quarta-feira, 29 de julho de 2020

TERAPIA É COISA DE DOIDO?


Acabei de ler um texto de uma colega terapeuta, em que ela questiona TERAPIA É COISA DE DOIDO? 

O bacana, o que me empolgou, foi o fato dela estar tocando nesse assunto, porque essa realmente é a opinião de muita gente. Gente que não se propõe a fazê-lo porque acha que é coisa de maluco e, por não se considerar como tal, rejeita a possibilidade, ainda que esteja precisando de ajuda...

E o que é loucura?

Eu mesma, muitas vezes na vida, fui taxada como louca, simplesmente por ser eu mesma. Os momentos mais felizes, mais espontâneos, mais realizadores, e muitos olhares emanavam medo, pena, preocupação... por que? Porque eu estava fazendo algo diferente do habitual, porque eu estava dizendo algo verdadeiro e não emitindo uma mensagem pré-pronta para agradar aos ouvidos do interlocutor. E eu, me tornando cada vez mais lúcida, mais íntima de mim mesma...

As pessoas que mais admiro são as verdadeiras, ainda que não concorde com seu ponto de vista e talvez nem me identifique com ela, mas o fato dela ser verdadeira consigo mesma, me deixa com um sorriso no rosto, porque precisamos de pessoas autênticas no mundo, precisamos de pessoas felizes por saberem quem são, ou melhor, como estão. Só quem sabe quem é, sabe que precisa de alguma melhora. Só quem sabe quem é, enxerga o que não lhe está fazendo bem e busca a mudança, uma nova direção, um recomeço. E são exatamente tais pessoas as buscadoras de terapia e/ou coaching, porque são conscientes de que levam ao mergulho em si mesmos, ao autoconhecimento. 

Lair, e quem faz terapia é doido?

É sim!!! É doido por si mesmo (mesmo que ainda não saiba disso) e isso é maravilhoso!!! Ser taxado de doido porque não vive por viver, não se acomoda com a infelicidade, não se paralisa diante das adversidades, não entrega os pontos, não desiste, não aceita a negatividade como padrão, reconhece que precisa de ajuda, enxerga sua fragilidade, não se satisfaz em fazer “tal coisa” porque todo mundo faz, etc, isso vale a pena.

A loucura de ser quem somos num mundo de superficialidade e aparências não tem preço.

E isso não quer dizer que somos perfeitos. Não. Mas somos buscadores. Buscadores de aprendizado, de entendimento, de aperfeiçoamento, de nós mesmos. AUTOCONHECIMENTO. Essa é a minha motivação para compartilhar, seja como terapeuta, seja como coach.

É através do mergulho em si mesmo que se percebe que as coisas não “são”, que elas apenas “estão”. Que nós podemos realizar as transformações que necessitamos, porque “estamos” de um jeito e podemos ficar de outro, melhores. E o céu, gente, não é o limite.

O autoconhecimento é a chave da vida. Então, se você, sozinho, não está conseguindo se perceber, se enxergar, se confrontar, se apoiar, não tenha medo ou vergonha de buscar ajuda.

Olha só: meu hino pessoal, “Balada do louco” (dos Mutantes), diz muito sobre isso. Na versão feminina de Rita Lee, eu afirmo: “Dizem que sou louca por pensar assim; mas louco é quem me diz, e não é feliz, eu sou feliz”!

Beijos de luz!!

