sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O lugar para onde basta Ser

Parece tão óbvio agora que preciso te dizer... dizer que não há lugar para ir. Olhamos para o céu, olhamos aquela estrela e imaginamos: "minha casa".
A história no Planeta é passageira, isto é fato. Não discordamos que vivemos como visitantes na mãe Terra. Sabemos da importância de estarmos presentes em cada momento, de sermos intensos e sentirmos cada experiência como se fosse a única, como se estivéssemos com vida apenas se pudermos sentir e presenciar cada segundo de nossa existência. Até ao dormir sabemos: a matéria descansa, mas a alma viaja para mais uma aventura...
É. Sabemos da concretude de toda a abstração que nossa imaginação pode criar. Sabemos que, por mais que investiguemos, nunca estará esgotado assunto algum, pois os mistérios da vida são infinitamente intermináveis...
A atitude mais acertada para nós que expressamos em palavras nossas vivências, é iniciar o texto com reticências e finalizá-lo com dois pontos. Tal qual Clarice em Aprendizado, uma oportunidade que teve ela de indicar a imprecisão necessária para compartilharmos o que quer que seja, pois que as verdades não podem realmente ser escritas, já que verdades são grãos de areia soprados ao vento...
Eis que o acaso não existe. Não existem coincidências e são as sincronicidades que permitem essa perfeição harmoniosa a nos ligar a todos e ao Todo. Por isso estou aqui e agora. Estamos juntos nessa jornada. Estaremos sempre conectados. O meu fio tem um elo com o seu. E o nosso está ligado em cadeia, a cada ser, a cada unidade cósmica que compõe a colcha de retalhos luminosos do Universo.
Eu sequer sabia o que iria dizer... Não sabíamos por onde começar, mas ao tocar o teclado estávamos aqui, juntos, traçando linhas e letras, compondo a canção do compartilhar...
Minha música e sua música são tocadas juntas, com teclas e linhas imaginárias, ao som do silêncio, e ao barulho do vento ao longe, lá nas montanhas invisíveis do horizonte marítimo.
Sinto como se Saint Germain estivesse se manifestando aqui e agora. Tem a cara dele essa gaiatice de me fazer ser eu e, ao mesmo tempo, todos nós. A primeira pessoa do singular se mistura à primeira pessoa do plural, mas não há incorporação alguma, há a nossa amiga sintonia, há a harmonia, o elo da energia cósmica que me abastece e a energia cristal que nos enriquece da força e luz da vida universal...
Não há porque esperar retorno para casa. Não há porque esperar a visita de algum irmão de outra galáxia ou dimensão interestelar. Já estamos todos aqui. Já estamos em casa. E não é do Planeta que falamos. Não é de encarnação ou de vidas passadas, presentes ou futuras. Estamos falando da razão de tudo, do motivo pelo qual existe a vida, do porque nos encontramos todos reunidos na experiência terrena, seja habitando um corpo 3D, vivente no "mundo Terra", seja vivenciando a dimensão espiritual, seja guardando e velando por todos nós, da quarta, quinta, sexta ou qualquer outra dimensão trans-sensorial, há uma razão maior para tudo: o retorno.
O retorno não é físico, não direciona um local, um lugar para onde ir, mas uma presença. É um mergulhar em si, o parar com o barulho mental e o sentir a presença de alguém, de uma força inimaginável, um poder de simplesmente ser, uma força que brota de dentro e se espalha e se expande e se mistura, como se a gente crescesse, expandisse e pudesse comportar o mundo inteiro dentro de si. E esse "mundo" é infinito, é glamouroso, grandioso, infinito, e cabe num grão de areia.
É isso. É para onde vamos. Para lugar algum. Já estamos em casa. Precisamos apenas ter a consciência disso. Amor. Esse é o caminho. É o que mais gosto nessa menina. Ela fala minha língua. Nós. A linguagem do amor. Venha, mergulhe, sinta. E voltemos para casa. Boa viagem.


