domingo, 17 de julho de 2011

SEI LÁ...

Teimamos em fazer essa divisão: o lado invisível e o lado material. O espírito e a matéria. Por que separar? Por que definir em lado bom e lado ruim? É tanta distinção, é tanta corrente, tanta religião...
O fato é que somos o que somos. Há em nós uma coisa gigante e imensurável, que não sabemos definir realmente e, por isso, deixamos que outros o façam, os pais, os mestres religiosos e, então, acatamos a definição que mais se aproxima ao que sentimos. Daí as religiões, seitas, grupos...
Em meio aos choros, dúvidas, medos, amores, alegrias, ansiedades, lutas, cansaços, euforias, há algo em cada um de nós que faz uma diferença tremenda. Algo que fortalece, sustenta, mantém, levanta com tanta força – principalmente no momento em que parece que não há jeito a dar... Quase a totalidade das pessoas chama de Deus, Universo, vida... O que realmente significa?
Pra que saber? O que saber? Passamos a vida buscando entender algo que dispensa entendimento. De que adianta saber o significado e poder explicar? A sensação, o sentimento, a força, permanecem ainda que não saibamos denominar. Certamente não vem de fora, é nosso. Certamente não é coisa para “escolhidos” “para poucos”, “para grupos” como insistem em querer disseminar... É total. É preenchimento em cada um, em todos nós. Todos têm força própria para continuar ou desistir, para gritar ou calar, para permanecer ou mudar, para somar ou dividir, para ser ou estar. Todos temos esse tal “Deus” em nós.
Não adianta rotular, separar, querer diminuir o que vemos, o que temos palpável, na matéria, em prol de algo invisível, “de planos superiores”. Não adianta menosprezar o que não enxergamos com os olhos do corpo, acreditar que só é real o que pegamos com as mãos. Chega gente. Pra mim chega. Andei, andei, rodei, busquei, cheguei a achar que nada do mundo servia, que até atrapalhava, porque o invisível, o divino seria solução, a verdade, o certo. Cheguei a acreditar que as pessoas ao redor podiam estar minando energias positivas, da alma, do ser... Que nada!
Somos o que somos. Tudo está perfeito. Tudo é perfeito. Se somos carne, matéria, românticos, egoístas, espiritualistas, buscadores, materialistas, generosos, medrosos, confiantes, somos gente. Somos força, destemor, grandiosidade, inexplicáveis, capazes de voar, de inventar, de recriar, de gerar, de amar, de cuidar, somos alma.
Percebo que temos tudo o que necessitamos em nós mesmos. E não importa o que digam os grupos. Sejam eles sociais, sejam buscadores do invisível, estejam movidos por medo, por curiosidade, por natureza, por acreditarem na magia, no amor, somos todos vida.
Esse é o sentido pra mim. Certos e errados, humanos e divinos, bons e inseguros, repletos e carentes, andarilhos e viajantes do espaço, seja com o céu como limite, seja multidimensional, em tudo há um eu existindo. O eu Eu e o eu Você. Nós. Vida. Sem cobrar perfeição porque ela é gratuita. Já veio com a gente. Se escrevo agora com lágrimas, há um sorriso enorme em mim. Agradeço por ser quem sou. Apenas eu. Igual a você. Sem distinção alguma. Com um monte de sonhos. Sejam sonhos da vida no corpo, sejam os sonhos da vida na alma. Consciente da realidade. Que não sei qual é e jamais saberei. Porque não é pra saber. É só pra viver.
Obrigada a tudo, a todas as pessoas que estiveram no meu caminho até aqui. Obrigada as pessoas que seguem comigo. Obrigada aos que encontrarei adiante. Obrigada a quem segue o tempo inteiro, todos os dias, todos os instantes, até quando desejo ficar completamente sozinha. Obrigada a todos os seres que habitam o mesmo planeta, ou outros, sejam desta ou de todas as infinitas dimensões.
Valeu.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

MEU AMOR...

