Estamos acostumados com uma espiritualidade aparente, superficial, um voltar-se para o Deus do céu, ou espíritos de luz e entidades afins para auxiliar-nos na vivência do dia-a-dia e seus desafios e conquistas. Uma fé voltada para fora, para entes e seres "superiores", dotados de uma força poderosa capaz de nos amparar: "simples humanos". O engajamento em atividades religiosas a fim de ajudar o próximo a ter mais dinheiro no bolso e o bom samaritano a encontrar um lugar tranqüilo no paraíso. É uma fé, de modo geral, movida pelo temor ao onipotente e onisciente Deus ou para conquistar um melhor bem estar na vida terrena.
Faz tempo já ouvimos falar de um "algo mais" que nos move, nos dá vida, luz, essência, a Alma. Ouvimos dizer que o corpo, a matéria, sucumbe com a morte, mas o espírito imortal sobrevive e continua uma jornada para outras experiências, encarnações. Não faltam depoimentos de quem afirme ter mantido contato com almas desencarnadas, experiências de quase morte, ou mesmo tenha curtido um passeio astral - em transe ou através de substâncias alucinógenas.
Os adoradores dos mistérios não negam o encantamento que a magia, a vidência, e o ocultismo de um modo geral, geram nas pessoas.
Mas parece que a coisa toda fica na empolgação, no êxtase que provoca, e cessa quando afirmamos que "somos o que pensamos, o que acreditamos ser". Mais ainda quando dizemos: "somos deuses na forma humana". O que falta para encararmos isso como a mais pura verdade?
Não falta mais. Novos tempos. A espiritualidade ganhou uma forte aliada: a ciência. A ciência noética veio demonstrar, provar, através de métodos científicos, que as indagações da humanidade quanto ao que sentimos e não vemos, ao que vemos e não tocamos, o imaterial, é realidade. Já pode ser provada a existência da alma e da vida depois da morte, o poder do pensamento e o potencial da mente humana.
Na década de noventa já haviam sido lançados os filmes "Quem somos nós" e "A Toca do Coelho", abordando, através de demonstrações e depoimentos de inúmeros cientistas, a realidade através da ótica da Física Quântica, onde a intenção age sobre o que se entendia como "certeza". Também o documentário "O Segredo", hoje já bastante difundido, trata da força do pensamento e da lei da atração, indicando o quão decisivo é o pensamento na criação de nossa realidade. Há, ainda, o filme "A Profecia Celestina", retratando o homem enquanto energia, a vida como pura energia. Mais recente, fresquinho na mídia, há o romance policial de Dan Brown, "O Símbolo Perdido", dando enfoque à novinha (na mídia) ciência noética. Uma boa mexida num assunto curioso...
Fale de intenção ou de lei da atração, fale de espiritualidade ou de energia, fé ou mentalização, tudo conduz à divindade. Seja qual for o meio, não se pode negar o resultado: êxito. O objeto da intenção, da mentalização, da oração, da canalização, é alcançado, e o processo de criação logra êxito. É o homem criando a sua realidade, fazendo suas escolhas.
A ciência e o misticismo, juntos, indicando as respostas, a rota, um caminho que é para dentro, e que hoje está mais fácil de ser seguido, porque dispomos da união dos dois lados da moeda, os opostos que se completam, satisfazendo a sede de quem simplesmente deseja sentir, e dos céticos, que necessitam da prova: a ESPIRITUALIDADE CON s CIÊNCIA. Assim, com a teoria da certeza em mãos, basta experimentar, e o "milagre" acontece: VOCÊ.
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domingo, 19 de maio de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
23-03-13 DIÁRIO DE TRUPE
A Trupe se reuniu na véspera, os três palhacinhos se divertiram juntos – sensação de família reunida – as duas ouvindo atentas as dicas de Ju, todos vendo a vontade de apresentar a "TRUPE TRALALÁ" ao público crescer ainda mais...