 

domingo, 1 de janeiro de 2017

O MOMENTO É AGORA

Eis que um novo ano se inicia. A oportunidade de um recomeço, de corrigir falhas, de tentar novamente, de ter ideias novas, de investir na esperança de dias melhores... E por que esperar tanto de uma transição anual? Por que apostar nas cores da roupa, nas simpatias de fins de ano, nas mentalizações da "hora da virada"?
Fomos treinados a esperar. Somos estimulados, diariamente, a desejar, a planejar o que fazer no final de semana, no feriado, no aniversário, Natal, réveillon... E o que fazer do momento presente? Diante da rotina, da corrida diária, como devemos agir? Por que esperar para ser feliz amanhã? Por que guardar a melhor roupa, as mentalizações, os desejos, a expectativa, para uma noite por ano?

Todos os dias são grandes viradas. A todo momento podemos mudar de atitude, fazer diferente, construir sonhos, criar realidades. Não há razão para esperar tanto, para jogar tanta expectativa numa transição apenas. Temos a oportunidade de mudar todos os dias, horas, minutos, segundos... o grande momento É AGORA. O momento de sorrir, de cantar, de acreditar, de conquistar, é exatamente este milésimo de segundo em que digito a próxima palavra. Por que então eu deveria deixar para te dizer isso amanhã? Ou por que diria ontem? O momento é esse instante em que meu ser pediu pra falar, esses minutos em que meus dedos correm pelo teclado como se não houvesse alternativa alguma além de escrever para vocês...

E tudo na vida é assim. Tudo tem a sua hora, e todos os momentos são a chave para sermos o que nos propusermos ser. E toda a oportunidade é ímpar e perfeitamente encaixada com a estrutura montada pelo Universo. Não existe "perdi o ônibus", ou "podia ter feito". Não. Tudo é para ser exatamente como é. Nós é que precisamos acordar para o aprendizado do não deixar para depois o que se apresenta agora. De não encarar o dia de hoje como "comum" e só valorizar "aquele dia que irá chegar". É preciso abraçar o hoje, realizar o melhor de nós agora, mentalizar, amar, apoiar, perdoar, acreditar, neste dia vivido. Na manhã seguinte, teremos a colheita do aprendizado e uma nova oportunidade de recomeçar e fazer os ajustes necessários.

Sonhar e planejar é inerente à nossa natureza, faz parte do movimento, da vida. Mas, é o instante presente que prepara o próximo, e o seguinte... é a ação de hoje que constrói o dia de amanhã. Então a magia acontece todos os dias. A possibilidade de arriscar, a emoção de estar vivo, e o aprender a voar, se apresentam agora.

sábado, 17 de dezembro de 2016

"UMA VOZ PELA PAZ"

Olá meus amores...

Ontem estivemos no evento da "Arte de Viver", na Concha Acústica: "Uma voz pela paz", com a presença de Ravi Shankar, uma daquelas pessoas que só o sorriso e o brilho no olhar já emanam amor e paz...
Um amigo me perguntou: você o conhece? O que sabe sobre ele? Pois é. Não o conhecia, nunca tinha ouvido falar, mas o assunto era paz, meditação coletiva, então dei logo um jeito de ir.

Aquela Concha lotou de gente. Pessoas felizes por estarem reunidas ali. Um "guru" indiano iria compartilhar. Algo que nos chamou a atenção quando chegamos, foi a presença de muitos policiais na platéia, e depois na orquestra... Até nos ser revelado: agora, a polícia também medita. Esse é um dos projetos da Arte de Viver. Que maravilhoso!!!

E enquanto aguardávamos Ravi, havia orquestra e coral, e as músicas passearam por muitas crenças, desde mantras à aleluias, numa demonstração de algo fundamental: não importa qual o seu "ismo", ou se você sequer adere a algum. O Amor... essa é a religião do Universo! E eles deram um show de alegria e entrega...Até tocaram "Além do Arco Íris"...

E lá estava Ravi... A leveza das palavras, do caminhar, a gaiatice fofa, o jeito simples e amoroso de uma alma iluminada. Senti amor. Aquele homem emana amor. Sua mensagem vem da alma... Grata. Muito grata.

Feliz por ter participado. Meditar coletivamente é fantástico! Senti a energia tomar conta de meu corpo por inteiro, o amor transbordando de meu ser... e eu não estava sozinha, havia centenas de pessoas ali, unidas pelo mesmo objetivo: PAZ! Imagine a luz divina que foi emanada para o Planeta...

