Ontem assisti a um filme muito interessante: “Café com amor”. Enredo suave, com ares de comédia romântica, abrindo as portas do espectador para ouvir sua mensagem, numa abordagem simples e muito inteligente, instigando o que há por trás de nossa “realidade”. Quem já viu “Matrix”, ou o seriado “Touch” vai entender um pouco do que digo. Sabe a ideia de que a realidade não é o que vivemos? De que estamos diante do “Maya”, de pura ilusão, acreditando piamente que somos essa personagem que acorda todos os dias para estudar, trabalhar, lutar, viver? Há algo maior por trás, nas entrelinhas, nas estrelas, noutros planetas, em outros planos, outras dimensões? Pois então: de uma forma suave, a estória transforma uma garota de doze anos em programadora de um sistema em que todos somos avatares e, com livre arbítrio, criamos a realidade em que vivemos. Como uma infinidade de grãos de areia que, ao se juntarem formam um todo sólido, em que cada partícula é essencial para a formação da estrutura. E mais: a atitude de um tem influência no funcionamento do todo.
A personagem do filme que dá a própria vida para salvar a garota com quem sequer mantinha relação, com quem não possuía qualquer vínculo, foi desligada do programa, tornando-se independente do jogo, somente por ter demonstrado não depender dele. Algo que acredito tenha sido firmado pelos iluminados da história, como Buda, Jesus, Maomé, Lao Tsé, e tantos outros. É o “estar no mundo e não fazer parte dele”, como já disse o velho Osho. Bem, é certo que isso é verdade, somos muito mais do que vemos e sentimos. E lembrando outra passagem desta mesma figura: “não se apegue, mas crie limo”. Esse limo é delicioso e quanto mais mergulho no prazer de viver, mais livre me sinto.
Visite o site www.laircohim.com
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
"CASA DE BONECAS", de HERIK IBSEN
Mexeu comigo. Li envolvida com a estória, com uma gana de conhecer a fundo as possibilidades de Nora. Uma mulher tratada como objeto, como retardada, como um bibelô inútil, incapaz de pensar por si mesma, como alguém que precisa de um homem para lhe dizer o que fazer. Tão inteligente. Inteligente ao ponto de buscar em si um potencial de boneca, e conseguir representar um papel tão convincente a si mesma, que ela própria acreditava ser frágil e dependente, de um “grande homem” que a protegeria acima de qualquer coisa. Era de esperar que o amigo Hank fosse servir de substituto, de “amor verdadeiro” a substituir o fracasso do marido cheio moralismo e “honra”...
Mas Ibsen me surpreendeu. Conseguiu oferecer mais do que supunha. Como homem, ele viu mais do que a época permitia. “Por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher”. Uma máxima que, certamente, vem daí, da visão de quem não temia a opinião comum, a aceitação social, o costume permissível... É de tirar o chapéu. Ele não temeu mostrar a mulher como ser humano capaz e de tamanha sensibilidade e astúcia que conseguia contornar e compor as situações a que estava destinada com proeza, com uma sagacidade incrível. Derrubou estereótipos. Será? Já me senti Nora. E eu sou do século XX. Sei o que é fingir estupidez para deixar o homem parecer mais esperto. E era daquela forma mesmo: inocentemente. Era um acreditar que certamente ele sabia mais, ainda que não conseguisse compreender certas atitudes...
Ainda hoje, século XXI, as mulheres temem demonstrar quão inteligentes são para não amedrontar os parceiros ou as promessas de parceria... e as que se revelam, realmente, intimidam. Ganhar mais, ter iniciativa, a resistência física e emocional, de certa forma tem de ser algo disfarçado, porque não se pode revelar a fragilidade do macho.
Ibsen, em pleno século XIX, teve a coragem de gritar tal falseta, e não sei, mas desconfio que havia alguma mulher por perto, alguma Nora, confiante e corajosa, ao ponto de enfrentar o preconceito e a retaliação social, servindo de alerta para o outro lado da moeda, o que indica a grandiosidade do potencial feminino, a inspirá-lo. A grandiosidade da força feminina é tanta que a história demonstra a insistência em enfraquecê-la, em fazer uma lavagem cerebral constante no sentido de fazê-la acreditar que é menos do que é. Não há homem capaz de reduzir uma mulher. Somente ela pode fazê-lo. E nesse sentido caminhou a história, sempre. Fazendo a mulher traçar como rota, como destino, um homem. Essa é a única forma de detê-la. E chamamos isso de romantismo.
Amar é libertador. Mulheres do século XXI: sejam. Se o homem É, ele se apaixonará perdidamente por você. O que você não pode é se diminuir para torná-lo maior, porque isso é impossível. Você é que estará se escondendo de si mesma.
Mas Ibsen me surpreendeu. Conseguiu oferecer mais do que supunha. Como homem, ele viu mais do que a época permitia. “Por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher”. Uma máxima que, certamente, vem daí, da visão de quem não temia a opinião comum, a aceitação social, o costume permissível... É de tirar o chapéu. Ele não temeu mostrar a mulher como ser humano capaz e de tamanha sensibilidade e astúcia que conseguia contornar e compor as situações a que estava destinada com proeza, com uma sagacidade incrível. Derrubou estereótipos. Será? Já me senti Nora. E eu sou do século XX. Sei o que é fingir estupidez para deixar o homem parecer mais esperto. E era daquela forma mesmo: inocentemente. Era um acreditar que certamente ele sabia mais, ainda que não conseguisse compreender certas atitudes...
Ainda hoje, século XXI, as mulheres temem demonstrar quão inteligentes são para não amedrontar os parceiros ou as promessas de parceria... e as que se revelam, realmente, intimidam. Ganhar mais, ter iniciativa, a resistência física e emocional, de certa forma tem de ser algo disfarçado, porque não se pode revelar a fragilidade do macho.
Ibsen, em pleno século XIX, teve a coragem de gritar tal falseta, e não sei, mas desconfio que havia alguma mulher por perto, alguma Nora, confiante e corajosa, ao ponto de enfrentar o preconceito e a retaliação social, servindo de alerta para o outro lado da moeda, o que indica a grandiosidade do potencial feminino, a inspirá-lo. A grandiosidade da força feminina é tanta que a história demonstra a insistência em enfraquecê-la, em fazer uma lavagem cerebral constante no sentido de fazê-la acreditar que é menos do que é. Não há homem capaz de reduzir uma mulher. Somente ela pode fazê-lo. E nesse sentido caminhou a história, sempre. Fazendo a mulher traçar como rota, como destino, um homem. Essa é a única forma de detê-la. E chamamos isso de romantismo.
Amar é libertador. Mulheres do século XXI: sejam. Se o homem É, ele se apaixonará perdidamente por você. O que você não pode é se diminuir para torná-lo maior, porque isso é impossível. Você é que estará se escondendo de si mesma.
Assinar:
Comentários (Atom)
Autoconhecimento: a chave da saúde
02/02/22. Esse foi o dia do lançamento do meu novo livro "Autoconhecimento: a chave da saúde", uma chave que abre todas as portas ...
-
Vejam só... encontrei uma publicação minha de 21 de janeiro de 2010 que, mais de sete anos após, ainda se encontra super atual e importante...
-
Hoje entendi o que significa, para mim, o dito popular de que todos na vida devem “ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore”... ...
-
Olá meu amores! Recebi uma mensagem de vídeo e áudio de um amigo, no whatsapp, que me trouxe imediatamente aqui para compartilhar com voc...