Chegou o momento. Chegamos cedo ao teatro, assistimos a primeira apresentação, e começamos a nos arrumar - apressados, com o horário antecipado – mas muito felizes e animados com a hora do palco. Ju estava elétrico. A animação estava no ar. A trupe foi anunciada e "Pirulito" e "Fuinha" entraram para os cumprimentos. "Boinga" entrou em seguida para mexer com as duas... e tudo aconteceu! Foi encantador! Tão divertido que não queríamos que terminasse. A plateia vibrou junto a nós. A família e os amigos enfeitaram o lugar com uma energia conspiradora. O profelhaço com o sorriso no rosto, segurando o coração. O pequeno grande Juan estava empolgadíssimo com a emoção de ser artista, curtindo o palco como quem sempre tivesse estado ali. Realização. A mãe e a tia, palhaças, crianças assumidamente apaixonadas pela arte de ser feliz, e o guri... este estava ali: a prova viva de que acreditar que errar é natural e fazer graça é tudo de bom, e ser palhaço é poder ser tudo o quanto somos sem reservas, sem medo, por inteiro.
Ver Juan hoje, sentindo o gosto da arte, compartilhando com um público o seu gosto pela vida, me fez sentir um prazer diferente, um prazer especial, que não estava sabendo explicar até agora... é algo próximo do que senti no dia em que ele nasceu, como um gosto de vitória, de benção, presente, dom, início, realização. Amar você, meu filho, e acompanhar cada passo, me emocionar com suas conquistas, te ver crescer tão doce, tão cheio de amor, de coragem, de vida, me dá um gosto enorme de plenitude. Obrigada por existir. Obrigada por me proporcionar momentos intensos como esse. Obrigada por cada dia. Te amo.
Chegou o momento. Chegamos cedo ao teatro, assistimos a primeira apresentação, e começamos a nos arrumar - apressados, com o horário antecipado – mas muito felizes e animados com a hora do palco. Ju estava elétrico. A animação estava no ar. A trupe foi anunciada e "Pirulito" e "Fuinha" entraram para os cumprimentos. "Boinga" entrou em seguida para mexer com as duas... e tudo aconteceu! Foi encantador! Tão divertido que não queríamos que terminasse. A plateia vibrou junto a nós. A família e os amigos enfeitaram o lugar com uma energia conspiradora. O profelhaço com o sorriso no rosto, segurando o coração. O pequeno grande Juan estava empolgadíssimo com a emoção de ser artista, curtindo o palco como quem sempre tivesse estado ali. Realização. A mãe e a tia, palhaças, crianças assumidamente apaixonadas pela arte de ser feliz, e o guri... este estava ali: a prova viva de que acreditar que errar é natural e fazer graça é tudo de bom, e ser palhaço é poder ser tudo o quanto somos sem reservas, sem medo, por inteiro.
Ver Juan hoje, sentindo o gosto da arte, compartilhando com um público o seu gosto pela vida, me fez sentir um prazer diferente, um prazer especial, que não estava sabendo explicar até agora... é algo próximo do que senti no dia em que ele nasceu, como um gosto de vitória, de benção, presente, dom, início, realização. Amar você, meu filho, e acompanhar cada passo, me emocionar com suas conquistas, te ver crescer tão doce, tão cheio de amor, de coragem, de vida, me dá um gosto enorme de plenitude. Obrigada por existir. Obrigada por me proporcionar momentos intensos como esse. Obrigada por cada dia. Te amo.
Sem definição
Quero saber de tudo
quero ter o controle
entender o porquê das coisas...
Aff! Nem sei nada de nada
até a felicidade é momento.
Basta.
Basta de agonia,
de objetivo, meta, desejo
nada existe mesmo,
nem mesmo eu sou real
e se sou, boto fora o normal.
Então, sai pra lá definição.
Quero sorrir e chorar sem tensão
sem razão, sem porque.
