
É fato que eu não tenho uma rotina para postagens. Mas é verdade também que sempre venho postar quando a alma está querendo dizer algo a vocês, é como um chamado para nos conectarmos. E aqui estou.
O Planeta está em transformação. A Terra sempre nos presenteou com sua proteção e segurança, sempre nos ajudou como filtro de energia, a fim de que possamos nos restaurar, nos reabastecer, ainda que sem a consciência das perdas de energia, sem a consciência da forma equivocada que vimos vivendo até então...
Agora gente, é a nossa vez de colaborar. A nova era já não é mais novidade, virou até modismo... então é o momento de encararmos a verdade de que somos pura energia cósmica, e buscarmos a nossa própria fonte. É o momento de cada um vivenciar com afinco a sua crença, o seu encontro com o divino, na forma mais indubitável que existe: AMOR. Mesmo que você não acredite que é Deus na forma humana, mesmo que você não compreenda que é feito da mesma substância de uma estrela, mesmo que você entregue sua vida a alguém que a dirija, seja um sacerdote, um mestre, um guru, mesmo que você se imagine pó, mesmo assim, essa mensagem te pertence. A língua a ser falada aqui é a língua universal, é a língua que resolve conflitos, aproxima pessoas, cura doentes, independe de credo e raça, SOLUCIONA.Volto a afirmar: é o AMOR.
O AMOR fortalece, alimenta o espírito, enriquece o convívio, transforma, dá vida, promove o prazer e a alegria. Está intimamente ligado à paz, e afasta qualquer espécie de medo...
O AMOR deixa a gente tão pleno que as coisas se tornam mais simples, e o mais simples se torna algo incrível. Mas não estou falando do amor paixão, amores românticos e amores bandidos. Amores posse e amores dependência. Me refiro ao amor próprio, a uma compreensão de si mesmo que permita que você ame o outro a seu lado. Que você possa compreender seu colega, seu amigo, seu parente, seu vizinho... compreenda que a individualidade existe porque as diferenças existem e são para existir, porque temos que aprender algo, sempre. E quanto mais a ternura se expande, mais amor preenche nosso coração. Mais temos em nós e mais desejamos compartilhar. E o que não falta é gente pra compartilharmos...
Não é preciso que você imponha sua crença ao outro, ou que você reafirme suas verdades, ou que se dê ao trabalho de tentar modificar alguém. Ao contrário. Aceite. Aceite você, aceite o outro, aceite a vida, aceite as mudanças. Não falo de aceitar sofrimentos, falo de aceitar momentos. Momentos porque não somos estáticos, mudamos à medida em que vivemos. E vivemos para sermos felizes. À medida em que vamos descobrindo que ser feliz é uma questão de vontade, tudo fica mais fácil. O ponto principal aqui é: AME MAIS. Você vai sorrir mais, quem estiver ao seu redor vai sorrir mais, a energia que se aproximará será a mais risonha possível. E o nosso querido Planeta, com certeza, vai gargalhar de felicidade.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
VIDA É MÚSICA
É. Realmente a vida é música. É puro sentir sem lógicas, sem raciocínios, sem escolhas, sem rejeições. É uma perfeição. Cada nota, cada instante, cada momento, é único e perfeito, compõe a melodia. O som diz muito, diz tudo, numa nota. Um pedaço, uma vida, é a totalidade em si. Uma nota já produz o som. Uma nota já te diz que existe. Quando entoada com as demais, com a sequência, com a frequência da luz da vida, do Universo, do fluxo... é perfeição.
Um músico é um poeta. Um músico é um ser vívido, uma alma pulsando. E o melhor de tudo é que todos nós somos músicos. Todos nós somos música. Somos tão lindos, tão perfeitos, tão harmoniosos, tão, tão. Desejo que todos possam enxergar isso. Desejo que os olhos da alma se ascendam, se acendam, se abram, enxerguem. Escutem. Escutem a melodia da vida. Ela diz, ela fala a cada instante, a cada nota. Sintonizem nessa frequência. Se liguem nessa harmonia. Tudo é perfeito. Tudo está exatamente onde deveria estar. Para que vejamos o que precisamos ver, para que saibamos o que precisamos saber, para que lembremos. O amor da vida, a luz da vida, está em cada um de nós.
Um músico é um poeta. Um músico é um ser vívido, uma alma pulsando. E o melhor de tudo é que todos nós somos músicos. Todos nós somos música. Somos tão lindos, tão perfeitos, tão harmoniosos, tão, tão. Desejo que todos possam enxergar isso. Desejo que os olhos da alma se ascendam, se acendam, se abram, enxerguem. Escutem. Escutem a melodia da vida. Ela diz, ela fala a cada instante, a cada nota. Sintonizem nessa frequência. Se liguem nessa harmonia. Tudo é perfeito. Tudo está exatamente onde deveria estar. Para que vejamos o que precisamos ver, para que saibamos o que precisamos saber, para que lembremos. O amor da vida, a luz da vida, está em cada um de nós.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Quis escrever aqui. Quis compartilhar o que venho sentindo, descobrindo, relembrando... mas não está saindo. As palavras - sempre tão fáceis para mim - parecem não acompanhar o sentir, parecem mentir a cada linha que escrevo. Então apago. É como se o desejo de compartilhar não pudesse ser traduzido nas letras do alfabeto. É como se a experiência fosse só minha agora. O que posso dizer é NUNCA, NUNCA, JAMAIS DESISTAM. Se algo aperta o peito, se a coisa toda do lado de fora parece perturbadora, sempre há um aconchego, um refúgio, um lar para retornar, que não precisa de transporte, de companhia, de lógica, de conhecimento, de enriquecimento, que está aqui, pertinho, disponível todo o tempo, e fica bem dentro de cada um de nós. Chame de alma, de SER, de self, deus... não importa como queira chamar, mas é o ponto chave de tudo, é a resposta, a solução... então a sensação de paz, a plenitude, o bastante, já é, já está, e pronto. E o melhor de tudo, não se esgota num momento, não se resume a um transbordamento de instantes, é algo maior, mais simples talvez, mais avassalador, é um gostar permanente, um gosto gostoso de ser a gente, um prazer de morar nesse templo único, indivíduo, de cuidar dessa pessoa fofa que tem um nome, referências, vontades, projetos... essa coisa chamada de vida; e dá uma vontade enorme de contribuir integralmente para que essa figurinha conquiste tudo o que almejar, porque somos um - corpo e alma - prontos para viver as dualidades até a compreensão real de que... Ah! Ser feliz a cada instante, até quando não sorrimos, porque é bom demais se saber divino, a consciência, algo tão indescritível, que qualquer coisa que daqui brote, com certeza, vale a pena. E o sorriso da existência sempre está presente.
Grata, grata, grata...
Grata, grata, grata...
quarta-feira, 29 de julho de 2015
INDIVIDUALISMO EM TRÂNSITO
Eu estou certa. Não, na verdade, é você... Quem estará então? Nas ruas da cidade todo mundo está certo de que está certo. Ou, pelo menos, já se acostumou a andar errado... Vai ver já virou o ritmo, o costume local.
Os motoristas de Salvador possuem carteira de habilitação? É aquela carteira adquirida após determinado número de aulas em autoescola, os “Centros de Formação de Condutores”, onde se aprende a dirigir o veículo de quatro rodas denominado automóvel, e, após, se faz o exame no DETRAN. É a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), também conhecida como carta/carteira de motorista, nome dado ao documento oficial que, no Brasil, atesta a aptidão de um cidadão para conduzir veículos automotores terrestres, e seu porte, portanto, se faz obrigatório ao condutor de qualquer veículo desse tipo. Sim, provavelmente, a grande maioria é detentora de habilitação para trafegar nas ruas da cidade e estradas afora. Então, porque verificamos um trânsito tão caótico? Será o grande número de automóveis circulando nas ruas? Será que veremos rodízio em Salvador?
O fato é que assusta a forma com que dirigimos na cidade. Utilizar a sinalização é demonstrar ser motorista démodé, ultrapassado, e dar a seta para entrar à direita é um passo para não conseguir, pois os demais não dão passagem; mas se, com jeitinho, pula-se para a direita, aí tudo bem. Como assim?
E para que serve o pisca alerta mesmo? É muito comum ver um carro rodando todo o percurso com o pisca alerta ligado, como se o botão estivesse emperrado. E para encostar para estacionar, será que é preciso, realmente, dar o sinal para avisar ao carro de trás? Para que? É de praxe que ele adivinhe, não é mesmo?
