domingo, 1 de maio de 2011

MÃES EM AÇÃO

O ser humano é repleto de muitas facetas. Não há o que a mente não crie. São inúmeros sonhos, sejam os profissionais, os amorosos, a maternidade... São inúmeras possibilidades. Mas será que é um desejo real, ou você só está querendo se adequar aos padrões?
A alma humana é vida em movimento.
A inquietude de querer realizar e a plenitude de sentir-se realizado.
O ponto chave é: é realmente você quem quer?
Estamos acostumados a seguir regras desde cedo, e uma delas é a de que a maioria vence. A opinião publicamente aprovada é a que deve ser seguida.
O mundo mudou, progrediu, globalizou.
Vimos acontecer o que no passado parecia impossível. A mulher conheceu o mercado de trabalho, está caminhando a passos largos e demonstrando que não é verdade aquela antiga regra de que o mundo dos negócios era estritamente masculino, e até mesmo chegou ao estremo de virar chefe de família.
Alcançou a emancipação sexual, e já podemos ver as mulheres escolhendo o parceiro e tomando iniciativas.
Mesmo diante de tudo isso, as velhas idéias ainda são difundidas.
A mulher enfrenta um mercado competitivo, conhece o seu potencial profissional, mas ainda continua mantendo a dependência emocional. Conhece a libido, permite-se experienciar, mas quando atrai o macho, logo entende que não pode mais perdê-lo. E lá se vai a naturalidade e toda aquela espontaneidade gostosa que o atraiu.
A regra é velha em tempos novos: é preciso ter um homem, formar um lar, e providenciar, logicamente, os filhos. É o velho sonho do comercial de margarina...
Ah! O que é que tem sonhar? Sonhe, realize, mas não esqueça de que o sonho é seu. A realização é sua. Não sonhe os sonhos dos outros. Viva seu comercial de margarina... O SEU.
O que tem acontecido, é que as regras, sejam novas, sejam as mesmas com outras roupagens, são regras. E você é vida em movimento. Mudança. Além disso, ninguém é igual. Você pode ser uma mulher, repleta e realizada em seu profissionalismo e até mesmo saber manter um relacionamento saudável, mas não ter vocação alguma para maternidade. Talvez sequer goste de conviver com crianças. E o que é que tem?
A maternidade é somente uma das facetas e apenas um dos sonhos de uma mulher, e nem está nos planos de todas. Você pode simplesmente não desejar ser mãe. Então, NÃO SEJA.
O problema está em se atropelar para atender às exigências sociais, à vontade do marido... Eis, então, finalmente, a maternidade. Contrata-se a babá, põe a cria na escola, karatê, balé, banca, presentes... Tudo o que você conseguir batalhar para oferecer, e pronto. Fez sua parte.  Só não conhece o guri. Não houve tempo para a troca de experiências.
Qual foi o sentido então?
Não estamos lidando com produtos. Estamos diante de pessoas.
Mãe e filho. Pessoas. Vidas distintas e compartilhadas.
Como cuidar do pequeno se você não cuida de si mesma?
É certo que para ser mulher não é preciso ser mãe. E quem disse que ser mãe é deixar de ser mulher? De ser indivíduo, de ser feliz. “Padecer no paraíso?”
Esqueça as velhas idéias e não se prenda às novas. Sinta-se.
Permita-se ser você mesma, emita suas opiniões e vontades e escute o outro. Pronto. Exista. Acompanhe suas próprias transformações. Cresça.
Se ame, e, naturalmente, amará seu filho, um amigo que você desejou que vivesse para compartilhar o dom da vida.
De repente terminam “aquelas” preocupações e lutas. Você fica mais natural, mais vivo, mais feliz. Essa é a lição maior que transmitirá.
Ser mãe é isso: “cuidando bem de mim será um enorme prazer orientar meu filho a cuidar bem de si”. Pense nisso.
Não tenha a maternidade como um ônus, um peso ou um título conquistado sem o qual você não conseguiria viver em sociedade.
Sinta e aja. Comece a enxergar a si própria. Atenda às suas necessidades e permita que o pequeno amigo saiba que ele também é capaz de satisfazer            às dele.
Maternidade não significa, automaticamente, amor. Essa é uma das inúmeras regras. A proteção e o cuidado são instintivos. Já o amor, esta é uma oferta gratuita de quem dispõe do sentimento, de quem se ama.
Só se pode dar o que se tem.
AÇÃO MÃES. A hora de começar é agora.

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