Liberdade de ser e simplesmente viver.
quero ter o controle
entender o porquê das coisas...
Aff! Nem sei nada de nada
até a felicidade é momento.
Basta.
Basta de agonia,
de objetivo, meta, desejo
nada existe mesmo,
nem mesmo eu sou real
e se sou, boto fora o normal.
Então, sai pra lá definição.
Quero sorrir e chorar sem tensão
sem razão, sem porque.
Liberdade de ser e simplesmente viver.
quarta-feira, 13 de março de 2013
LADO A LADO
LADO A LADO. Grato presente esta novela inteligente e gostosa que nos inspira e sinaliza o quanto precisamos acordar. Não se tratou tão somente de uma novela de época, histórica, datada dos fins do séc.XIX e meados do séc.XX, que sinalizou os avanços urbanos e de comunicação, mas de um alerta de vida. Pouco mais de um século após, e nos vemos numa sociedade arcaica, racista, preconceituosa, machista, superficial e comodista. Num show de interpretação, seu elenco vivenciou personagens realistas – nada de heroísmos exagerados, mas pessoas vivas – com qualidades e fraquezas, corajosas o suficiente para agir, para colocar os verdadeiros sentimentos em prática, para ousar, para quebrar tabus, para conseguir SER o que se É, ainda que o mundo inteiro determine o contrário.
Cento e três anos atrás, e o contexto se mostrou plenamente atual. 2013, e ainda vemos o machismo predominar, não porque o homem é o dono do pedaço, mas porque a mulher ainda veste a fantasia da submissão. E não falo de “donas de casa dependentes do marido”, mas de mulheres independentes profissionalmente que necessitam da aprovação masculina para exercerem suas opiniões, as verdadeiras responsáveis pelo comportamento machista vigente...
Um cenário que permite racismo e homofobia, com “fundamento bíblico”. Que a corrupção elege o governante, e o representante de uma categoria se faz presente para reprimi-la.
Um lugar em que a aceitação exibe a moda, e a espontaneidade é sinal de loucura. Criança ainda não pode expressar sua opinião de verdade, e o adulto... melhor silenciar pra não perder o emprego.
Certamente melhorou muito. A união estável é fato, mulheres usam biquínis, mas ainda se discute sobre virgindade. Preconceito é crime, mas a igreja ainda busca a “cura” dos pecadores, os drogados, ladrões, “homossexuais”... hã?
Adorei assistir a esse espetáculo da dramaturgia televisiva. Até o seu final foi inspirador: duas amigas, juntas, lado a lado, unidas por um amor verdadeiro.
“Lado a Lado” foi, antes de tudo: terapêutica.
Cento e três anos atrás, e o contexto se mostrou plenamente atual. 2013, e ainda vemos o machismo predominar, não porque o homem é o dono do pedaço, mas porque a mulher ainda veste a fantasia da submissão. E não falo de “donas de casa dependentes do marido”, mas de mulheres independentes profissionalmente que necessitam da aprovação masculina para exercerem suas opiniões, as verdadeiras responsáveis pelo comportamento machista vigente...
Um cenário que permite racismo e homofobia, com “fundamento bíblico”. Que a corrupção elege o governante, e o representante de uma categoria se faz presente para reprimi-la.
Um lugar em que a aceitação exibe a moda, e a espontaneidade é sinal de loucura. Criança ainda não pode expressar sua opinião de verdade, e o adulto... melhor silenciar pra não perder o emprego.
Certamente melhorou muito. A união estável é fato, mulheres usam biquínis, mas ainda se discute sobre virgindade. Preconceito é crime, mas a igreja ainda busca a “cura” dos pecadores, os drogados, ladrões, “homossexuais”... hã?
Adorei assistir a esse espetáculo da dramaturgia televisiva. Até o seu final foi inspirador: duas amigas, juntas, lado a lado, unidas por um amor verdadeiro.
