Acabei de assistir ao filme
Patch Adams, com Robin Williams, de 1993. Assisti, pela primeira vez, em sua
estreia, e hoje fui revisitá-lo... Vale a pena demais!
O cara se internou numa
clínica psiquiátrica (hospício mesmo) porque já havia tentado se suicidar, e lá
descobre que sua empatia e vontade de ajudar ao outro tem o poder de cura. Sai com
um propósito: estudar medicina para ajudar as pessoas. E sabe qual foi o seu
maior obstáculo? Não foi o fato de que não era mais um adolescente para estar
naquela faculdade; não foi o fato de ter suas próprias questões emocionais; não
foi o fato de usar um nariz de palhaço para tratar dos doentes numa época em
que não se ouvia falar em terapia do riso... Não. A maior dificuldade que
encontrou em seu caminho foi o enrijecimento da instituição, a visão estreita e
conservadora do sistema. E, mesmo assim, isso não o parou, ele plantou a
semente, facilitando as coisas para nós.
Você nunca assistiu? E
pretendia ver? Não se preocupe. Não há spoiler aqui, dei uma mera sinopse,
porque, na verdade, não vim falar do filme, que retrata uma história iniciada em 1969, ele me serviu como uma boa desculpa...
A vontade de vencer a
estagnação foi o que me trouxe aqui. Ver o mundo sempre com medo do novo, do
diferente, me fez parar para escrever essas palavras. Até porque esse medo não
tem o poder apenas de paralisar, mas também pode trazer à tona um egocentrismo
sem tamanho que pode fazer com que a pessoa faça escolhas prejudiciais ao mundo
ao redor.
Século XXI, pós descoberta
da quântica, da inserção na medicina oficial da abordagem alternativa, e as
estruturas ainda engessam o novo, as pessoas ainda veem com ressalvas os
métodos holísticos e ainda se revelam presas aos medicamentos e à segurança do
velho conhecido que só trata os sintomas...
E, muitas vezes, não é por
falta de informação. Temos a internet ao nosso dispor, o acesso às redes
sociais, a pesquisa e comunicação rápidas que permitem conhecer as novidades,
os acontecimentos e até descobrir quais são as publicidades enganosas.
Bem ou mal, quase todo mundo
conhece a homeopatia, que já é especialidade médica desde 1980, e ouviu falar que
a Organização Mundial de Saúde vem apoiando as práticas alternativas de
tratamento. E quanto à Terapia Holística? Você conhece, já experimentou, ao
menos sabe em que consiste?
A Terapia Holística vem desde
Hipócrates, o mais famoso dos médicos, o “pai da medicina”. Numa época em que
se atribuía as doenças aos maus espíritos e demônios, ele inovou com os
tratamentos de origem natural (ervas, massagens, argila, compressas...). E, com
o passar do tempo, a coisa avançou, a bioeletrografia permitiu ver energia, a
neurociência se aprofundou a nível atômico... Então, técnicas que focam em cura
energética deveriam já ser mais comuns, não é mesmo?
Como a finalidade da
holística é cuidar do ser humano como um todo, na íntegra, visando a sua cura
por completo, corpo, mente e alma; e como o significado real da medicina vem da
própria palavra: “arte da cura”; podemos concluir que: promover tratamento e
cura do outro não precisa ser algo rígido, limitado. Mais do que doentes do
corpo, nós, seres humanos, estamos doentes da alma.
Eu aplaudo os profissionais
da área de saúde que abraçam o novo, que incorporam as ideias diferentes,
porque vislumbram a cura, porque sua meta é contribuir para o bem estar de seus
pacientes. Eu aplaudo a medicina integrativa, porque este médico enxerga o ser
humano que está diante dele, sua visão se amplia, ele aceita as várias técnicas
voltadas ao cuidado com seu paciente, ele visa a promover a qualidade de vida. Eu
aplaudo os terapeutas holísticos que, apesar de tudo, continuam vivendo sua
missão.
Precisamos mergulhar em nós
mesmos, precisamos aprender a nos conhecer para que possamos entender o que nos
acontece. A partir desse autoconhecimento as portas se abrem, e a saúde se faz,
de dentro para fora. Portanto, pesquise, procure conhecer, se atualize. Conheça
a infinidade de possibilidades ao seu dispor, expanda seus horizontes.
E voltando ao Patch Adams –
que, por sinal, ainda vive no Planeta – sua mola propulsora, seu combustível,
sua própria autocura, vem de uma palavrinha de quatro letras que é muito
utilizada, mas pouco vivenciada, e é a cura em si mesma: A M O R.
Beijos de luz!!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário