É... "MERITOCRACIA". Seria o mesmo que difundir a máxima: "À César o que é de César". Mas, não costumamos ver isso na prática, o mais comum é adotar-se o conhecido "QI - Quem Indica" e priorizar quem dá mais "audiência". Exigir "cumprimento de horário" e não se importar com qualidade, aptidão e produção. Premiar por estar em alta na mídia ao invés de prestigiar o indivíduo pelo respectivo talento.
SETE DE SETEMBRO. Dia de que mesmo? Será que a TV mais assistida tocou no assunto? Independência... Brasil de cores, Brasil de culturas, Brasil de riquezas. Brasil de Pessoas. Enquanto o olhar não tiver foco no indivíduo, nunca haverá a independência real. Melhor mesmo é não esperarmos pelo olhar do outro, comecemos a olhar para nós mesmos, e adotar a postura de "SE RESPEITAR NA SUA FORÇA E FÉ E SE OLHAR BEM FUNDO ATÉ O DEDÃO DO PÉ". É o começo. O resto... é consequência. Não é?
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
ANALFABETISMO FUNCIONAL
Assisti a um vídeo da entrevista de uma educadora que falava a respeito de “ANALFABETISMO FUNCIONAL”, ou seja, sobre o fato de que alfabetizar não se resume a conhecer as letras e formar frases ou saber fazer cálculos matemáticos, mas saber ler a vida, o mundo ao redor. E não é que é verdade mesmo?
A preocupação hoje é em alfabetizar em larga escala jovens e adultos, em proporcionar cotas para inclusão de estudantes no cerne das universidades do país, em modificar o português, mas o que não vemos é um verdadeiro entendimento do que seja compreender o mundo ao redor. De que adianta saber ler um texto, mas não assimilar o sentido dele, ou sequer aproveitar algo para a sua vida, para o seu crescimento pessoal? De que vale a literatura se não há uma interação, uma troca, uma curiosidade em se inteirar do conteúdo lido, um aprendizado... A teoria é muito importante, os versos, os tratados, as normatizações, os códigos linguísticos, mas de que valem se não há a prática? Os códigos linguísticos existem tão somente para facilitar a comunicação, mas se não há a aproximação das pessoas, de que vale a linguagem?
A alfabetização deve ser funcional, prática, efetiva. Interpretação textual é importante para o aprendizado na vivência. Mas é deixar-se envolver com a situação, com o momento vivido, o sentir, o absorver, o assimilar, a entrega, que é imprescindível para a interpretação do contexto vivido, ainda que as palavras não tenham sido literalmente expressadas. E ainda digo mais: há muitos eruditos analfabetos funcionais. Leitura e escrita são apenas canais, pontes – se nós não as atravessarmos para um viver prático, para uma sinergia, não haverá sentido algum nisso.
A preocupação hoje é em alfabetizar em larga escala jovens e adultos, em proporcionar cotas para inclusão de estudantes no cerne das universidades do país, em modificar o português, mas o que não vemos é um verdadeiro entendimento do que seja compreender o mundo ao redor. De que adianta saber ler um texto, mas não assimilar o sentido dele, ou sequer aproveitar algo para a sua vida, para o seu crescimento pessoal? De que vale a literatura se não há uma interação, uma troca, uma curiosidade em se inteirar do conteúdo lido, um aprendizado... A teoria é muito importante, os versos, os tratados, as normatizações, os códigos linguísticos, mas de que valem se não há a prática? Os códigos linguísticos existem tão somente para facilitar a comunicação, mas se não há a aproximação das pessoas, de que vale a linguagem?
A alfabetização deve ser funcional, prática, efetiva. Interpretação textual é importante para o aprendizado na vivência. Mas é deixar-se envolver com a situação, com o momento vivido, o sentir, o absorver, o assimilar, a entrega, que é imprescindível para a interpretação do contexto vivido, ainda que as palavras não tenham sido literalmente expressadas. E ainda digo mais: há muitos eruditos analfabetos funcionais. Leitura e escrita são apenas canais, pontes – se nós não as atravessarmos para um viver prático, para uma sinergia, não haverá sentido algum nisso.
domingo, 26 de agosto de 2012
O PODER DAS ESCOLHAS
Ontem assisti ao filme "Advogado do Diabo", com Al Pacino e Keanu Reeves (1997), mais do que atual, numa abordagem inteligente sobre a dicotomia Deus e Diabo, rituais e crenças - provavelmente para atrair e entreter o público - persuadindo-nos, simplesmente, a enxergar o fato de que nós somos os autores, diretores e protagonistas da história de nossas vidas. Fazemos escolhas diárias, e temos a oportunidade de recomeçar a todo o instante. Terminamos por perceber que a vida toca a música que dançamos, e a nós cabe escolher a dança que nos faz feliz. Quanto menos culpamos os outros e quanto mais seguimos nosso coração, mais dançamos no ritmo da felicidade. Se observarmos as crianças, veremos como as coisas são simples... Passos atentos e a sensação de que não há aonde ir, sempre vivendo, amando e aprendendo. E para qualquer pergunta "Eu fico com a pureza da resposta das crianças: é a vida, é bonita e é bonita!" beijooooooooo
sábado, 21 de julho de 2012
UM GRITO DE LIBERDADE
É incrível a vida. Quanto mais nos libertamos das amarras que nós mesmos criamos no decorrer da jornada, mais deixamos a Alma fluir e o sentido de liberdade começa a ser entendido.
Todas as experiências são o meio de colocar-nos diante de nós, e a oportunidade de conhecermos do que somos capazes. Uma força brota do interior de nosso ser e assume a liderança, guia o caminhar de momento a momento, sempre a postos para oferecer-nos a auto-preservação e nos fazer compreender que temos tudo dentro de nós, na perfeição divina que, incontestavelmente, integramos.
É um voar para dentro de si com a liberdade e a força de uma águia, a astúcia, a vivacidade, o estado de alerta relaxado, vivenciando o instante, pronta para avançar rumo ao céu azul, infinito.
A águia sabe o momento de renovar-se. Não foge das mudanças. Entende o movimento da vida como um ser a ela integrado, com a sabedoria de quem comunga com a existência sem questionamentos.
No instante em que percebe o sinal da transformação, arranca pedaço a pedaço e prepara-se para renascer. Entende que não há morte, apenas a mutação da vida.
A águia vive, aproximadamente, setenta anos. Na metade de sua existência seu bico fica enfraquecido, suas unhas também, e as pernas tornam-se pesadas pela sujeira do decorrer da vida, dificultando-lhe o vôo.
Para sobreviver, ela deverá escolher: deixar as coisas como estão e morrer, ou desafiar a dor da mudança. Normalmente, o instinto de sobrevivência fala mais alto. Ela voa até uma fenda do penhasco, fazendo o ninho onde possa se abrigar dos predadores e inicia um verdadeiro ritual de renascimento.
A águia bate o bico nas pedras até arrancá-lo e passa a esperar que nasça o novo. Arranca, com o novo bico, as unhas, uma a uma. E, quando as novas unhas surgem, arranca as penas do corpo. Renovada, retoma o vôo livre da vida.
O homem assistiu à auto-renovação da águia com o olhar focado na dor. Mas sua entrega é tão total que jamais saberemos se há espaço para sofrimento. Se há, a certeza do benefício da atitude é tamanha que ela não foge a dor. Enfrenta-a.
Os homens acostumaram-se tanto à sobrevida que levam, estão tão viciados nesse modo de vida estagnado, repetitivo, robotizado, que não escutam os sinais. Ignoram a necessidade natural de mudança, se agarram ao já conquistado, ainda que as penas estejam endurecidas, o bico gasto, e as pernas sujas dificultando o seu vôo. O medo da dor é maior do que o próprio desejo de viver. Matam-se ainda que seu corpo esteja vivo. Esquecem-se de que a Alma é tudo o que realmente possuem e que esta implora para ser ouvida e vivida.
