Acabei de ler um texto de uma
colega terapeuta, em que ela questiona TERAPIA É COISA DE DOIDO?
O bacana, o que me empolgou, foi
o fato dela estar tocando nesse assunto, porque essa realmente é a opinião de
muita gente. Gente que não se propõe a fazê-lo porque acha que é coisa de
maluco e, por não se considerar como tal, rejeita a possibilidade, ainda que
esteja precisando de ajuda...
E o que é loucura?
Eu mesma, muitas vezes na vida,
fui taxada como louca, simplesmente por ser eu mesma. Os momentos mais felizes,
mais espontâneos, mais realizadores, e muitos olhares emanavam medo, pena,
preocupação... por que? Porque eu estava fazendo algo diferente do habitual,
porque eu estava dizendo algo verdadeiro e não emitindo uma mensagem pré-pronta
para agradar aos ouvidos do interlocutor. E eu, me tornando cada vez mais
lúcida, mais íntima de mim mesma...
As pessoas que mais admiro são as
verdadeiras, ainda que não concorde com seu ponto de vista e talvez nem me
identifique com ela, mas o fato dela ser verdadeira consigo mesma, me deixa com
um sorriso no rosto, porque precisamos de pessoas autênticas no mundo,
precisamos de pessoas felizes por saberem quem são, ou melhor, como estão. Só quem
sabe quem é, sabe que precisa de alguma melhora. Só quem sabe quem é, enxerga o
que não lhe está fazendo bem e busca a mudança, uma nova direção, um recomeço. E
são exatamente tais pessoas as buscadoras de terapia e/ou coaching, porque são conscientes de
que levam ao mergulho em si mesmos, ao autoconhecimento.
Lair, e quem faz terapia é doido?
É sim!!! É doido por si mesmo (mesmo
que ainda não saiba disso) e isso é maravilhoso!!! Ser taxado de doido porque
não vive por viver, não se acomoda com a infelicidade, não se paralisa diante
das adversidades, não entrega os pontos, não desiste, não aceita a negatividade
como padrão, reconhece que precisa de ajuda, enxerga sua fragilidade, não se
satisfaz em fazer “tal coisa” porque todo mundo faz, etc, isso vale a pena.
A loucura de ser quem somos num
mundo de superficialidade e aparências não tem preço.
E isso não quer dizer que somos
perfeitos. Não. Mas somos buscadores. Buscadores de aprendizado, de
entendimento, de aperfeiçoamento, de nós mesmos. AUTOCONHECIMENTO. Essa é a
minha motivação para compartilhar, seja como terapeuta, seja como coach.
É através do mergulho em si mesmo
que se percebe que as coisas não “são”, que elas apenas “estão”. Que nós
podemos realizar as transformações que necessitamos, porque “estamos” de um
jeito e podemos ficar de outro, melhores. E o céu, gente, não é o limite.
O autoconhecimento é a chave da
vida. Então, se você, sozinho, não está conseguindo se perceber, se enxergar,
se confrontar, se apoiar, não tenha medo ou vergonha de buscar ajuda.
Olha só: meu hino pessoal, “Balada
do louco” (dos Mutantes), diz muito sobre isso. Na versão feminina de Rita Lee,
eu afirmo: “Dizem que sou louca por pensar assim; mas louco é quem me diz, e
não é feliz, eu sou feliz”!
Beijos de luz!!