Ah! Já ia esquecendo: em caso de tráfego parado, engarrafado, me parece que a dica do momento é não deixar espaços vazios na rua, é ir enfiando os veículos de modo que atravanque ainda mais a circulação e impeça que a fila prossiga normalmente à medida que o afunilamento vá diminuindo...
É. Brincadeiras à parte, o fato é que o individualismo predomina cada vez mais. O trânsito é só uma pequena amostra disso. Não estamos olhando o todo, o coletivo, no momento em que circulamos pelas ruas com nossos veículos. A preocupação é chegar o mais rápido ao destino e, muitas vezes, disputar espaço com os demais motoristas. O stress é grande e há uma grande tendência em compartilha-lo.
Vamos experimentar dar a passagem, usar os sinais e respeitar a sinalização das ruas? “Quem vai chegando, vai ficando atrás, menino educado, é assim que faz”. Lembram? Todo dia é um novo recomeço e todos nós, de alguma forma, em algum aspecto, somos crianças em fase de aprendizado. Quem sabe a gente relembra como é ser educado, como é dividir, compartilhar, e esse comportamento vergonhoso se torne apenas um momento passageiro, uma fase de aprendizado que será superada, um individualismo em trânsito.
sábado, 25 de julho de 2015
ROBOTIZAÇÃO VIRTUAL
A onda agora é ficar online. A internet, o universo cibernético, a globalização digital, chegaram para ficar. Enquanto a internet somente se mostrou a partir da segunda metade dos anos 90, as tecnologias subsequentes vêm crescendo, se reproduzindo, numa efervescência tremenda, num amadurecimento quase que instantâneo, tornando o produto lançado hoje, obsoleto no próprio dia seguinte.
Facebook, ipads, ipods, twitter, whatsapp... É o mundo globalizado, integrado, informado. Fato ocorrido no Japão pode ser transmitido em tempo real para um celular no Brasil. A informação secreta pode se tornar o assunto de primeira página de um tabloide internacional simplesmente porque alguém resolveu enviar um torpedo...
É a modernidade. É uma maravilha, algo impressionante de se ver. Quem vem desde o século passado, enxerga com mais clareza a explosão da indústria cibernética! É indiscutível o progresso em todas as áreas, na ciência, na indústria...
Hoje é mais difícil guardar segredos, produzir materiais exclusivos ou mesmo definir com precisão o verdadeiro idealizador de uma ideia... O malfeito ganha público numa velocidade inacreditável, e o enaltecimento ou mesmo a ridicularização de uma imagem se tornaram instantâneos.
É verdade que a net aproximou as pessoas. O mundo está cada vez menor. O ente querido que embarca para o Canadá está próximo nas telas do whatsapp, e pode conversar com a família via skype. O game norte-americano pode ser solicitado ao amigo em viagem aos states no momento em que este ingressa na loja especializada, através de um pedido gratuito, feito aqui do Brasil, por meio de um simples dedilhar no iphone.
Tudo ficou mais fácil. Toda a comunicação se tornou mais acessível. A conexão interpessoal, internacional, é coisa constante, transitável, bastando, para isso, aquele nosso tão conhecido celular, numa versão mais moderna...
E assim, possuir tal modernidade se tornou algo indispensável, e acompanhar o progresso tecnológico, uma meta diária na vida das pessoas. Conseguido o primeiro iphone 4, a meta do dia seguinte é a aquisição do iphone 5, depois virão o 6, o 7, o 8... e os indivíduos seguem suas vidas numa necessidade consumista desenfreada, numa fome de ter, de acompanhar o desenvolvimento da modernidade constante, de ter, de conquistar o tablet último lançamento – mesmo que não tenha a intenção de fazer a leitura de textos virtuais, e nem mesmo goste de ler... mas o fato é ter de ter. Mesmo que não tenha como pagar, mas é possível dividir em dez prestações, e todo mundo lá na rua já tem. Mesmo que eu trabalhe no mesmo local de todos os meus amigos do grupo do “zap”, a conversa é online, todos já têm, e eu preciso fazer parte disso pra me sentir bem...
E ainda que não falemos mais a fundo do consumismo exagerado e desenfreado, da irresponsável disputa pelo ter em detrimento do ser, não podemos nos calar perante a total ausência do contato presencial. O que se vê hoje, não como complemento ou para encurtar distâncias, mas como uma opção de fuga da realidade, é a relação virtual.