Quando vivemos entregues ao curso da vida, não mais encaramos os desafios com sangue e dor. A certeza do crescimento, do amadurecimento, traz uma gratidão tão imensa que o que poderia ser negativo transforma-se num simples momento, que passará. É somente mais uma pena arrancada, porque a mudança se faz necessária.
O vôo da águia é maior, mais intenso, abrangente, celebrativo, leve e feliz, após o seu renascimento. É um vôo de liberdade!
Há uma águia dentro de mim. Todos os meus passos seguem no sentido de deixá-la viver, de soltá-la para os vôos nos ares da vida. Há uma águia dentro de você.
Nesse vôo há um grito, um grito de vida, para anunciar que a sabedoria se encontra em cada um de nós, que o novo sempre está presente e a nós resta aceitar o movimento da vida e arrancar o velho para receber e celebrar o novo que nos é ofertado pela existência.
Nesse momento, grito. Grito alto, um grito que salta de minha Alma, um grito que anuncia que é possível, que Ser é o único sentido de tudo, um grito de felicidade, de descoberta, de reencontro. Um grito de gratidão. Um grito de liberdade.
Todas as experiências são o meio de colocar-nos diante de nós, e a oportunidade de conhecermos do que somos capazes. Uma força brota do interior de nosso ser e assume a liderança, guia o caminhar de momento a momento, sempre a postos para oferecer-nos a auto-preservação e nos fazer compreender que temos tudo dentro de nós, na perfeição divina que, incontestavelmente, integramos.
É um voar para dentro de si com a liberdade e a força de uma águia, a astúcia, a vivacidade, o estado de alerta relaxado, vivenciando o instante, pronta para avançar rumo ao céu azul, infinito.
A águia sabe o momento de renovar-se. Não foge das mudanças. Entende o movimento da vida como um ser a ela integrado, com a sabedoria de quem comunga com a existência sem questionamentos.
No instante em que percebe o sinal da transformação, arranca pedaço a pedaço e prepara-se para renascer. Entende que não há morte, apenas a mutação da vida.
A águia vive, aproximadamente, setenta anos. Na metade de sua existência seu bico fica enfraquecido, suas unhas também, e as pernas tornam-se pesadas pela sujeira do decorrer da vida, dificultando-lhe o vôo.
Para sobreviver, ela deverá escolher: deixar as coisas como estão e morrer, ou desafiar a dor da mudança. Normalmente, o instinto de sobrevivência fala mais alto. Ela voa até uma fenda do penhasco, fazendo o ninho onde possa se abrigar dos predadores e inicia um verdadeiro ritual de renascimento.
A águia bate o bico nas pedras até arrancá-lo e passa a esperar que nasça o novo. Arranca, com o novo bico, as unhas, uma a uma. E, quando as novas unhas surgem, arranca as penas do corpo. Renovada, retoma o vôo livre da vida.
O homem assistiu à auto-renovação da águia com o olhar focado na dor. Mas sua entrega é tão total que jamais saberemos se há espaço para sofrimento. Se há, a certeza do benefício da atitude é tamanha que ela não foge a dor. Enfrenta-a.
Os homens acostumaram-se tanto à sobrevida que levam, estão tão viciados nesse modo de vida estagnado, repetitivo, robotizado, que não escutam os sinais. Ignoram a necessidade natural de mudança, se agarram ao já conquistado, ainda que as penas estejam endurecidas, o bico gasto, e as pernas sujas dificultando o seu vôo. O medo da dor é maior do que o próprio desejo de viver. Matam-se ainda que seu corpo esteja vivo. Esquecem-se de que a Alma é tudo o que realmente possuem e que esta implora para ser ouvida e vivida.
Quando vivemos entregues ao curso da vida, não mais encaramos os desafios com sangue e dor. A certeza do crescimento, do amadurecimento, traz uma gratidão tão imensa que o que poderia ser negativo transforma-se num simples momento, que passará. É somente mais uma pena arrancada, porque a mudança se faz necessária.
O vôo da águia é maior, mais intenso, abrangente, celebrativo, leve e feliz, após o seu renascimento. É um vôo de liberdade!