É isso. Para isso viemos. O encontro da paz em cada um de nós funciona como um bálsamo curador, nossas luzes acesas iluminam cada canto escuro. É disso que precisamos. O mergulho nas profundezas de nossa alma, da nossa verdadeira face, faz com que enxerguemos melhor o outro; a compreensão traz o perdão, o amor, a cura. Muito grata porque há muita gente buscando a paz, aqui, ali, em todos os lugares do mundo. Porque há muita gente querendo autoconhecimento e utilizando ferramentas positivas. Porque a tecnologia permite que divulguemos mais, que compartilhemos mais. Porque quanto mais amor emanamos, mais a colcha de luz cresce e mais unidos estaremos. Como É.

E que meditemos mais, que foquemos no bem, que saibamos transformar a nós mesmos, para que a compaixão nasça, o amor cresça e a paz seja a realidade universal. 
 
Muito grata VIDA!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

ROTAS SEM FIM

Estou em um daqueles momentos estranhos... A vida me mostra um caminho, eu sigo, me jogo, mergulho de cabeça como é do meu feitio, e, de repente, muda tudo, parece que nada é realmente aquilo que eu imaginava...
Então uma nova senda se abre, um objetivo diferente, uma outra brincadeira, e, mais uma vez, estou eu empolgada, envolvida na jornada que se segue...
Rindo, rindo, rindo... sempre rindo, porque me divirto com essa insegurança. Sinto-me totalmente amparada, sei que sou protegida, que não importa por onde ande, estou sempre voando... E ainda não sei o que me reserva, não compreendi de fato se há alguma finalidade em tudo o que está acontecendo. Mas sei que não precisa ter. Um lado quer as definições, quer alcançar um objetivo, quer obter os resultados, mas outro é tão doido, tão lindo, que não está se importando de fato com nada, que não se preocupa, que apenas se diverte em se ocupar com cada novidade que aparece, e a vida tão viva como é, se mistura comigo como se fosse uma chama, um fogo ardente que apaga com tempestades, mas ressurge logo que o calor do sol emana seus raios incessantes...
Empolgada... essa é uma sensação que eu amo. Se vem aquela agonia de me pensar presa, logo algo se põe dançando em minha frente, num agradável convite, chamando para que eu mergulhe... adoro isso! E, mais uma vez, não sei se é algo para ter resultados, ou se é aquele resultado que independe das aparências, aquilo que  mexe por dentro e me modifica, ainda que, aparentemente, pareça que nada aconteceu. Mas, eu sei, eu sinto, eu vejo, não é a mesma aquela que sinto pulsar em mim, algo novo nasceu, e, como sempre, meu templo não comporta tanto, e o transbordamento acontece. É fato.
Eis que surge aquela gratidão imensurável, o plexo intensifica, o coração cresce, a vontade de voar vem de tal forma que pareço estar flutuando, ainda que sinta o peito dos pés amassados no puff do quarto, as caimbras...
Momento dos Xamãs... meu lado indígena está presente, fortalecido, sinto a liberdade, sinto a ausência de forma, uma linguagem diferente surge em minha mente, e os cheiros... a percepção dos cheiros tem andado mais aguçada. Eu não tinha parado para pensar em nada disso, mas agora me parece tão óbvio... os textos que chegam nesses últimos dias se mostram regados do misticismo indígena. Não há coincidência. Sincronicidades definem essa conectividade, a ligação de tudo o que sintoniza na mesma frequência. E eu que achava estar desconectada esses dias... loucura. Loucura o que diz a mente pra manter a robotização em alta. Mas, mais louca é a alma liberta, que se apoia na consciência, aquela testemunha silenciosa que acompanha a multidão tagarela mental, e consegue me fazer lembrar de mim, me fazer estar aqui, agora, nesse instante.
Amo muito. Amo até quando acho que estou odiando. É o amor que me faz pulsar. Não sei viver de outro modo. Preciso aprender ainda, preciso precisar, porque só isso justifica tudo. Senão nada faria sentido...
E que as forças da natureza, os raios de luz, a mística da vida, tragam, para mim, cada vez mais, o céu sem núvens.
  

quarta-feira, 29 de junho de 2016

NÃO GOSTO DISSO

Eu gosto de gente, gosto de bicho, gosto de plantas, de flores, de cores, do preto, do branco, do silêncio, do som, da noite, do dia, do sol, da chuva, de estrelas... Gosto da vida. Gosto das diferenças. Gosto do que vejo e gosto do invisível. Gosto do humano e do super humano. Gosto do riso solto e das lágrimas. Até já acho graça de quem não gosta de mim. Gosto de um monte de coisas e gosto de gostar...
Mas uma coisa eu sei que não gosto e não sei lidar com isso: desumanidade.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

E O QUE HÁ REALMENTE PARA DIZER?