Casais em restaurantes “zapando” freneticamente, mas de forma individual, cada qual no seu whatsapp, numa interlocução não presencial – eles não estão curtindo o momento juntos, mas cada qual em sua viagem tecnológica pessoal. Provavelmente contando para alguém estar no restaurante com aquela pessoa, ou fotografando o prato principal... Quem sabe algum deles, em algum momento, possa ter o aparelho inoperante e uma conversa seja iniciada, o antes tão conhecido diálogo?
Saiam nas ruas e observem. Estão todos juntos na sala de espera, mas não se relacionam, não trocam ideias entre si, se mantêm cabisbaixos, mexendo rapidamente os dedos de ambas as mãos sobre o aparelho que: conversa, envia mensagens, textos prontos, copia e cola imagens, links, vídeos... Até os shows estão sendo assistidos através das telas dos celulares e afins, porque a foto ou a filmagem devem ser garantidas para postagem instantânea nas redes sociais e informar: “estou aqui”!
É impressionante o progresso tecnológico. É incrível a facilidade que a informatização, que a sistematização promove na vida cotidiana das pessoas. Mas é também decepcionante a facilidade com que as pessoas optam por vícios, por mecanizar os atos, por superficializar as relações. Talvez seja aquele velho medo de se conhecer, de se mostrar, de ser, o tão conhecido e humano medo de viver, que antes era objeto de buscas psíquicas ou espirituais, hoje “resolvido” num teclar virtual. E assim, vemos indivíduos abrindo mão de relações reais, de felicidade e sofrimento reais, da espontaneidade, da convivência, da beleza de ser diferente, e optando por mais um vício, a robotização virtual, como esconderijo, como um provável refúgio à prova de espelhos.
Facebook, ipads, ipods, twitter, whatsapp... É o mundo globalizado, integrado, informado. Fato ocorrido no Japão pode ser transmitido em tempo real para um celular no Brasil. A informação secreta pode se tornar o assunto de primeira página de um tabloide internacional simplesmente porque alguém resolveu enviar um torpedo...
É a modernidade. É uma maravilha, algo impressionante de se ver. Quem vem desde o século passado, enxerga com mais clareza a explosão da indústria cibernética! É indiscutível o progresso em todas as áreas, na ciência, na indústria...
Hoje é mais difícil guardar segredos, produzir materiais exclusivos ou mesmo definir com precisão o verdadeiro idealizador de uma ideia... O malfeito ganha público numa velocidade inacreditável, e o enaltecimento ou mesmo a ridicularização de uma imagem se tornaram instantâneos.
É verdade que a net aproximou as pessoas. O mundo está cada vez menor. O ente querido que embarca para o Canadá está próximo nas telas do whatsapp, e pode conversar com a família via skype. O game norte-americano pode ser solicitado ao amigo em viagem aos states no momento em que este ingressa na loja especializada, através de um pedido gratuito, feito aqui do Brasil, por meio de um simples dedilhar no iphone.
Tudo ficou mais fácil. Toda a comunicação se tornou mais acessível. A conexão interpessoal, internacional, é coisa constante, transitável, bastando, para isso, aquele nosso tão conhecido celular, numa versão mais moderna...
E assim, possuir tal modernidade se tornou algo indispensável, e acompanhar o progresso tecnológico, uma meta diária na vida das pessoas. Conseguido o primeiro iphone 4, a meta do dia seguinte é a aquisição do iphone 5, depois virão o 6, o 7, o 8... e os indivíduos seguem suas vidas numa necessidade consumista desenfreada, numa fome de ter, de acompanhar o desenvolvimento da modernidade constante, de ter, de conquistar o tablet último lançamento – mesmo que não tenha a intenção de fazer a leitura de textos virtuais, e nem mesmo goste de ler... mas o fato é ter de ter. Mesmo que não tenha como pagar, mas é possível dividir em dez prestações, e todo mundo lá na rua já tem. Mesmo que eu trabalhe no mesmo local de todos os meus amigos do grupo do “zap”, a conversa é online, todos já têm, e eu preciso fazer parte disso pra me sentir bem...
E ainda que não falemos mais a fundo do consumismo exagerado e desenfreado, da irresponsável disputa pelo ter em detrimento do ser, não podemos nos calar perante a total ausência do contato presencial. O que se vê hoje, não como complemento ou para encurtar distâncias, mas como uma opção de fuga da realidade, é a relação virtual.