Há uma águia dentro de mim. Todos os meus passos seguem no sentido de deixá-la viver, de soltá-la para os vôos nos ares da vida. Há uma águia dentro de você.
Nesse vôo há um grito, um grito de vida, para anunciar que a sabedoria se encontra em cada um de nós, que o novo sempre está presente e a nós resta aceitar o movimento da vida e arrancar o velho para receber e celebrar o novo que nos é ofertado pela existência.
Nesse momento, grito. Grito alto, um grito que salta de minha Alma, um grito que anuncia que é possível, que Ser é o único sentido de tudo, um grito de felicidade, de descoberta, de reencontro. Um grito de gratidão. Um grito de liberdade.
sábado, 7 de julho de 2012
NA TELA DA VIDA
Puxa... o medo é um troço estranho... geralmente adoramos as coisas que temíamos antes de conhecer ou experimentar, não é?
As crianças têm mais facilidade em aprender as coisas porque são destemidas - pelo menos até o adulto interferir... É verdade que o medo é necessário para a auto-preservação,senão a vontade de voar não seria impedida pela altura do edifício... Mas até que ponto viveremos de fato, se insistirmos em ficar escondidos atrás de tantos medos?
Para mim, o querer se conhecer, a vontade de enxergar os reais desejos, os reais sentimentos, nos conduzem a nós mesmos. E muita coisa se revela. Ainda que não seja dito, ou mesmo demonstrado, mas a consciência já é libertadora. Diante das decobertas, é muito, muito importante assumirmos para nós mesmos e, quando for o momento, expormos para o mundo. Não importa o tamanho desse "mundo", nem o tamanho da descoberta, mas o tamanho da vontade de celebrar a libertação. Cada um sabe a hora - mas aja com verdade - não adie, ultrapasse o medo, lance para fora o que estava escondido.
SER livre é uma questão de alma, é a sensação de paz, de amor pela vida, e a cada pedaço vislumbrado, a cada esconderijo arejado, o interior fica tão grato, tão limpo... isso é liberdade. E a gente não deixa de viver, ao contrário, se mistura com tudo, literalmente. E cada pessoinha é tão única, tão fôfa, tão especial...
Quanto mais eu vivo, quanto mais experiencio e descubro coisas antes inexploradas em mim, mais encantada fico com tudo. Tenho hoje a certeza de que vejo a beleza, não ligo para rótulos e me contradigo o tempo todo porque sou viva. Assusta ainda quando sou alertada para maldades que não enxergo... as pessoas são realmente muito criativas. Acredito na pureza, a verdade existe; apenas não é única, sempre dependerá do ângulo de visão de quem a defende.
Nem sei porque estou dizendo tanta coisa agora... a verdade é que estou sentindo bastante... a intensidade de meus momentos me causa isso... são desabafos contemplativos. Ou constatações de sentimentos?
Serão diversas as formas de dizer a mesma coisa, a depender de quem diga, a depender do momento, a depender... Viu? Não há certeza alguma. Não há regra para nada. Ou há regras demais para tudo. Que abuso...
Sinta, inspire, curta, partilhe, ame, faça, viva você. Se reinvente quando quiser. A tela está em branco todos os dias. Pinte cada momento como desejar. Sem rótulos, sem regras, cuidando apenas de respeitar quem você é agora.
As crianças têm mais facilidade em aprender as coisas porque são destemidas - pelo menos até o adulto interferir... É verdade que o medo é necessário para a auto-preservação,senão a vontade de voar não seria impedida pela altura do edifício... Mas até que ponto viveremos de fato, se insistirmos em ficar escondidos atrás de tantos medos?
Para mim, o querer se conhecer, a vontade de enxergar os reais desejos, os reais sentimentos, nos conduzem a nós mesmos. E muita coisa se revela. Ainda que não seja dito, ou mesmo demonstrado, mas a consciência já é libertadora. Diante das decobertas, é muito, muito importante assumirmos para nós mesmos e, quando for o momento, expormos para o mundo. Não importa o tamanho desse "mundo", nem o tamanho da descoberta, mas o tamanho da vontade de celebrar a libertação. Cada um sabe a hora - mas aja com verdade - não adie, ultrapasse o medo, lance para fora o que estava escondido.