Será que tenho algo a te dizer? Será que quero de fato? Há momentos em que prefiro só olhar, apenas observar o movimento, as sacudidas, o ensejo... o silêncio me ensina. Sua ação, sua fala, seu olhar, suas reações loucas. Prefiro assistir e aprender. É uma vivência. Não deixo de estar atuando, não deixo de estar experimentando, mas é uma ciência diferente. A platéia em mim fica mais ativa, a visão da mente coletiva se amplia, e as alternativas... estas ficam mais numerosas e criativas.
É um observar fortalecido, consciente. E até a minha narrativa aqui, termina por ser descritiva.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

MOMENTO DE POLÍTICA

Hoje estamos num momento de política. O país não está dividido da forma que dizem: "coxinhas" e "mortadelas". Não. Está disperso, confuso, imerso na energia do medo. Medo de se mostrar,  medo de perder, medo de errar...
Os conflitos políticos não dividem de verdade. Todos eles estão do mesmo lado. Estão, como sempre, tentando repartir o bolo de modo que saiam ganhando conforme o planejado. E o país se move, as pessoas escolhem lados, defendem teses, apontam soluções, discutem como quando se preparam para assistir a um jogo de futebol ou quando tentam pregar a sua opção religiosa como a única solução para a "salvação"...
O fato é que não há confiança. A coisa do desacreditar, do duvidar, do olhar o outro como rival, do medo de ditaduras, aumento dos preços, perda de empregos, perseguições, tudo isso está sendo divulgado e disseminado, mas, na prática, não é uma questão de solução política.
Não somos apenas uma personae. Não somos apenas uma máquina humana pensante, cujo organismo biológico super desenvolvido nos destaca perante os demais seres vivos habitantes do Planeta. Essencialmente, e principalmente, SOMOS SERES DE LUZ. Verdadeiramente, a luz é a nossa essência, formamos uma colcha de retalhos, um a um, todos nós, uma colcha luminosa e radiante. Precisamos tomar consciência disto hoje, já.
Se você acredita em um deus, em santos, em guardiões, em entidades invisíveis, em elfos, fadas, magos, seja qual for a sua crença, É VERDADE. É a sua verdade. Só peço que sinta essa FORÇA dentro de si. Peço que tome consciência de que a divindade, a força astral, a magia, isto é inerente a você e precisamos de sua LUZ ACESA agora.
Não divida. Some. Esqueça o medo. Sejamos corajosos e vamos investir no AMOR. Deixe um pouco de lado as indignações com a corrupção alheia e aja segundo a ética que você tanto deseja no outro. Foque em si agora. Enxergue todo esse amor que tem aí dentro para ser compartilhado. Veja esse prazer de ser honesto, de ser verdadeiro, vir à tona, transbordar de você. Ainda que tenha receio da reação das pessoas, SEJA VOCÊ.
E a cada minuto que um sorriso é compartilhado, um abraço vem bem apertado, o olhar de confiança lhe é dado, a nossa energia luminosa vem à tona, e o melhor de cada um será o resultado.
Essa é a forma de contribuir nesse momento de "caos". Esse momento é um momento. Você, Eu, somos eternos.
Vamos dar o nosso melhor, vamos agir no dia a dia com ética, investir na verdade, vibrar confiança e amor, e nosso deus, cosmos, astral, santos, entidades, todas essas forças de luz irão cuidar das transformações e preparar um PRESENTE DE PAZ.

Autoconhecimento: a chave da saúde

02/02/22. Esse foi o dia do lançamento do meu novo livro "Autoconhecimento: a chave da saúde", uma chave que abre todas as portas ...