Casais em restaurantes “zapando” freneticamente, mas de forma individual, cada qual no seu whatsapp, numa interlocução não presencial – eles não estão curtindo o momento juntos, mas cada qual em sua viagem tecnológica pessoal. Provavelmente contando para alguém estar no restaurante com aquela pessoa, ou fotografando o prato principal... Quem sabe algum deles, em algum momento, possa ter o aparelho inoperante e uma conversa seja iniciada, o antes tão conhecido diálogo?
Saiam nas ruas e observem. Estão todos juntos na sala de espera, mas não se relacionam, não trocam ideias entre si, se mantêm cabisbaixos, mexendo rapidamente os dedos de ambas as mãos sobre o aparelho que: conversa, envia mensagens, textos prontos, copia e cola imagens, links, vídeos... Até os shows estão sendo assistidos através das telas dos celulares e afins, porque a foto ou a filmagem devem ser garantidas para postagem instantânea nas redes sociais e informar: “estou aqui”!
É impressionante o progresso tecnológico. É incrível a facilidade que a informatização, que a sistematização promove na vida cotidiana das pessoas. Mas é também decepcionante a facilidade com que as pessoas optam por vícios, por mecanizar os atos, por superficializar as relações. Talvez seja aquele velho medo de se conhecer, de se mostrar, de ser, o tão conhecido e humano medo de viver, que antes era objeto de buscas psíquicas ou espirituais, hoje “resolvido” num teclar virtual. E assim, vemos indivíduos abrindo mão de relações reais, de felicidade e sofrimento reais, da espontaneidade, da convivência, da beleza de ser diferente, e optando por mais um vício, a robotização virtual, como esconderijo, como um provável refúgio à prova de espelhos.
quarta-feira, 22 de julho de 2015
O DOM DE PENSAR
Em um dos livros mais antigos e curiosos da humanidade, a Bíblia, encontramos em Jeremias 33, 6: “vou pensar-lhes as feridas e curá-las, e proporcionar-lhes abundância de felicidade e segurança”.
O sentido de pensar se assemelhava a “tratar, cuidar”, ou será que se quis dizer que com a força do pensamento iriam ser curadas as feridas? Se acolhermos também a interpretação de que, etimologicamente, pensar teve o significado de tratar, cuidar, a visão de pensamento se alarga ainda mais.
É certo que o pensamento é divino, é universal, é mágico. É o causador de toda a realidade em que vivemos. O “Penso, logo existo” de Descartes, teria um condão mais esclarecedor e preciso: Penso, logo materializo. O pensamento é criador, é uma força inexplicável que atrai tudo aquilo em que focamos; que traz à realidade tudo aquilo em que acreditamos. A importância de direcionarmos os pensamentos é gigantesca. Trata-se de uma força cósmica, transcendental, energética, fluídica, magnética... não faltarão adjetivos, porque a prática, o dia-a-dia, é a prova mais cabal da força poderosa do pensamento.
Não somente o ato de pensar, mas o ato de acreditar no que se está pensando. O ato de focar no pensamento, de vibrar nele, isto é mágico, isto é realizador, isto atrai exatamente o que se está pensando. A atenção é fundamental. Pensei algo negativo, mas vi o pensamento, ele não me interessa; deixo que passe, não me pertence, não é meu. De fato há o “pensamento coletivo”, uma vibração emanada da crença coletiva, e como algo fluídico, se não nos atentarmos, podemos pensar ser nosso algo que é de outrem.
Daí a importância de pensar positivamente. Daí a importância de não divulgar o negativo, de não compartilhar o negativo. Eis o papel tão importante da imprensa, papel continuamente desvirtuado ao se importar somente em noticiar e espalhar o pesado, o feio, a mentira...
O que espalhamos, o que divulgamos, é matéria prima formadora do pensamento coletivo. Uma força tão poderosa não deve ser utilizada para materializar o mal. É importante e indispensável que tomemos consciência do nosso papel de criadores da realidade que aí está. Que tomemos consciência do papel de criadores da nossa realidade. Nossa vida está como pensamos, como vibramos, como acreditamos.
O chato é a insistência em acreditar no menos, aceitar o menos, em limitar-nos nossa humanidade. Li de um escritor muito querido, Leo Buscaglia, quando ainda menina: “somos muito menos do que somos”. O céu, definitivamente, não é o limite.