SER livre é uma questão de alma, é a sensação de paz, de amor pela vida, e a cada pedaço vislumbrado, a cada esconderijo arejado, o interior fica tão grato, tão limpo... isso é liberdade. E a gente não deixa de viver, ao contrário, se mistura com tudo, literalmente. E cada pessoinha é tão única, tão fôfa, tão especial...
Quanto mais eu vivo, quanto mais experiencio e descubro coisas antes inexploradas em mim, mais encantada fico com tudo. Tenho hoje a certeza de que vejo a beleza, não ligo para rótulos e me contradigo o tempo todo porque sou viva. Assusta ainda quando sou alertada para maldades que não enxergo... as pessoas são realmente muito criativas. Acredito na pureza, a verdade existe; apenas não é única, sempre dependerá do ângulo de visão de quem a defende.
Nem sei porque estou dizendo tanta coisa agora... a verdade é que estou sentindo bastante... a intensidade de meus momentos me causa isso... são desabafos contemplativos. Ou constatações de sentimentos?
Serão diversas as formas de dizer a mesma coisa, a depender de quem diga, a depender do momento, a depender... Viu? Não há certeza alguma. Não há regra para nada. Ou há regras demais para tudo. Que abuso...
Sinta, inspire, curta, partilhe, ame, faça, viva você. Se reinvente quando quiser. A tela está em branco todos os dias. Pinte cada momento como desejar. Sem rótulos, sem regras, cuidando apenas de respeitar quem você é agora.
domingo, 1 de julho de 2012
UMA QUESTÃO DE MEMÓRIA
Alguém perguntou a diferença entre decorar e memorizar... a primeira coisa que me veio foi: é uma questão de compreender, assimilar, o que se está querendo registrar na mente. DECORAR implica em repetir como um papagaio o faria, enquanto MEMORIZAR sugere o entendimento da situação e, exatamente por isso, acontece o registro na memória. Então, foi uma chuva de "entendimentos" a respeito, aquela análise de como funciona essa história para mim...
Quando tenho interesse em algum assunto, assimilo com mais facilidade e de pronto vem o registro na memória. Ainda que eu não utilize a informação com frequência, basta acessar o assunto na cabeça que vem... por outro lado, se a coisa é chata, enfadonha, ou simplesmente não desperta o meu interesse no momento,posso até repetir até "decorar", por necessidade, mas minha mente não registra. Mas a coisa não para por aí não...
E o fato de que esquecemos as coisas acontecidas na infância antes de aprendermos a falar? Sinal de que a memória tem relação com a linguagem. A linguagem facilita a compreensão das coisas, daí a memorização... e também há a relação com os sentimentos, o registro emocional, pois, ainda que não saibamos do que as pessoas estão falando, registramos o carinho, o beijo, o beliscão...
É lindo. Vivemos em uma máquina perfeita, em uma casa corpórea que funciona com todo o equipamento necessário à uma existência plena, organismos microscópicos que compõem órgãos, que exercem funções fundamentais. Sem contar com a torre de comando, o cérebro, dirigente de toda a estrutura. E é nele que estão os neurônios materializadores daquilo em que focamos... Vale a pena entrarmos mais nessa seara. No próximo encontro. Se houver interesse, vocês se lembrarão disto. É uma questão de memória.
Quando tenho interesse em algum assunto, assimilo com mais facilidade e de pronto vem o registro na memória. Ainda que eu não utilize a informação com frequência, basta acessar o assunto na cabeça que vem... por outro lado, se a coisa é chata, enfadonha, ou simplesmente não desperta o meu interesse no momento,posso até repetir até "decorar", por necessidade, mas minha mente não registra. Mas a coisa não para por aí não...
E o fato de que esquecemos as coisas acontecidas na infância antes de aprendermos a falar? Sinal de que a memória tem relação com a linguagem. A linguagem facilita a compreensão das coisas, daí a memorização... e também há a relação com os sentimentos, o registro emocional, pois, ainda que não saibamos do que as pessoas estão falando, registramos o carinho, o beijo, o beliscão...