“Lado a Lado” foi, antes de tudo: terapêutica.
segunda-feira, 4 de março de 2013
FÉRIAS
Janeiro, mês das férias. Férias da rotina, da escola, do trabalho, hora de brincar um pouco mais, viajar, passear com a família... Depois vem Fevereiro, e chega o momento do Carnaval. Outra pausa do trivial, do dia-a-dia...
Verdade que toda semana desejamos o final dela. De segunda a quinta aguardamos ansiosamente a sexta feira para que venha o final de semana e possamos curtir as possibilidades de diversão que estão aí, ao nosso dispor. Será que realmente tem que ser assim? Por que não podemos sentir essa sensação de prazer durante o decorrer de cada dia? Por que essa velha noção de que estamos sempre esperando para sermos felizes, ao invés de vivermos intensamente o agora, esse único momento que realmente existe? É algo a se refletir. Experimentar agradecer o nascer do dia, o brilho das estrelas, a exuberância da lua, as cores do mar, a brisa nas flores... isso pode ser feito agora.
Por que tanto tempo sem postar aqui? Ah! Estava de férias.
Verdade que toda semana desejamos o final dela. De segunda a quinta aguardamos ansiosamente a sexta feira para que venha o final de semana e possamos curtir as possibilidades de diversão que estão aí, ao nosso dispor. Será que realmente tem que ser assim? Por que não podemos sentir essa sensação de prazer durante o decorrer de cada dia? Por que essa velha noção de que estamos sempre esperando para sermos felizes, ao invés de vivermos intensamente o agora, esse único momento que realmente existe? É algo a se refletir. Experimentar agradecer o nascer do dia, o brilho das estrelas, a exuberância da lua, as cores do mar, a brisa nas flores... isso pode ser feito agora.
Por que tanto tempo sem postar aqui? Ah! Estava de férias.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
VALEU 2012!
2012. Ano Novo. Novo de descobertas, de experiências... Um novo olhar. Mesmas pessoas queridas. FAMÍLIA gostosa que consegue se revelar crescendo a cada dia. Crescendo em amor, em compreensão, em aceitação. Conquistam de mim: AMOR E ADMIRAÇÃO! “AMIGOS DE INFÂNCIA”, aqueles que fazem parte da vida como eternas testemunhas de tudo o que vivi, sejam sorrisos ou lágrimas, sejam verdades ou mentiras. Tudo. O velho COMPANHEIRO, roupagem diferente, ações imprevisíveis, costumes antigos... Amor juvenil e amadurecido ao mesmo tempo. Laço firme e sem nós, entendendo que é o sentimento a razão maior... FILHO. Pequeno grande homem crescendo dia após dia. Aconselhando e ensinando como quem entende os sinais da vida. AMOR. AMOR. AMOR. AMO VOCÊS. Obrigada por existirem. NOVOS AMIGOS queridos. Escola de arte, de vida. Palcos e saltos. Aprendizado. Descobertas e encantamento. Com vocês tenho me redescoberto. Repaginado. Reconhecido. Obrigada amores. NOVA LAIR. Mesma pessoa. Um novo olhar. Prazer em conhecer outras facetas, outras possibilidades, visão de mundo sem vendas, MEU OLHAR. O gosto pela artista, a brincadeira de dizer nas letras o que vem da alma... As viagens de "Lua, a garota sol", Luana, Clarinha, Alice, Luciana, Chiquinha, anônimas, calmas, nervosas, confiantes, ciumentas, pacientes, inquietas, confiáveis, imprevisíveis... Todas Lair. Realismo ficcional ou ficção realista. Tanto faz. O que importa mesmo é o que faz feliz. Maravilhoso fazer novas descobertas em alguém que pensava já conhecer, e a cada dia que convivo mais, percebo que não tenho a noção de quem é. “Caixinha de surpresas”. Gosto de tudo o que vejo, ainda que não compreenda. O céu não é o limite. E há? Admiro essas asas libertas, capazes de voar alto, ainda que caminhe com os pés no chão. Cabeça tonta e tão acesa, num pensar tão ligeiro que nem dá para traduzir... Eu. Vocês. Nós. Risos escancarados, lágrimas emocionadas, alguns sustos decepcionados, presentes inesperados... Braços abertos, dedos grudados, abraços apertados, pés levantados, e uma criatividade fervilhante para fazer viver todo o ser. Grata vida. Grata noite, bem vindo dia. Presentes, presentes, presentes. Pessoas que somos, lindas, indo e vindo. Seguindo. Portas, janelas, coração. Abertos e despertos. Receptivos e ativos. Prontos para viver. Sempre. Obrigada 2012!!!!!
2013. Bem vindo! Ano Novo. E como todos os dias: aventuras e rotinas, mas sem repetições. Sempre novo. Com olhar brilhante, sorriso radiante, coração vibrante. Alma. Sempre vida. Sempre aprendendo. Sempre feliz. E lembrando que sempre não é todo dia.
2013. Bem vindo! Ano Novo. E como todos os dias: aventuras e rotinas, mas sem repetições. Sempre novo. Com olhar brilhante, sorriso radiante, coração vibrante. Alma. Sempre vida. Sempre aprendendo. Sempre feliz. E lembrando que sempre não é todo dia.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
A ORIGEM DOS GUARDIÕES
Levamos o pequeno para assistir ao filme “A origem dos guardiões”. Que lindo seria se a estória tivesse apenas o condão de incentivar a fantasia, o sonho, a magia que somente uma alma de criança, com toda a sua pureza, consegue deixar acontecer...
Reconheço que teve pontos positivos, demonstrou o quanto os adultos estão se afastando do “real” sentido do Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Fadinha do Dente, sonhos... Os pais estão muito mais preocupados em terem o dinheiro para a compra dos presentes e dos ovinhos do que em acompanharem o crescimento de seus filhotes. As festas que, antes, simbolizavam a reunião familiar, as brincadeiras em casa, as “estorinhas” – contadas ao pé da cama para fazer os pequenos dormirem – a brincadeira de esconder os dentinhos e colocar a moedinha para encher o porquinho, viraram grandes eventos comerciais – e, para que os pais consigam adquirir todos os produtos, têm que ganhar mais dinheiro, dedicar-se mais e mais aos empregos e menos e menos, ao mais simples: à vida familiar.
Tiro o chapéu para estas dicas, também para o momento em que demonstra que a luz do mundo nasce das crianças, das pessoas, do ambiente de amor e diversão, e que para tudo se tornar realidade, basta acreditar. Mas o autor não conseguiu alcançar a linguagem infantil. O olhar da criança não atentou para todos esses fatos. Isso tudo se destinou aos pais... Para elas ficou o grande pecado do filme: insistir na fracassada ideia de que precisamos de super-heróis. Primeiro, porque leva as crianças a idealizarem uma perfeição que não existe – todos somos perfeitos exatamente porque possuímos uma infinidade de caracteres únicos, considerados “imperfeições”, que nos torna divinamente humanos. Depois, porque para existirem os heróis, é criada a figura do vilão. Aff! Aí foi a catástrofe do filme. No momento em que o mundo passa por uma transformação energética, em que as vibrações de medo são substituídas por vibrações de harmonia e esperança, inventaram de ressuscitar o “bicho papão” – que acaba vencido pelos heróis, mas com uma condição: “somente se as crianças acreditarem nos guardiões para guardá-los do vilão”... essa estória de conseguir fé ao custo do medo é medieval e não cabe mais em nossa história, já chega! Muita coisa fofa no filme, mas as sombras dos pesadelos do bicho papão, que não eram mais estimulados, foram trazidos à tona, em formato amedrontador, como são os filmes de terror para uma gama de adultos. Isso é covarde. Cheguei a uma conclusão: não posso mais permitir a entrada de um filme infantil em meu lar sem que eu o assista, sozinha, antes. Algo está assustando os mega empreendedores para que se utilizem de artifícios assim. Provavelmente está por vir uma onda de positividade a se alastrar no Universo... é “o fim do mundo”. Sem a fé dos “pequenos cristais”, o mercado avassalador do consumismo não tem vez. Então, na forma de luz, começaram a disseminar escuridão. Estou farta. Suporto muita coisa desse mundo louco de adultos burros. Mas não aguento que se utilizem da pureza das crianças para manipulações. É hora de deixarmos as farsas de lado e verificarmos o que de fato a nós importa. E isso é urgente. Sejamos crianças. Agora!
