sábado, 21 de julho de 2012

UM GRITO DE LIBERDADE

É incrível a vida. Quanto mais nos libertamos das amarras que nós mesmos criamos no decorrer da jornada, mais deixamos a Alma fluir e o sentido de liberdade começa a ser entendido.
Todas as experiências são o meio de colocar-nos diante de nós, e a oportunidade de conhecermos do que somos capazes. Uma força brota do interior de nosso ser e assume a liderança, guia o caminhar de momento a momento, sempre a postos para oferecer-nos a auto-preservação e nos fazer compreender que temos tudo dentro de nós, na perfeição divina que, incontestavelmente, integramos.
É um voar para dentro de si com a liberdade e a força de uma águia, a astúcia, a vivacidade, o estado de alerta relaxado, vivenciando o instante, pronta para avançar rumo ao céu azul, infinito.
A águia sabe o momento de renovar-se. Não foge das mudanças. Entende o movimento da vida como um ser a ela integrado, com a sabedoria de quem comunga com a existência sem questionamentos.
No instante em que percebe o sinal da transformação, arranca pedaço a pedaço e prepara-se para renascer. Entende que não há morte, apenas a mutação da vida.
A águia vive, aproximadamente, setenta anos. Na metade de sua existência seu bico fica enfraquecido, suas unhas também, e as pernas tornam-se pesadas pela sujeira do decorrer da vida, dificultando-lhe o vôo.
Para sobreviver, ela deverá escolher: deixar as coisas como estão e morrer, ou desafiar a dor da mudança. Normalmente, o instinto de sobrevivência fala mais alto. Ela voa até uma fenda do penhasco, fazendo o ninho onde possa se abrigar dos predadores e inicia um verdadeiro ritual de renascimento.
A águia bate o bico nas pedras até arrancá-lo e passa a esperar que nasça o novo. Arranca, com o novo bico, as unhas, uma a uma. E, quando as novas unhas surgem, arranca as penas do corpo. Renovada, retoma o vôo livre da vida.
O homem assistiu à auto-renovação da águia com o olhar focado na dor. Mas sua entrega é tão total que jamais saberemos se há espaço para sofrimento. Se há, a certeza do benefício da atitude é tamanha que ela não foge a dor. Enfrenta-a.
Os homens acostumaram-se tanto à sobrevida que levam, estão tão viciados nesse modo de vida estagnado, repetitivo, robotizado, que não escutam os sinais. Ignoram a necessidade natural de mudança, se agarram ao já conquistado, ainda que as penas estejam endurecidas, o bico gasto, e as pernas sujas dificultando o seu vôo. O medo da dor é maior do que o próprio desejo de viver. Matam-se ainda que seu corpo esteja vivo. Esquecem-se de que a Alma é tudo o que realmente possuem e que esta implora para ser ouvida e vivida.
Quando vivemos entregues ao curso da vida, não mais encaramos os desafios com sangue e dor. A certeza do crescimento, do amadurecimento, traz uma gratidão tão imensa que o que poderia ser negativo transforma-se num simples momento, que passará. É somente mais uma pena arrancada, porque a mudança se faz necessária.
O vôo da águia é maior, mais intenso, abrangente, celebrativo, leve e feliz, após o seu renascimento. É um vôo de liberdade!
Há uma águia dentro de mim. Todos os meus passos seguem no sentido de deixá-la viver, de soltá-la para os vôos nos ares da vida. Há uma águia dentro de você.
Nesse vôo há um grito, um grito de vida, para anunciar que a sabedoria se encontra em cada um de nós, que o novo sempre está presente e a nós resta aceitar o movimento da vida e arrancar o velho para receber e celebrar o novo que nos é ofertado pela existência.
Nesse momento, grito. Grito alto, um grito que salta de minha Alma, um grito que anuncia que é possível, que Ser é o único sentido de tudo, um grito de felicidade, de descoberta, de reencontro. Um grito de gratidão. Um grito de liberdade.