O sentimento que me veio neste momento foi exatamente com relação a essa visão do pensamento como algo curativo, transformador na própria etimologia da palavra. Nossa alma tão ilimitada, tão infinita, se encontra nos limites de um corpo físico. Um templo, uma capa, um invólucro. Mas fomos presenteados com o dom de pensar. O pensamento nos traz a infinitude, o ilimitado, o transcendental. Liga-nos diretamente ao cosmos, ao exotérico, ao invisível. Seria uma forma da vida de proporcionar uma estadia no corpo matéria, concomitantemente com a vivência no corpo astral? Um presentão. Isto, de forma tão sutil e tão eficaz, através do dom de pensar. Pensem nisso.
O sentido de pensar se assemelhava a “tratar, cuidar”, ou será que se quis dizer que com a força do pensamento iriam ser curadas as feridas? Se acolhermos também a interpretação de que, etimologicamente, pensar teve o significado de tratar, cuidar, a visão de pensamento se alarga ainda mais.
É certo que o pensamento é divino, é universal, é mágico. É o causador de toda a realidade em que vivemos. O “Penso, logo existo” de Descartes, teria um condão mais esclarecedor e preciso: Penso, logo materializo. O pensamento é criador, é uma força inexplicável que atrai tudo aquilo em que focamos; que traz à realidade tudo aquilo em que acreditamos. A importância de direcionarmos os pensamentos é gigantesca. Trata-se de uma força cósmica, transcendental, energética, fluídica, magnética... não faltarão adjetivos, porque a prática, o dia-a-dia, é a prova mais cabal da força poderosa do pensamento.
Não somente o ato de pensar, mas o ato de acreditar no que se está pensando. O ato de focar no pensamento, de vibrar nele, isto é mágico, isto é realizador, isto atrai exatamente o que se está pensando. A atenção é fundamental. Pensei algo negativo, mas vi o pensamento, ele não me interessa; deixo que passe, não me pertence, não é meu. De fato há o “pensamento coletivo”, uma vibração emanada da crença coletiva, e como algo fluídico, se não nos atentarmos, podemos pensar ser nosso algo que é de outrem.
Daí a importância de pensar positivamente. Daí a importância de não divulgar o negativo, de não compartilhar o negativo. Eis o papel tão importante da imprensa, papel continuamente desvirtuado ao se importar somente em noticiar e espalhar o pesado, o feio, a mentira...
O que espalhamos, o que divulgamos, é matéria prima formadora do pensamento coletivo. Uma força tão poderosa não deve ser utilizada para materializar o mal. É importante e indispensável que tomemos consciência do nosso papel de criadores da realidade que aí está. Que tomemos consciência do papel de criadores da nossa realidade. Nossa vida está como pensamos, como vibramos, como acreditamos.
O chato é a insistência em acreditar no menos, aceitar o menos, em limitar-nos nossa humanidade. Li de um escritor muito querido, Leo Buscaglia, quando ainda menina: “somos muito menos do que somos”. O céu, definitivamente, não é o limite.
O sentimento que me veio neste momento foi exatamente com relação a essa visão do pensamento como algo curativo, transformador na própria etimologia da palavra. Nossa alma tão ilimitada, tão infinita, se encontra nos limites de um corpo físico. Um templo, uma capa, um invólucro. Mas fomos presenteados com o dom de pensar. O pensamento nos traz a infinitude, o ilimitado, o transcendental. Liga-nos diretamente ao cosmos, ao exotérico, ao invisível. Seria uma forma da vida de proporcionar uma estadia no corpo matéria, concomitantemente com a vivência no corpo astral? Um presentão. Isto, de forma tão sutil e tão eficaz, através do dom de pensar. Pensem nisso.
terça-feira, 14 de julho de 2015
SOU EU QUEM VÊ
Olho, olho, olho... e o que vejo? Espelhos. Espelhos grandes, pequenos, limpos, sujos, nítidos, nublados... mas sempre há um reflexo neles. A imagem muda, o humor, o momento, o sorriso, o cabelo, o olhar... mas o reflexo está lá, real. Real?
Não tem muito sentido. Dá um prazer em me ver, gosto do que vejo, aprecio as expressões do meu rosto, as curvas e formas do meu corpo, o meu sorriso. Até o rosto avermelhado e inchado decorrente do choro sentido, quando olho, me trazem gargalhadas gostosas, junto à pergunta: para que isso?
