domingo, 26 de dezembro de 2010

ENTÃO É NATAL
E daí? O que isso realmente significa? O nascimento de Jesus seria a resposta politicamente correta, mas não a verdadeira... Momento de paz, de amor, de compartilhar, de confraternizar... Será?
As pessoas se acostumaram a viver um dia-a-dia descomprometido com os próprios anseios, sem dar a devida importância ao que sentem, querem ou realmente precisam. É um ter de fazer, ter de ir, ter de providenciar, para agradar aos outros, para alcançar objetivos de vida traçados pelo meio social, pela família, por costumes locais, e até mundiais, sem sequer perguntarem-se: eu realmente quero isto?
Não importa. O que importa é que fomos criados para isso. Aprendemos que tais metas formam uma pessoa de bem, alguém bem sucedido, aceito pelo meio social, respeitado... E isso nunca acaba. Um objetivo, uma vez alcançado, leva a outro e, assim, sucessivamente. Mas ninguém fica satisfeito.
Vivemos insatisfeitos. Em guerras pessoais e interpessoais. E o pior: a vitimização é o lema. A culpa é sempre do outro. As disputas são constantes. A luta para vencer é primordial, é o que move a máquina social. Mas há o Natal. Há o momento de ser bom. O momento de se reunir com a família, de fazer o amigo secreto, de tentar não brigar tanto, de diminuir com as discussões... afinal, é Natal.
É hora de receber o décimo terceiro e comprar os presentes. Natal sem presente? Não existe. Vamos comprar. É hora, então, de arrecadar os presentes dos pobrezinhos, de cumprimentar o porteiro e dar um agradinho ao menino da sinaleira. De colocar a moeda na caixinha de natal da padaria... É natal.
Passa-se o ano inteiro desatento, desligado, vivendo uma vidinha sem sentido, cheia de objetivos – mas sem sentido algum – sem preenchimento algum, com satisfações momentâneas, de finais de semana... Mas chegou o Natal e, de repente, ficamos todos amigos, unidos, em paz, por uma noite... Até chegar o reveillon.
Depois vem o começo de um novo ano, cheios de “sonhos” a realizar, e a robotização do dia-a-dia se reinicia e tudo é esquecido. Mais uma vez surge a esperança, a companheira de quem não vive o hoje, não se importa em ser feliz agora, sacrifica-se pelas metas da vida, de uma vida que não é sua, lhe foi apresentada e, sem questionar você aceitou, porque é normal aceitar, todo mundo aceita.... Mas a esperança tá aí. Pronta pra dizer para você que amanhã, quem sabe... se deus quiser... lute...
Então é natal. E daí? Em que isso modifica a sua vida? Além das confraternizações, da reunião familiar e do compra-compra de presentes, o que há de importante pra você nisso?
O seu ser, sua alma, quem realmente precisa de atenção, tem? Você se pergunta se vive como quer, ou vive como “deve ser”? Você é feliz?
É. Que pessoa chata. Uma época tão legal, festiva, se espera tanto tempo pro final do ano chegar e poder ter esperança de alguma coisa melhorar, e lá vem essa chata dizendo que papai Noel não existe, que esperança não adianta nada, e esperar pelo futuro é o mesmo que matar a única vida que existe: o agora.
Cale a boca sua chata. Fica quieta e deixa a galera curtir a compra dos presentes, a escolha dos quitutes da ceia, os enfeites coloridos e iluminados, o Noel do pólo norte... E então,
É natal. Feliz Natal. Ufa!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Autoconhecimento: a chave da saúde

02/02/22. Esse foi o dia do lançamento do meu novo livro "Autoconhecimento: a chave da saúde", uma chave que abre todas as portas ...