sábado, 7 de julho de 2012

NA TELA DA VIDA

Puxa... o medo é um troço estranho... geralmente adoramos as coisas que temíamos antes de conhecer ou experimentar, não é?
As crianças têm mais facilidade em aprender as coisas porque são destemidas - pelo menos até o adulto interferir... É verdade que o medo é necessário para a auto-preservação,senão a vontade de voar não seria impedida pela altura do edifício... Mas até que ponto viveremos de fato, se insistirmos em ficar escondidos atrás de tantos medos?
Para mim, o querer se conhecer, a vontade de enxergar os reais desejos, os reais sentimentos, nos conduzem a nós mesmos. E muita coisa se revela. Ainda que não seja dito, ou mesmo demonstrado, mas a consciência já é libertadora. Diante das decobertas, é muito, muito importante assumirmos para nós mesmos e, quando for o momento, expormos para o mundo. Não importa o tamanho desse "mundo", nem o tamanho da descoberta, mas o tamanho da vontade de celebrar a libertação. Cada um sabe a hora - mas aja com verdade - não adie, ultrapasse o medo, lance para fora o que estava escondido.
SER livre é uma questão de alma, é a sensação de paz, de amor pela vida, e a cada pedaço vislumbrado, a cada esconderijo arejado, o interior fica tão grato, tão limpo... isso é liberdade. E a gente não deixa de viver, ao contrário, se mistura com tudo, literalmente. E cada pessoinha é tão única, tão fôfa, tão especial...
Quanto mais eu vivo, quanto mais experiencio e descubro coisas antes inexploradas em mim, mais encantada fico com tudo. Tenho hoje a certeza de que vejo a beleza, não ligo para rótulos e me contradigo o tempo todo porque sou viva. Assusta ainda quando sou alertada para maldades que não enxergo... as pessoas são realmente muito criativas. Acredito na pureza, a verdade existe; apenas não é única, sempre dependerá do ângulo de visão de quem a defende.
Nem sei porque estou dizendo tanta coisa agora... a verdade é que estou sentindo bastante... a intensidade de meus momentos me causa isso... são desabafos contemplativos. Ou constatações de sentimentos?
Serão diversas as formas de dizer a mesma coisa, a depender de quem diga, a depender do momento, a depender... Viu? Não há certeza alguma. Não há regra para nada. Ou há regras demais para tudo. Que abuso...
Sinta, inspire, curta, partilhe, ame, faça, viva você. Se reinvente quando quiser. A tela está em branco todos os dias. Pinte cada momento como desejar. Sem rótulos, sem regras, cuidando apenas de respeitar quem você é agora.

domingo, 1 de julho de 2012

UMA QUESTÃO DE MEMÓRIA

Alguém perguntou a diferença entre decorar e memorizar... a primeira coisa que me veio foi: é uma questão de compreender, assimilar, o que se está querendo registrar na mente. DECORAR implica em repetir como um papagaio o faria, enquanto MEMORIZAR sugere o entendimento da situação e, exatamente por isso, acontece o registro na memória. Então, foi uma chuva de "entendimentos" a respeito, aquela análise de como funciona essa história para mim...
Quando tenho interesse em algum assunto, assimilo com mais facilidade e de pronto vem o registro na memória. Ainda que eu não utilize a informação com frequência, basta acessar o assunto na cabeça que vem... por outro lado, se a coisa é chata, enfadonha, ou simplesmente não desperta o meu interesse no momento,posso até repetir até "decorar", por necessidade, mas minha mente não registra. Mas a coisa não para por aí não...
E o fato de que esquecemos as coisas acontecidas na infância antes de aprendermos a falar? Sinal de que a memória tem relação com a linguagem. A linguagem facilita a compreensão das coisas, daí a memorização... e também há a relação com os sentimentos, o registro emocional, pois, ainda que não saibamos do que as pessoas estão falando, registramos o carinho, o beijo, o beliscão...
É lindo. Vivemos em uma máquina perfeita, em uma casa corpórea que funciona com todo o equipamento necessário à uma existência plena, organismos microscópicos que compõem órgãos, que exercem funções fundamentais. Sem contar com a torre de comando, o cérebro, dirigente de toda a estrutura. E é nele que estão os neurônios materializadores daquilo em que focamos... Vale a pena entrarmos mais nessa seara. No próximo encontro. Se houver interesse, vocês se lembrarão disto. É uma questão de memória.

Autoconhecimento: a chave da saúde

02/02/22. Esse foi o dia do lançamento do meu novo livro "Autoconhecimento: a chave da saúde", uma chave que abre todas as portas ...