Reconheço que teve pontos positivos, demonstrou o quanto os adultos estão se afastando do “real” sentido do Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Fadinha do Dente, sonhos... Os pais estão muito mais preocupados em terem o dinheiro para a compra dos presentes e dos ovinhos do que em acompanharem o crescimento de seus filhotes. As festas que, antes, simbolizavam a reunião familiar, as brincadeiras em casa, as “estorinhas” – contadas ao pé da cama para fazer os pequenos dormirem – a brincadeira de esconder os dentinhos e colocar a moedinha para encher o porquinho, viraram grandes eventos comerciais – e, para que os pais consigam adquirir todos os produtos, têm que ganhar mais dinheiro, dedicar-se mais e mais aos empregos e menos e menos, ao mais simples: à vida familiar.
Tiro o chapéu para estas dicas, também para o momento em que demonstra que a luz do mundo nasce das crianças, das pessoas, do ambiente de amor e diversão, e que para tudo se tornar realidade, basta acreditar. Mas o autor não conseguiu alcançar a linguagem infantil. O olhar da criança não atentou para todos esses fatos. Isso tudo se destinou aos pais... Para elas ficou o grande pecado do filme: insistir na fracassada ideia de que precisamos de super-heróis. Primeiro, porque leva as crianças a idealizarem uma perfeição que não existe – todos somos perfeitos exatamente porque possuímos uma infinidade de caracteres únicos, considerados “imperfeições”, que nos torna divinamente humanos. Depois, porque para existirem os heróis, é criada a figura do vilão. Aff! Aí foi a catástrofe do filme. No momento em que o mundo passa por uma transformação energética, em que as vibrações de medo são substituídas por vibrações de harmonia e esperança, inventaram de ressuscitar o “bicho papão” – que acaba vencido pelos heróis, mas com uma condição: “somente se as crianças acreditarem nos guardiões para guardá-los do vilão”... essa estória de conseguir fé ao custo do medo é medieval e não cabe mais em nossa história, já chega! Muita coisa fofa no filme, mas as sombras dos pesadelos do bicho papão, que não eram mais estimulados, foram trazidos à tona, em formato amedrontador, como são os filmes de terror para uma gama de adultos. Isso é covarde. Cheguei a uma conclusão: não posso mais permitir a entrada de um filme infantil em meu lar sem que eu o assista, sozinha, antes. Algo está assustando os mega empreendedores para que se utilizem de artifícios assim. Provavelmente está por vir uma onda de positividade a se alastrar no Universo... é “o fim do mundo”. Sem a fé dos “pequenos cristais”, o mercado avassalador do consumismo não tem vez. Então, na forma de luz, começaram a disseminar escuridão. Estou farta. Suporto muita coisa desse mundo louco de adultos burros. Mas não aguento que se utilizem da pureza das crianças para manipulações. É hora de deixarmos as farsas de lado e verificarmos o que de fato a nós importa. E isso é urgente. Sejamos crianças. Agora!
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Olá. Voltei. E agora parece que é para ficar. Cheguei à conclusão que não dá pra fugir da gente. Não dá pra tentar se adequar a um contexto...