Eu estava assistindo outro dia, a
um vídeo no Youtube sobre Geraldo Vandré, uma entrevista feita com ele há 7 anos...
Grande cara, peça fundamental na década de 60, vítima do militarismo, numa luta
desigual pela liberdade de expressão. Mas ele não estava presente naquela
entrevista. Ali, outro Vandré falava. Não só o fato de que mudamos com o tempo,
com as experiências, não somos os mesmos de ontem, de que somos uma
“metamorfose ambulante”... mas, no caso dele, lobotomias justificam mais...
Depois assisti a uma entrevista
de Raulzito em Jô, a última, 1989. Ano de sua partida e as pessoas ainda não
entendiam o “maluco beleza”... Ainda
atual, único, mas não mais tão incomum para os dias de hoje.
Comecei então a imaginar o quão
importantes essas figuras foram em suas épocas. Como eles foram fundamentais
para que o hoje seja como é...
Não existe nada supérfluo em nossa vida. Tudo
o que a gente vive, cada momento, cada experiência é importante.
Cada pessoa, cada indivíduo tem
uma importância única na sua época, no seu meio, no seu trabalho, na sua
vida... Para mim, é algo como uma peça num quebra cabeças, só aquela peça
encaixa; aquele lugar, aquele espaço, é daquela exata peça.
A minha história, a sua história, é agora, eu sou importante neste momento, minha vida tem um sentido específico
hoje, eu sou a peça única que encaixa no espaço feito pra mim no corpo
cósmico... A minha, a sua, a de todos nós. Por isso não existe espaço útil para
arrependimentos, entende?
As coisas são como são. Amo esta
frase. Resume tudo, e um pouco mais...
Lembrando que a chave está em
nossas mãos. Sempre. E que a hora é agora.
Beijos de luz.
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