Mas é esta a questão: para que isso? Não encontro o sentido de tudo isso. Isso o que? Estou completamente envolvida com o prazer de ser feliz. Escolho ser feliz. Num momento de dor, se vejo a cara do choro, olho para a menina chorona e penso alto: você é uma figura engraçada!
Não há dúvidas de que alguém me olha no espelho. Alguém me observa pensando. Esse mesmo alguém me acompanha caminhando, reclamando, comendo... e mesmo agora digitando. Essa é a minha salvação!
Quando a hora é animada, alegre, feliz, gosto tanto que esqueço até desse alguém. Mas quando bate o aperto no peito, quando a saudade vem forte, quando brota o choro no rosto, busco esse olhar para mim, confio que quem me olha vai resolver tudo, vai fazer cessar a dor.
O engraçado, o mais interessante, é que é tão fácil ter esse olhar me vendo... é o mesmo que me olha no espelho. Qual a dificuldade então?
As escolhas.
Se eu puder deixar esse olhar funcionar sem cortes na hora do riso, conferindo-lhe a mesma importância que tem na hora do choro, o riso perderá o sentido, mas eu não pararei de rir. É isso! Esse Eu que me vê no espelho achará tudo engraçado. Tal qual a gargalhada da hora do choro, surgirá a gargalhada da hora do riso. E este sorriso será muito mais gostoso do que o nascido do momento feliz, porque será meu, e não do momento, da situação, será Eu.
Não tenho dúvidas quanto a quem me olha no espelho. Sei que SOU EU. Ele vê a menina, vê a mulher, vê a linda e a sem jeito, a graciosa e a moleca, vê a segura de si e a atrapalhada, vê a mãe e a sedutora, a artista e a escritora, a espontânea e a questionadora... vê até quem ainda não consigo desvendar. O que assusta é quando não reconheço quem vejo. E o espelho fica vazio.
Mas agora eu sigo olhando. Sempre me fez bem e faz, fechar os olhos e sentir quem me vê, uma luz, uma fonte que faz o peito encher, encher, encher, até não caber mais em mim.
Não tem muito sentido. Dá um prazer em me ver, gosto do que vejo, aprecio as expressões do meu rosto, as curvas e formas do meu corpo, o meu sorriso. Até o rosto avermelhado e inchado decorrente do choro sentido, quando olho, me trazem gargalhadas gostosas, junto à pergunta: para que isso?
Mas é esta a questão: para que isso? Não encontro o sentido de tudo isso. Isso o que? Estou completamente envolvida com o prazer de ser feliz. Escolho ser feliz. Num momento de dor, se vejo a cara do choro, olho para a menina chorona e penso alto: você é uma figura engraçada!
Não há dúvidas de que alguém me olha no espelho. Alguém me observa pensando. Esse mesmo alguém me acompanha caminhando, reclamando, comendo... e mesmo agora digitando. Essa é a minha salvação!
Quando a hora é animada, alegre, feliz, gosto tanto que esqueço até desse alguém. Mas quando bate o aperto no peito, quando a saudade vem forte, quando brota o choro no rosto, busco esse olhar para mim, confio que quem me olha vai resolver tudo, vai fazer cessar a dor.
O engraçado, o mais interessante, é que é tão fácil ter esse olhar me vendo... é o mesmo que me olha no espelho. Qual a dificuldade então?
As escolhas.
Se eu puder deixar esse olhar funcionar sem cortes na hora do riso, conferindo-lhe a mesma importância que tem na hora do choro, o riso perderá o sentido, mas eu não pararei de rir. É isso! Esse Eu que me vê no espelho achará tudo engraçado. Tal qual a gargalhada da hora do choro, surgirá a gargalhada da hora do riso. E este sorriso será muito mais gostoso do que o nascido do momento feliz, porque será meu, e não do momento, da situação, será Eu.
Não tenho dúvidas quanto a quem me olha no espelho. Sei que SOU EU. Ele vê a menina, vê a mulher, vê a linda e a sem jeito, a graciosa e a moleca, vê a segura de si e a atrapalhada, vê a mãe e a sedutora, a artista e a escritora, a espontânea e a questionadora... vê até quem ainda não consigo desvendar. O que assusta é quando não reconheço quem vejo. E o espelho fica vazio.