É lindo. Vivemos em uma máquina perfeita, em uma casa corpórea que funciona com todo o equipamento necessário à uma existência plena, organismos microscópicos que compõem órgãos, que exercem funções fundamentais. Sem contar com a torre de comando, o cérebro, dirigente de toda a estrutura. E é nele que estão os neurônios materializadores daquilo em que focamos... Vale a pena entrarmos mais nessa seara. No próximo encontro. Se houver interesse, vocês se lembrarão disto. É uma questão de memória.
domingo, 17 de junho de 2012
"TER UM FILHO, ESCREVER UM LIVRO, PLANTAR UMA ÁRVORE"
Hoje entendi o que significa, para mim, o dito popular de que todos na vida devem “ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore”...
Ao ter meu filho, Juan, entendi o que é amar incondicionalmente. Descobri o verdadeiro amor, o que minha mãe afirmava sentir e eu não acreditava. Aquela felicidade contagiante apenas em ver o outro feliz, a satisfação em admirar aquele sorriso lindo no rosto, a conquista dos sonhos, a descoberta do novo... Compreender o que ele quer ainda que não tenha dito, saber o que fazer mesmo sem ter idéia alguma de como... A aceitação. Admirar os gestos, os dons. Ajudar o guri na lição mesmo jamais tendo gostado de estudar. Reclamar mesmo quando quer abraçar, por saber ser a melhor opção... Não curtir futebol, mas assistir à empolgante partida, em que o filhote virou o craque do time porque fez um gol...
É isso. É o amor. Mãe é um bicho esquisito. É massa. O filho... vira também um espelho. Somos todos espelhos, mas o amor pelo pequeno faz a gente se interessar mais em ver. Passei a me enxergar melhor. A ver minha beleza, minha inteligência, minha ternura e até “aqueles tantos vacilos”, através dele. Aprendi a ser mais compreensiva comigo. Virei mulher.
A vontade de compartilhar é grande. A cada descoberta há o querer ver “todo mundo” feliz também. A gente quer dizer o que fazer para dar tudo certo e também o que não fazer, para que não haja sofrimento. Só que não dá pra ser assim. Cada experiência é única, não dá pra sair dizendo o que fazer e o que evitar. Dá pra dizer: viva! Viva intensamente e seja feliz. Faça o que te faz bem. Siga o teu coração. E, no máximo, dizer “como foi pra mim”... Então, por que não contar por escrito? E daí o livro.
E a árvore? Até hoje eu não tinha ideia do sentido de “plantar uma árvore”, embora jamais tivesse parado para tentar entender realmente. E hoje...
Uma árvore é um símbolo muito forte da natureza. Tem suas raízes firmes e fortes fincadas no solo e todo o seu caule em direção ao céu infinito. Equilíbrio. Sua copa voltada para cima, e os ramos indicando as infinitas possibilidades. Ela filtra o ar, dá frutos, acolhe e alimenta. É símbolo de vida. Produz vida.
A eternidade. Embora sejamos únicos, há em nosso filho algo de nós. Seja em termos de genética, seja nas imitações naturais de convivência, olhando o filho vemos algo dos pais. Com o livro, deixamos registrado aquilo que quisemos dizer. Certo ou errado, momentâneo ou duradouro, ficção ou realidade, no livro ficou o que escrevi. Eu. Plantando a árvore eu compartilho minha energia, uma espécie de “reflorestamento”. Em algum momento eu irei embora, partirei dessa para outra existência, dimensão, planeta, vida... Não importa. Haverá uma transformação. Isso. Transformação. No planeta deixarei um símbolo. Outro símbolo. Minha árvore. Renascimento.