Na verdade não preciso escrever pra você, não há o que dizer...
Ao seu lado entendi o que é amor.
A ternura do sentimento mais puro, mais divino, ainda que tão humano.
Entendi o significado de amizade.
Não há comparações.
Não te dedico música.
Não precisa alarde.
Não há dor, expectativa, fantasia...
Você é real. Eu te amo por isso.
Você me enxerga real. Me sinto mais depois disso.
Temos uma melodia: QUERER BEM.
Isso é nosso. Toca com ou sem som.
É nosso. Nossa conquista.
É você. Eu sei. Sou eu.
Sou grata pelo teu caminho,
pelo meu caminho.
Eu sei:
fazemos parte do mesmo destino: FELICIDADE.
TE AMO.

domingo, 1 de maio de 2011

MÃES EM AÇÃO

O ser humano é repleto de muitas facetas. Não há o que a mente não crie. São inúmeros sonhos, sejam os profissionais, os amorosos, a maternidade... São inúmeras possibilidades. Mas será que é um desejo real, ou você só está querendo se adequar aos padrões?
A alma humana é vida em movimento.
A inquietude de querer realizar e a plenitude de sentir-se realizado.
O ponto chave é: é realmente você quem quer?
Estamos acostumados a seguir regras desde cedo, e uma delas é a de que a maioria vence. A opinião publicamente aprovada é a que deve ser seguida.
O mundo mudou, progrediu, globalizou.
Vimos acontecer o que no passado parecia impossível. A mulher conheceu o mercado de trabalho, está caminhando a passos largos e demonstrando que não é verdade aquela antiga regra de que o mundo dos negócios era estritamente masculino, e até mesmo chegou ao estremo de virar chefe de família.
Alcançou a emancipação sexual, e já podemos ver as mulheres escolhendo o parceiro e tomando iniciativas.
Mesmo diante de tudo isso, as velhas idéias ainda são difundidas.
A mulher enfrenta um mercado competitivo, conhece o seu potencial profissional, mas ainda continua mantendo a dependência emocional. Conhece a libido, permite-se experienciar, mas quando atrai o macho, logo entende que não pode mais perdê-lo. E lá se vai a naturalidade e toda aquela espontaneidade gostosa que o atraiu.
A regra é velha em tempos novos: é preciso ter um homem, formar um lar, e providenciar, logicamente, os filhos. É o velho sonho do comercial de margarina...
Ah! O que é que tem sonhar? Sonhe, realize, mas não esqueça de que o sonho é seu. A realização é sua. Não sonhe os sonhos dos outros. Viva seu comercial de margarina... O SEU.
O que tem acontecido, é que as regras, sejam novas, sejam as mesmas com outras roupagens, são regras. E você é vida em movimento. Mudança. Além disso, ninguém é igual. Você pode ser uma mulher, repleta e realizada em seu profissionalismo e até mesmo saber manter um relacionamento saudável, mas não ter vocação alguma para maternidade. Talvez sequer goste de conviver com crianças. E o que é que tem?
A maternidade é somente uma das facetas e apenas um dos sonhos de uma mulher, e nem está nos planos de todas. Você pode simplesmente não desejar ser mãe. Então, NÃO SEJA.
O problema está em se atropelar para atender às exigências sociais, à vontade do marido... Eis, então, finalmente, a maternidade. Contrata-se a babá, põe a cria na escola, karatê, balé, banca, presentes... Tudo o que você conseguir batalhar para oferecer, e pronto. Fez sua parte.  Só não conhece o guri. Não houve tempo para a troca de experiências.
Qual foi o sentido então?
Não estamos lidando com produtos. Estamos diante de pessoas.
Mãe e filho. Pessoas. Vidas distintas e compartilhadas.
Como cuidar do pequeno se você não cuida de si mesma?
É certo que para ser mulher não é preciso ser mãe. E quem disse que ser mãe é deixar de ser mulher? De ser indivíduo, de ser feliz. “Padecer no paraíso?”
Esqueça as velhas idéias e não se prenda às novas. Sinta-se.
Permita-se ser você mesma, emita suas opiniões e vontades e escute o outro. Pronto. Exista. Acompanhe suas próprias transformações. Cresça.
Se ame, e, naturalmente, amará seu filho, um amigo que você desejou que vivesse para compartilhar o dom da vida.
De repente terminam “aquelas” preocupações e lutas. Você fica mais natural, mais vivo, mais feliz. Essa é a lição maior que transmitirá.
Ser mãe é isso: “cuidando bem de mim será um enorme prazer orientar meu filho a cuidar bem de si”. Pense nisso.
Não tenha a maternidade como um ônus, um peso ou um título conquistado sem o qual você não conseguiria viver em sociedade.
Sinta e aja. Comece a enxergar a si própria. Atenda às suas necessidades e permita que o pequeno amigo saiba que ele também é capaz de satisfazer            às dele.
Maternidade não significa, automaticamente, amor. Essa é uma das inúmeras regras. A proteção e o cuidado são instintivos. Já o amor, esta é uma oferta gratuita de quem dispõe do sentimento, de quem se ama.
Só se pode dar o que se tem.
AÇÃO MÃES. A hora de começar é agora.