sexta-feira, 24 de julho de 2020

O PODER DO AMOR


Acabei de assistir ao filme Patch Adams, com Robin Williams, de 1993. Assisti, pela primeira vez, em sua estreia, e hoje fui revisitá-lo... Vale a pena demais!
O cara se internou numa clínica psiquiátrica (hospício mesmo) porque já havia tentado se suicidar, e lá descobre que sua empatia e vontade de ajudar ao outro tem o poder de cura. Sai com um propósito: estudar medicina para ajudar as pessoas. E sabe qual foi o seu maior obstáculo? Não foi o fato de que não era mais um adolescente para estar naquela faculdade; não foi o fato de ter suas próprias questões emocionais; não foi o fato de usar um nariz de palhaço para tratar dos doentes numa época em que não se ouvia falar em terapia do riso... Não. A maior dificuldade que encontrou em seu caminho foi o enrijecimento da instituição, a visão estreita e conservadora do sistema. E, mesmo assim, isso não o parou, ele plantou a semente, facilitando as coisas para nós.
Você nunca assistiu? E pretendia ver? Não se preocupe. Não há spoiler aqui, dei uma mera sinopse, porque, na verdade, não vim falar do filme, que retrata uma história iniciada em 1969, ele me serviu como uma boa desculpa...
A vontade de vencer a estagnação foi o que me trouxe aqui. Ver o mundo sempre com medo do novo, do diferente, me fez parar para escrever essas palavras. Até porque esse medo não tem o poder apenas de paralisar, mas também pode trazer à tona um egocentrismo sem tamanho que pode fazer com que a pessoa faça escolhas prejudiciais ao mundo ao redor.
Século XXI, pós descoberta da quântica, da inserção na medicina oficial da abordagem alternativa, e as estruturas ainda engessam o novo, as pessoas ainda veem com ressalvas os métodos holísticos e ainda se revelam presas aos medicamentos e à segurança do velho conhecido que só trata os sintomas...
E, muitas vezes, não é por falta de informação. Temos a internet ao nosso dispor, o acesso às redes sociais, a pesquisa e comunicação rápidas que permitem conhecer as novidades, os acontecimentos e até descobrir quais são as publicidades enganosas.
Bem ou mal, quase todo mundo conhece a homeopatia, que já é especialidade médica desde 1980, e ouviu falar que a Organização Mundial de Saúde vem apoiando as práticas alternativas de tratamento. E quanto à Terapia Holística? Você conhece, já experimentou, ao menos sabe em que consiste?
A Terapia Holística vem desde Hipócrates, o mais famoso dos médicos, o “pai da medicina”. Numa época em que se atribuía as doenças aos maus espíritos e demônios, ele inovou com os tratamentos de origem natural (ervas, massagens, argila, compressas...). E, com o passar do tempo, a coisa avançou, a bioeletrografia permitiu ver energia, a neurociência se aprofundou a nível atômico... Então, técnicas que focam em cura energética deveriam já ser mais comuns, não é mesmo?
Como a finalidade da holística é cuidar do ser humano como um todo, na íntegra, visando a sua cura por completo, corpo, mente e alma; e como o significado real da medicina vem da própria palavra: “arte da cura”; podemos concluir que: promover tratamento e cura do outro não precisa ser algo rígido, limitado. Mais do que doentes do corpo, nós, seres humanos, estamos doentes da alma.
Eu aplaudo os profissionais da área de saúde que abraçam o novo, que incorporam as ideias diferentes, porque vislumbram a cura, porque sua meta é contribuir para o bem estar de seus pacientes. Eu aplaudo a medicina integrativa, porque este médico enxerga o ser humano que está diante dele, sua visão se amplia, ele aceita as várias técnicas voltadas ao cuidado com seu paciente, ele visa a promover a qualidade de vida. Eu aplaudo os terapeutas holísticos que, apesar de tudo, continuam vivendo sua missão.
Precisamos mergulhar em nós mesmos, precisamos aprender a nos conhecer para que possamos entender o que nos acontece. A partir desse autoconhecimento as portas se abrem, e a saúde se faz, de dentro para fora. Portanto, pesquise, procure conhecer, se atualize. Conheça a infinidade de possibilidades ao seu dispor, expanda seus horizontes.
E voltando ao Patch Adams – que, por sinal, ainda vive no Planeta – sua mola propulsora, seu combustível, sua própria autocura, vem de uma palavrinha de quatro letras que é muito utilizada, mas pouco vivenciada, e é a cura em si mesma: A M O R.

Beijos de luz!!!

Autoconhecimento: a chave da saúde

02/02/22. Esse foi o dia do lançamento do meu novo livro "Autoconhecimento: a chave da saúde", uma chave que abre todas as portas ...