Mas agora eu sigo olhando. Sempre me fez bem e faz, fechar os olhos e sentir quem me vê, uma luz, uma fonte que faz o peito encher, encher, encher, até não caber mais em mim.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Oi
Olá. Voltei. E agora parece que é para ficar.
Cheguei à conclusão que não dá pra fugir da gente. Não dá pra tentar se adequar a um contexto que não condiz com nosso ser. Tinha a informação, mas agora experimentei. É fato. Sou louca? Não sei. Se ser inadequada for loucura, eu sou. Se não pertencer a lugar algum for sinal de insanidade, eu sou.
Essa busca frenética por não buscar nada é doentia. Melhor parar e entrar. Não tem como sair mais. Não tem como fingir. Não tem como tentar assumir uma personagem "consciente" para integrar o contexto mundo. Não farei mais distinções. O mundo é espiritual. O espírito é mundano. É tudo uma coisa só. É tudo um universo do qual sou parte integrante e indissociável. Tentei. Entendo que o tempo todo quis me situar em algum lugar. Quis descobrir onde me enquadrar. Não posso, não consigo. Não mais. A única certeza de que dispunha agora não passa de passado. Tudo passa. Meu ser é a única coisa que fica. Eu sou a única que não pode se apartar de mim mesma. Eu sou a prova cabal de que somente o ser permanece. A capa muda. O envólucro sofre mudanças, sente mudanças, festeja mudanças. O ser se mostra certo do que quer, certo que é, e não está nem aí para os planos e vontades de uma personagem que acredita e insiste em se fazer real. A vida vem de lá e garante: não é. Danem-se os planos. Esqueça dos sonhos. Entre. Entre. Não precisa bater a porta. Mas entre. Mergulhe nessa zona sem chão, sem paredes, sem teto, sem lógicas... Entre no lugar tão claro, tão perto, tão em si mesmo, que é o último onde resolvemos penetrar. Dá medo, mas pessoa: feche os olhos. Através dessa aparente escuridão a luz se mostra. Já não sei mais como entrar. Talvez nunca tenha aprendido. Entrei porque entrei. Entrei porque o caminho de casa a gente diz que o carro já sabe, mas não que eu tivesse seguido um manual, olhado um roteiro, ou tivesse instalado um GPS...
Entrar. Preciso. É minha única saída.
Cheguei à conclusão que não dá pra fugir da gente. Não dá pra tentar se adequar a um contexto que não condiz com nosso ser. Tinha a informação, mas agora experimentei. É fato. Sou louca? Não sei. Se ser inadequada for loucura, eu sou. Se não pertencer a lugar algum for sinal de insanidade, eu sou.
Essa busca frenética por não buscar nada é doentia. Melhor parar e entrar. Não tem como sair mais. Não tem como fingir. Não tem como tentar assumir uma personagem "consciente" para integrar o contexto mundo. Não farei mais distinções. O mundo é espiritual. O espírito é mundano. É tudo uma coisa só. É tudo um universo do qual sou parte integrante e indissociável. Tentei. Entendo que o tempo todo quis me situar em algum lugar. Quis descobrir onde me enquadrar. Não posso, não consigo. Não mais. A única certeza de que dispunha agora não passa de passado. Tudo passa. Meu ser é a única coisa que fica. Eu sou a única que não pode se apartar de mim mesma. Eu sou a prova cabal de que somente o ser permanece. A capa muda. O envólucro sofre mudanças, sente mudanças, festeja mudanças. O ser se mostra certo do que quer, certo que é, e não está nem aí para os planos e vontades de uma personagem que acredita e insiste em se fazer real. A vida vem de lá e garante: não é. Danem-se os planos. Esqueça dos sonhos. Entre. Entre. Não precisa bater a porta. Mas entre. Mergulhe nessa zona sem chão, sem paredes, sem teto, sem lógicas... Entre no lugar tão claro, tão perto, tão em si mesmo, que é o último onde resolvemos penetrar. Dá medo, mas pessoa: feche os olhos. Através dessa aparente escuridão a luz se mostra. Já não sei mais como entrar. Talvez nunca tenha aprendido. Entrei porque entrei. Entrei porque o caminho de casa a gente diz que o carro já sabe, mas não que eu tivesse seguido um manual, olhado um roteiro, ou tivesse instalado um GPS...
Entrar. Preciso. É minha única saída.
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