sábado, 23 de abril de 2011

VIDA É ARTE

Gente, descobri que a arte faz parte da gente. É vida. É algo que flui de dentro, que brota da alma, é sentimento, é criatividade, é felicidade, é preenchimento. E como expressar tanto sentir, tanta gostosura diária, tanto prazer... daí é que vem a música, a poesia, os textos, a dança, a força da representação teatral...
A vida é um movimento diário, um movimento de sentimentos, riso, choro, êxtase, prazer, emoção, alegria, paixão, amor... um movimento de gestos, faces, falas, pensamentos, acelerações e pausas. Não há como viver sem a expressão. Só sentir não basta. Há uma necessidade dentro de nós, há um impulso, há algo pulsando, batendo, insistindo em emergir... há que soltar. Há que compartilhar. Há que gritar, fazer saltar de dentro para fora do corpo, para fora do templo. É como um elo de ligação. É como um meio de interligar todas as pessoas, todas as coisas, todos os seres, tudo. A manifestação é imprescindível. Recompensa. Presente.
Expresse, sinta, viva, brinque. A arte te revela a si mesmo. A gente pode ser o que quiser. Recrie-se. Seja arte. Viva.

quarta-feira, 9 de março de 2011

AO DIA DA MULHER

08 de Março. Dia internacional da mulher. Um espaço, uma homenagem.
Tão gigante e tão singela. Tão pequena e tão forte. Uma caixinha de surpresas, um livro aberto.
Um toque de frescor, uma agonia elétrica.
A mulher é um nascer constante. é um presente no viver. é uma força que brota da alma. É a vida que nutre o ser.
Quem pode saber o que se passa em seu interior? Não dá pra saber. Cedo ou tarde a notícia vem. O movimento mexe com tudo ao redor.
Se ela cala, se encolhe, tudo pára. Pára porque não dá pra correr. Não dá pra seguir sem alma. Não dá pra seguir sem vida. E não dá pra explicar.
Somos indefiníveis. Se tentarem dar sentidos, tudo se perde. Se ganhamos liberdade, brota o novo, brota a idéia, surge a criação. Por isso somos mãe. Mulher é movimento de vida. É ar fluindo, é sempre sendo.
Como entender isso? Não dá pra entender, não dá pra explicar, é só sentir.
Queremos tudo, não precisamos de nada. Fazemos questão, queremos atenção, mas somos um todo, uma totalidade, um preenchimento tão fantástico que, sinceramente, acho que a loucura nos pertence. 
Se há som vibramos com o silêncio. Se não nos falam, queremos o grito surgindo no ventre.
Queremos mudança, queremos movimento, queremos vida. Mulher é sinônimo de vida.
Grito. Grito. Grito. Um choro, o silêncio. Não preciso dizer nada, mas falo incessantemente.
Sinto e pronto. Mas tenho uma força, uma mola, uma vontade querendo explodir em mil palavras.
Palavras que uma música já expressa. Que uma rosa entende, que o oceano esclarece, e o arco íris espalha aos quatro cantos. Me dou por satisfeita.
Não tentem nos entender. Não quero me entender. Não mais. Chega disso. Sou mulher, isso basta.
Me tomo nos braços e agradeço. Pequena gigante, cresço. E ao todo ofereço, meu retorno, minha alma, minha vida.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MULHER DE MINHA VIDA

Eu fui moça criada em redoma
Acordei, abri um buraco, e fugi.

Atravessei florestas, fui presa,
fui fera,
apanhei,
bati.

Usei os instintos, esqueci o cuidado
perdi minha alma,
achei,
vendi.

A vida tem seus rumos.
A gente encontra o caminho.
Na direção da luz, até descalça
o pé aguenta o espinho.

