sexta-feira, 24 de julho de 2020

O PODER DO AMOR


Acabei de assistir ao filme Patch Adams, com Robin Williams, de 1993. Assisti, pela primeira vez, em sua estreia, e hoje fui revisitá-lo... Vale a pena demais!
O cara se internou numa clínica psiquiátrica (hospício mesmo) porque já havia tentado se suicidar, e lá descobre que sua empatia e vontade de ajudar ao outro tem o poder de cura. Sai com um propósito: estudar medicina para ajudar as pessoas. E sabe qual foi o seu maior obstáculo? Não foi o fato de que não era mais um adolescente para estar naquela faculdade; não foi o fato de ter suas próprias questões emocionais; não foi o fato de usar um nariz de palhaço para tratar dos doentes numa época em que não se ouvia falar em terapia do riso... Não. A maior dificuldade que encontrou em seu caminho foi o enrijecimento da instituição, a visão estreita e conservadora do sistema. E, mesmo assim, isso não o parou, ele plantou a semente, facilitando as coisas para nós.
Você nunca assistiu? E pretendia ver? Não se preocupe. Não há spoiler aqui, dei uma mera sinopse, porque, na verdade, não vim falar do filme, que retrata uma história iniciada em 1969, ele me serviu como uma boa desculpa...
A vontade de vencer a estagnação foi o que me trouxe aqui. Ver o mundo sempre com medo do novo, do diferente, me fez parar para escrever essas palavras. Até porque esse medo não tem o poder apenas de paralisar, mas também pode trazer à tona um egocentrismo sem tamanho que pode fazer com que a pessoa faça escolhas prejudiciais ao mundo ao redor.
Século XXI, pós descoberta da quântica, da inserção na medicina oficial da abordagem alternativa, e as estruturas ainda engessam o novo, as pessoas ainda veem com ressalvas os métodos holísticos e ainda se revelam presas aos medicamentos e à segurança do velho conhecido que só trata os sintomas...
E, muitas vezes, não é por falta de informação. Temos a internet ao nosso dispor, o acesso às redes sociais, a pesquisa e comunicação rápidas que permitem conhecer as novidades, os acontecimentos e até descobrir quais são as publicidades enganosas.
Bem ou mal, quase todo mundo conhece a homeopatia, que já é especialidade médica desde 1980, e ouviu falar que a Organização Mundial de Saúde vem apoiando as práticas alternativas de tratamento. E quanto à Terapia Holística? Você conhece, já experimentou, ao menos sabe em que consiste?
A Terapia Holística vem desde Hipócrates, o mais famoso dos médicos, o “pai da medicina”. Numa época em que se atribuía as doenças aos maus espíritos e demônios, ele inovou com os tratamentos de origem natural (ervas, massagens, argila, compressas...). E, com o passar do tempo, a coisa avançou, a bioeletrografia permitiu ver energia, a neurociência se aprofundou a nível atômico... Então, técnicas que focam em cura energética deveriam já ser mais comuns, não é mesmo?
Como a finalidade da holística é cuidar do ser humano como um todo, na íntegra, visando a sua cura por completo, corpo, mente e alma; e como o significado real da medicina vem da própria palavra: “arte da cura”; podemos concluir que: promover tratamento e cura do outro não precisa ser algo rígido, limitado. Mais do que doentes do corpo, nós, seres humanos, estamos doentes da alma.
Eu aplaudo os profissionais da área de saúde que abraçam o novo, que incorporam as ideias diferentes, porque vislumbram a cura, porque sua meta é contribuir para o bem estar de seus pacientes. Eu aplaudo a medicina integrativa, porque este médico enxerga o ser humano que está diante dele, sua visão se amplia, ele aceita as várias técnicas voltadas ao cuidado com seu paciente, ele visa a promover a qualidade de vida. Eu aplaudo os terapeutas holísticos que, apesar de tudo, continuam vivendo sua missão.
Precisamos mergulhar em nós mesmos, precisamos aprender a nos conhecer para que possamos entender o que nos acontece. A partir desse autoconhecimento as portas se abrem, e a saúde se faz, de dentro para fora. Portanto, pesquise, procure conhecer, se atualize. Conheça a infinidade de possibilidades ao seu dispor, expanda seus horizontes.
E voltando ao Patch Adams – que, por sinal, ainda vive no Planeta – sua mola propulsora, seu combustível, sua própria autocura, vem de uma palavrinha de quatro letras que é muito utilizada, mas pouco vivenciada, e é a cura em si mesma: A M O R.

Beijos de luz!!!

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