Você não tem que ter um filho, escrever um livro ou plantar uma árvore para ter realmente vivido. Certamente não é isso. Essa foi a experiência de alguém. É a minha, porque Ju é um divisor de águas em minha vida. O fato é que em tudo o que fazemos deixamos um pouco de nós. Em todo relacionamento na vida há um compartilhamento de exemplos, ações, palavras, gestos, experiências, de vida, de energia. Somos energia. Estamos nas pessoas, nas árvores, nos livros, nos bichos, em tudo. Somos muito mais do que pensamos ser. E é isso o mais importante: SER. Daqui vem tudo o mais, felicidade, amor, vida. VIVA. SEJA. FELICIDADE É CONSEQUÊNCIA.
Ao ter meu filho, Juan, entendi o que é amar incondicionalmente. Descobri o verdadeiro amor, o que minha mãe afirmava sentir e eu não acreditava. Aquela felicidade contagiante apenas em ver o outro feliz, a satisfação em admirar aquele sorriso lindo no rosto, a conquista dos sonhos, a descoberta do novo... Compreender o que ele quer ainda que não tenha dito, saber o que fazer mesmo sem ter idéia alguma de como... A aceitação. Admirar os gestos, os dons. Ajudar o guri na lição mesmo jamais tendo gostado de estudar. Reclamar mesmo quando quer abraçar, por saber ser a melhor opção... Não curtir futebol, mas assistir à empolgante partida, em que o filhote virou o craque do time porque fez um gol...
É isso. É o amor. Mãe é um bicho esquisito. É massa. O filho... vira também um espelho. Somos todos espelhos, mas o amor pelo pequeno faz a gente se interessar mais em ver. Passei a me enxergar melhor. A ver minha beleza, minha inteligência, minha ternura e até “aqueles tantos vacilos”, através dele. Aprendi a ser mais compreensiva comigo. Virei mulher.
A vontade de compartilhar é grande. A cada descoberta há o querer ver “todo mundo” feliz também. A gente quer dizer o que fazer para dar tudo certo e também o que não fazer, para que não haja sofrimento. Só que não dá pra ser assim. Cada experiência é única, não dá pra sair dizendo o que fazer e o que evitar. Dá pra dizer: viva! Viva intensamente e seja feliz. Faça o que te faz bem. Siga o teu coração. E, no máximo, dizer “como foi pra mim”... Então, por que não contar por escrito? E daí o livro.
E a árvore? Até hoje eu não tinha ideia do sentido de “plantar uma árvore”, embora jamais tivesse parado para tentar entender realmente. E hoje...
Uma árvore é um símbolo muito forte da natureza. Tem suas raízes firmes e fortes fincadas no solo e todo o seu caule em direção ao céu infinito. Equilíbrio. Sua copa voltada para cima, e os ramos indicando as infinitas possibilidades. Ela filtra o ar, dá frutos, acolhe e alimenta. É símbolo de vida. Produz vida.
A eternidade. Embora sejamos únicos, há em nosso filho algo de nós. Seja em termos de genética, seja nas imitações naturais de convivência, olhando o filho vemos algo dos pais. Com o livro, deixamos registrado aquilo que quisemos dizer. Certo ou errado, momentâneo ou duradouro, ficção ou realidade, no livro ficou o que escrevi. Eu. Plantando a árvore eu compartilho minha energia, uma espécie de “reflorestamento”. Em algum momento eu irei embora, partirei dessa para outra existência, dimensão, planeta, vida... Não importa. Haverá uma transformação. Isso. Transformação. No planeta deixarei um símbolo. Outro símbolo. Minha árvore. Renascimento.
Você não tem que ter um filho, escrever um livro ou plantar uma árvore para ter realmente vivido. Certamente não é isso. Essa foi a experiência de alguém. É a minha, porque Ju é um divisor de águas em minha vida. O fato é que em tudo o que fazemos deixamos um pouco de nós. Em todo relacionamento na vida há um compartilhamento de exemplos, ações, palavras, gestos, experiências, de vida, de energia. Somos energia. Estamos nas pessoas, nas árvores, nos livros, nos bichos, em tudo. Somos muito mais do que pensamos ser. E é isso o mais importante: SER. Daqui vem tudo o mais, felicidade, amor, vida. VIVA. SEJA. FELICIDADE É CONSEQUÊNCIA.
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