Agora, de volta pra casa,
voando,
desta vez sem redoma,
cantando,
com meus olhos posso ver
retornar minha alma,
meu carinho,
minha calma,
pra cuidar dessa moça,
sedução e criança,
menina marota,
liberta,
erguida,
beleza de ser
MULHER DE MINHA VIDA.

domingo, 30 de janeiro de 2011

CRIE O FILME DE SUA VIDA

Há muito ouvimos falar em final dos tempos. Desde a antiguidade havia previsões quanto ao fim do mundo. A transição para o século vinte e um foi um marco para essa suposta destruição da humanidade. E então? O que houve? Por que a natureza ainda espera para tornar um fato as sugestões tão insistentemente apregoadas aos quatro cantos?
Ora, somos pura energia. Somos a realidade em nós mesmos. Criamos o mundo em que vivemos, e tudo o que predomina nele. Seja bom ou ruim, somos os criadores de nossa realidade. Por que então vibrar em cima de coisas negativas, destrutivas, sofridas? Há uma gama de motivos para celebrar a vida, agradecer ao presente de existir, de usufruir dos mistérios e surpresas que o dia a dia nos proporciona tão abundantemente... o que há de errado em ser feliz? Por que somos taxados de loucos por vibrar com cada nascer de um novo dia e acreditar que tudo dá sempre certo, que o mal é apenas um bem que ainda não compreendemos e tudo acontece a nosso favor?
A polêmica move o mundo. É natural para as pessoas viverem rodeadas de preocupações, receios e sofrimentos. Pelo benefício de quem? Por que chama tanta a atenção viver sorrindo e grato por um céu repleto de estrelas iluminadas? A poesia é o estado natural da vida...
Se as pessoas mergulharem em si mesmas, enxergarem os verdadeiros anseios, os caminhos que levam à satisfação, não haverá mais público para a disputa de poderes. Não haverá mais interessados em lutas políticas, filosóficas, culturais, raciais... a felicidade se transformará num estado natural e não haverá razão para qualquer tipo de resistência, não haverá motivo para desgastes destrutivos. Viver a vida que se quer, que se gosta, que dá prazer, conduz à felicidade. E esta felicidade gera uma completude onde não resta espaço pra tanto objetivo, para tanta conquista. Guerras. Exteriores e internas. Batalhas travadas ao som do apoio da mídia e dos detentores do poderio financeiro e político.
Divulgar o fim do mundo é o fim da picada. O filme 2012 está aí para provar que amedrontar, disseminar o pavor e a insegurança dá ibope. Mantém as pessoas estagnadas, acomodadas com o mal estar do dia a dia como se não houvesse solução alguma, como se fosse coisa do destino, como se fosse uma espécie de punição por terem sido tão más com a natureza, com o próximo, com Deus, seja lá mais o que. Bactérias destruídas como um castigo pelo mal causado. Para que, então, desafiar o status quo e experimentar o novo? Para que se arriscar em abandonar velhos padrões que não trouxeram a satisfação esperada e atingir um estado de êxtase ao vivenciar o que a alma sente que faz bem? O alarde de violência, doenças, destruição, medos e polêmicas movimenta o desespero psicológico e paralisa a humanidade, dissolvendo qualquer perspectiva de mudança para ser feliz. O mundo já vai acabar mesmo... deixa pra amanhã... e isso é que fica implantado no pensamento coletivo. É essa a realidade que querem materializar para vocês?
Gente!!!!! O pensamento é o criador da vida que levamos. Diante de tantos milagres da vida, de tanta luz e brilho, de tanta beleza, por que desacreditar na felicidade? Crie uma realidade positiva para você. Ao acordar, olhe o céu azul ensolarado te recebendo com boas vindas. Escute o som dos passarinhos cantarolando o prazer de voar e curtir o aroma das flores. Agradeça por mais um dia em que você sente o ar entrando em suas narinas e seu coração vibra com batidas ininterruptas de vida. Mergulhe na imensidão do mar azul, de todos os tons, refletindo as cores do céu e da paisagem submersa... imagine você. Imagine como funciona todo o seu corpo. Uma máquina perfeita guiada por um cérebro indefinível, comando incrível, num sincronismo inexplicável... É. São tantas maravilhas em nós e em tudo ao redor, que não há espaço suficiente aqui para comportar. Vibre nisto. Sinta isto. Acredite nisto. E você poderá experimentar o que é chorar de felicidade pela tamanha gratidão ao dom da vida.
Comece agora. Crie o filme de sua vida.

Autoconhecimento: a chave da saúde

02/02/22. Esse foi o dia do lançamento do meu novo livro "Autoconhecimento: a chave da saúde", uma chave que abre todas as portas ...