domingo, 17 de junho de 2012

"TER UM FILHO, ESCREVER UM LIVRO, PLANTAR UMA ÁRVORE"

Hoje entendi o que significa, para mim, o dito popular de que todos na vida devem “ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore”...

Ao ter meu filho, Juan, entendi o que é amar incondicionalmente. Descobri o verdadeiro amor, o que minha mãe afirmava sentir e eu não acreditava. Aquela felicidade contagiante apenas em ver o outro feliz, a satisfação em admirar aquele sorriso lindo no rosto, a conquista dos sonhos, a descoberta do novo... Compreender o que ele quer ainda que não tenha dito, saber o que fazer mesmo sem ter idéia alguma de como... A aceitação. Admirar os gestos, os dons. Ajudar o guri na lição mesmo jamais tendo gostado de estudar. Reclamar mesmo quando quer abraçar, por saber ser a melhor opção... Não curtir futebol, mas assistir à empolgante partida, em que o filhote virou o craque do time porque fez um gol...
É isso. É o amor. Mãe é um bicho esquisito. É massa. O filho... vira também um espelho. Somos todos espelhos, mas o amor pelo pequeno faz a gente se interessar mais em ver. Passei a me enxergar melhor. A ver minha beleza, minha inteligência, minha ternura e até “aqueles tantos vacilos”, através dele. Aprendi a ser mais compreensiva comigo. Virei mulher.

A vontade de compartilhar é grande. A cada descoberta há o querer ver “todo mundo” feliz também. A gente quer dizer o que fazer para dar tudo certo e também o que não fazer, para que não haja sofrimento. Só que não dá pra ser assim. Cada experiência é única, não dá pra sair dizendo o que fazer e o que evitar. Dá pra dizer: viva! Viva intensamente e seja feliz. Faça o que te faz bem. Siga o teu coração. E, no máximo, dizer “como foi pra mim”... Então, por que não contar por escrito? E daí o livro.
E a árvore? Até hoje eu não tinha ideia do sentido de “plantar uma árvore”, embora jamais tivesse parado para tentar entender realmente. E hoje...

Uma árvore é um símbolo muito forte da natureza. Tem suas raízes firmes e fortes fincadas no solo e todo o seu caule em direção ao céu infinito. Equilíbrio. Sua copa voltada para cima, e os ramos indicando as infinitas possibilidades. Ela filtra o ar, dá frutos, acolhe e alimenta. É símbolo de vida. Produz vida.

A eternidade. Embora sejamos únicos, há em nosso filho algo de nós. Seja em termos de genética, seja nas imitações naturais de convivência, olhando o filho vemos algo dos pais. Com o livro, deixamos registrado aquilo que quisemos dizer. Certo ou errado, momentâneo ou duradouro, ficção ou realidade, no livro ficou o que escrevi. Eu. Plantando a árvore eu compartilho minha energia, uma espécie de “reflorestamento”. Em algum momento eu irei embora, partirei dessa para outra existência, dimensão, planeta, vida... Não importa. Haverá uma transformação. Isso. Transformação. No planeta deixarei um símbolo. Outro símbolo. Minha árvore. Renascimento.

Você não tem que ter um filho, escrever um livro ou plantar uma árvore para ter realmente vivido. Certamente não é isso. Essa foi a experiência de alguém. É a minha, porque Ju é um divisor de águas em minha vida. O fato é que em tudo o que fazemos deixamos um pouco de nós. Em todo relacionamento na vida há um compartilhamento de exemplos, ações, palavras, gestos, experiências, de vida, de energia. Somos energia. Estamos nas pessoas, nas árvores, nos livros, nos bichos, em tudo. Somos muito mais do que pensamos ser. E é isso o mais importante: SER. Daqui vem tudo o mais, felicidade, amor, vida. VIVA. SEJA. FELICIDADE É CONSEQUÊNCIA.

Autoconhecimento: a chave da saúde

02/02/22. Esse foi o dia do lançamento do meu novo livro "Autoconhecimento: a chave da saúde", uma chave que abre todas as portas ...